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Não há igreja sem Bíblia

13/09/2026

A tradução da Bíblia ainda é um dos maiores desafios enfrentados pela obra missionária no mundo, pois é um trabalho que requer convicção do chamado, disposição para enfrentar anos de preparo teológico, linguístico, cultural e antropológico, convivência com o grupo para o qual a tradução será realizada, perseverança, fidelidade e dependência do Espírito Santo.

Essa é a experiência de um casal de missionários da APMT, o Rev. Norval Silva e Laudiceia, pais de Lucas, Carol e Sara, que, há quase 40 anos, têm dedicado a vida ao ministério missionário transcultural, atuando em três áreas: linguística, educação e tradução. Ao mesmo tempo, também se dedicaram ao plantio de igrejas.

Essa convicção começou na vida de Norval quando, aos 18 anos, estudava em um instituto bíblico. Ao ler o livro “Por esta cruz te matarei”, encontrado na biblioteca, foi profundamente impactado e entendeu que deveria se preparar para o trabalho missionário transcultural.

Por sua vez, Lau, como é carinhosamente chamada, conta que, ao ler a história missionária de Samuelito, o Senhor colocou em seu coração a convicção de um chamado para o ministério transcultural, ao qual deveria dedicar todos os dias de sua vida.

Norval continuou seus estudos teológicos no SPN — Seminário Presbiteriano do Norte. Certo dia, durante uma palestra, o palestrante fez uma pergunta que direcionou seu ministério: “O que você vai fazer com o seu grego quando sair do seminário?”. E também explicou sobre o universo da tradução da Bíblia e sobre a necessidade de pessoas que se dedicassem a esse ministério. Foi naquele dia que Norval entendeu que Deus o estava direcionando para se engajar no ministério de tradução da Bíblia.

Após concluírem os estudos teológicos, o casal passou por um período de capacitação na Missão ALEM, em Brasília, onde aprofundou ainda mais sua formação acadêmica na área linguística.

Deus lhes concedeu a graça de atuar na tradução bíblica em três frentes importantes:

1. Tradução do Novo Testamento para a língua Tembé

O primeiro projeto, desenvolvido juntamente com duas missionárias, foi a tradução do Novo Testamento para a língua Tembé, no estado do Pará. Eles moraram na aldeia, junto ao povo, durante quatro anos. Depois, passaram mais dois anos realizando visitas, ensinando e discipulando. Enquanto Norval realizava um mestrado nos EUA, os colegas da missão ALEM continuaram o trabalho. Ao regressarem dos EUA, Norval ajudou na finalização do texto, agora como consultor da tradução. O Novo Testamento foi concluído e entregue ao povo Tembé em 2010.

2. Tradução do Antigo Testamento para a língua Guajajara

Após 2 anos e meio morando nos Estados Unidos, um missionário norte-americano, colega do casal no trabalho de tradução, havia traduzido o Novo Testamento para a língua Guajajara e preparado o rascunho do Antigo Testamento. No entanto, precisava de alguém que concluísse o trabalho para que a Bíblia completa pudesse ser entregue ao povo.

O missionário norte-americano perguntou: “Irmão, você não quer terminar essa Bíblia para mim?”. Norval respondeu: “Dr. Carlos Harrison, deixe-me conversar com a minha missão e com a minha esposa. Se tudo der certo, nós vamos cooperar para a conclusão da tradução essa Bíblia completa”.

E foi assim que, após a aprovação do projeto pelas agências missionárias envolvidas, o casal se dedicou à conclusão da tradução do Antigo Testamento. Durante cinco anos, fizeram viagens ao povo Guajajara, no estado do Maranhão, visitando as aldeias, revisando o texto e fazendo as devidas correções. 

Para a Glória de Deus, alegria dos envolvidos e principalmente a nossa, a Bíblia completa foi entregue nas mãos do povo, em uma celebração de louvor e gratidão a Deus, em 2007.

3. Tradução do Novo Testamento para a língua Awá-Guajá

Há 20 anos, o casal de missionários foi morar em uma aldeia Awá-Guajá para implementar uma escola intercultural bilíngue. Assim, deram início ao trabalho de tradução da Bíblia e de plantação de uma igreja.

Após anos de árduo trabalho, Norval conta: “É um privilégio ver um povo que, quando chegamos aqui, não sabia ler nem escrever na própria língua. Eles eram praticamente monolíngues; apenas um ou outro falava um pouco de português. A educação é um instrumento, uma ferramenta, e Deus a usou para que pudéssemos entrar e também plantar uma igreja aqui. Fazemos parte da realização do sonho de muitos missionários que oraram anteriormente para que este povo também fosse alcançado pelo evangelho”, completou.

Concomitantemente ao trabalho realizado na escola, atuaram nas três áreas às quais sempre se dedicaram: linguística, educação e tradução, tendo como objetivo principal o plantio da igreja. Durante esse processo, que exige tempo para aprender a língua, conhecer a cultura e esperar pelas oportunidades para iniciar a evangelização, surgiu a ocasião para começar a compartilhar o evangelho.

Norval explica que, após mais de dois anos dando aulas na escola, chegou à sala e encontrou os alunos conversando entre si. Então, perguntou:

“Sobre o que vocês estão conversando?”.
Eles responderam:
“É sobre um filme a que assistimos ontem, de uma pessoa chamada Jesus”.
Naquele momento, Norval fez a pergunta certa, na hora certa:
“Vocês sabem quem era Jesus?”.
Todos responderam:
“Não”.
Então, o missionário lhes disse:
“É exatamente por isso que viemos para cá: para contar a história de Jesus a vocês. Aqueles que quiserem conhecer mais sobre a história de Jesus, estão convidados para irem à minha casa na quarta-feira à noite. Ninguém é obrigado a ir, mas, para quem quiser, eu contarei a história de Jesus”.

E assim aconteceu! Na quarta-feira marcada, um bom grupo se reuniu na casa de Norval e Lau. Pela primeira vez, o casal teve a oportunidade de lhes mostrar uma Bíblia e explicar: “Esta Bíblia foi escrita há muitos anos. Ela é o livro de Deus, e o nosso objetivo é traduzi-la para a língua de vocês, para que possam conhecer e ler a Palavra de Deus”.

Os missionários começaram traduzindo histórias pontuais e, depois, passaram à tradução de livros completos.

“Foi durante esse processo que começaram a surgir as primeiras conversões, os primeiros discipulados e os primeiros batismos. Foram experiências e vivências muito especiais, e tudo isso aconteceu ainda na varanda da nossa casa”, explicou Norval.

Com o passar do tempo, a varanda ficou pequena. Para surpresa dos próprios missionários, os convertidos se dispuseram e se organizaram para construir um local mais amplo para as reuniões. Eles diziam: “O lugar onde estamos nos reunindo está muito apertado”.

Cada vez mais pessoas compareciam às reuniões. Com o crescimento do grupo, passaram a separar as crianças dos adultos, para que elas também tivessem a oportunidade de ouvir as histórias bíblicas e conhecer o Senhor Jesus. 

A chegada do casal missionário Adriano Bakairi e Ruth Kelly à equipe em 2013 foi de grande ajuda. Adriano, indígena da etnia Bakairi foi um grande encorajamento para os crentes Awa-Guajá. Saber que havia indígenas crentes em outras tribos os animou consideravelmente. Além disso, o novo casal de missionários passou a atuar também a escola e no processo de tradução.

A igreja cresceu e se fortaleceu, enquanto o processo de tradução do Novo Testamento era finalizado. Finalmente, no dia 30 de agosto de 2026, a tradução foi entregue ao povo em um culto muito especial, que contou com a presença de representantes da APMT e da Missão ALEM, instituições parceiras nesse trabalho.

“Cremos que a Bíblia é a base. Não há igreja sem Bíblia”, destacou Norval.

Final de semana memorável!

“Se o seu Deus é tão poderoso, por que ele não fala a minha língua?” A pergunta foi feita por um indígena Kaqchikel, na Guatemala, ao receber uma Bíblia em espanhol. Seu nome não ficou registrado, mas suas palavras marcaram profundamente o missionário norte-americano William Cameron Townsend, por volta de 1917.

A partir desse questionamento, a Bíblia foi traduzida para a língua Kaqchikel e, mais tarde, nasceu a Wycliffe Bible Translators, organização dedicada à tradução das Escrituras para diferentes línguas. Em muitos casos, esse trabalho começa com o registro escrito de línguas até então ágrafas.

Assim também aconteceu com os missionários Norval e Laudiceia. Foram 20 anos desde o primeiro contato com o povo Awá-Guajá até este dia memorável de celebração na aldeia. Ao lado da equipe de co-tradutores, evangelizadores e parceiros, que deram testemunhos, participaram da entrega do Novo Testamento na língua do povo, a inauguração do templo, batismos, profissões de fé e o recebimento de novos membros na igreja.
Emocionado, o Rev. Norval relembrou que, quando chegaram na aldeia, a língua era ágrafa e o povo nunca havia ouvido o evangelho. Foi necessário aprender e registrar a língua, alfabetizar a comunidade e iniciar o trabalho de evangelização. Com o passar dos anos, aconteceram as primeiras conversões e os primeiros batismos, a celebração da primeira Ceia do Senhor e a ordenação de presbíteros e diáconos. A igreja cresceu e, atualmente, a aldeia também conta com a escola até o Ensino Médio.

Para Laudiceia, porém, essa história começou ainda antes: “Na verdade, não foram só 20 anos, mas 30 anos, pois passamos dez anos primeiros anos orando para que as portas fossem abertas. Agora estamos encerrando um ciclo de lutas, sacrifícios e vitórias concedidas por Deus.”

Ela também expressou o desejo de que os Awá-Guajá se tornem missionários e levem o evangelho a outros povos, cumprindo a Grande Comissão.

De acordo com Adriano Kuikare, a experiência da participação ativa dos Awá-Guajá na revisão e correção do texto foi muito animador, pois se engajaram no desafio. Ele ainda destacou: “O trabalho ainda não terminou. Algumas aldeias continuam sem acesso direto ao evangelho, e permanece o desafio da tradução do Antigo Testamento.”

O Diretor Executivo da ALEM - Associação Linguística Evangélica Missionária, Edilson Renzetti,  ressaltou que todos os povos precisam ter acesso à Palavra de Deus em sua própria língua e manifestou: “Embora a entrega do Novo Testamento aos Awá-Guajá seja motivo de grande alegria, muitos outros povos ainda não possuem as Escrituras nem contam com missionários trabalhando entre eles.”  E ainda acrescentou: “O desafio da Igreja hoje é mobilizar jovens, homens e mulheres para levar a Palavra de Deus até os confins da terra, levantar tradutores comprometidos para continuar o trabalho”. 

Cristiano Barros, Coordenador de projetos da ALEM, que também esteve presente ao evento, acompanhou o projeto desde o início e recordou as primeiras histórias bíblicas, a identificação e formação da equipe dos co-tradutores e todo o árduo processo de tradução. Segundo ele, durante o trabalho com 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo e Tito, livros que abordam aspectos da organização da igreja, os próprios Awá-Guajá compreenderam a necessidade de ter um lugar onde pudessem adorar e conhecer melhor a Deus, o que os levou a construir um Templo.

Hoje, os frutos desse trabalho podem ser vistos na vida da comunidade: “Aqui na aldeia vemos o impacto da Palavra de Deus na vida dos crentes e dos não crentes. É uma grande alegria concluir esta etapa e encontrar irmãos que louvam a Deus em seu próprio idioma porque conheceram Jesus Cristo”, completou Cristiano.

Finalmente, Cácio Silva, Executivo Operacional da APMT, também destacou a importância da parceria entre a APMT e a ALEM. Para ele, a tradução do Novo Testamento já seria um grande motivo de louvor, mas o projeto deu frutos ainda mais amplos: uma língua foi registrada, uma escola foi aberta, toda uma comunidade recebeu assistência e uma igreja foi plantada para a glória de Deus.

Em nome da APMT, foi entregue um Certificado de Reconhecimento para o casal,  Norval e Laudiceia por sua perseverança durante esses anos. O casal enfrentou diversas dificuldades de saúde, inclusive o câncer, mas permaneceu firme no ministério: “Norval e Lau amam tanto a Jesus que nos constrangem com esse amor e nos inspiram a amar ainda mais a Cristo, sua Palavra e sua missão”, concluiu Cácio. 

Que esta história de dedicação e entrega continue inspirando a muitos pois a tarefa continua, até Cristo voltar! 

Emma Erben de Castro

Nova Assembleia e Diretoria da APMT

14/08/2026

Os representantes eleitos para ocupar cargos e funções nas autarquias, órgãos, juntas e instituições da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) reuniram-se nesta quarta-feira, 12 de agosto, na sede da Igreja Presbiteriana Nacional, em Brasília.

Os diplomados foram eleitos durante a 41ª Reunião Ordinária do Supremo Concílio da IPB, realizada entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, em Manaus, AM.

A cerimonia ocorreu na Sede da Igreja Presbiteriana Nacional, durante um ato especial, conforme acontece a cada quatro anos. Logo após, os membros diplomados da Assembleia da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) reuniram-se para eleger a diretoria que conduzirá a autarquia no biênio 2026–2028.

Diretoria da APMT — 2026–2028
Presidente: Rev. Amauri Costa de Oliveira — SP 
Vice-presidente: Presb. Rogério Machado — MT 
Secretário: Rev. Andrew Phellipp Cavalcanti Lima de Almeida — SE 
Tesoureiro: Rev. Chun Kwang Chun — SP 

Membros da Assembleia
Rev. Aguinaldo de Melo Nascimento — PB 
Rev. Maurício Bucair Menezes — SP 
Rev. Ademir dos Santos Menezes — AM 
Presb. Cláudio Demétrius de Oliveira — GO 
Presb. Esequias Costa Sales — RJ 

Louvamos a Deus pelos irmãos, que o serviram com muito zelo e dedicação no quadriênio anterior e rogamos as bênçãos do Pai para a os eleitos na função que lhes foi confiada, para próximo quadriênio, nesta tão importante autarquia da IPB. 

Manaus recebe a 41ª Reunião Ordinária do Supremo Concílio da IPB

02/08/2026

A cidade de Manaus (AM) sediou, entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, a 41ª Reunião Ordinária do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). O encontro foi realizado nas dependências da Igreja Presbiteriana de Manaus e reuniu mais de 1.500 representantes conciliares de igrejas presbiterianas de todo o país, além de participantes ex officio, visitantes e voluntários.

Logo no primeiro dia de trabalhos foi eleita a Mesa do Supremo Concílio para o quadriênio 2026–2030. O Rev. Juarez Marcondes Filho, do Paraná, assumiu a presidência, o Rev. Roberto Brasileiro Silva, de Minas Gerais, passou à vice-presidencia. Para a Secretaria Executiva, com mandato de 2026 a 2034, foi escolhido o Rev. Robinson Grangeiro Monteiro, da Paraíba.

Também foram eleitos o Presb. George Santos Almeida (BA), primeiro-secretário; o Rev. Carlos Eduardo Aranha Neto (SP), segundo-secretário; o Presb. Marco Aurélio Ribeiro (SP), terceiro-secretário; o Presb. Flávio Roberto de Almeida Heringer (DF), quarto-secretário; e o Presb. Antônio César de Araújo Freitas (MA), tesoureiro. A nova composição da Mesa evidencia o caráter nacional da IPB, reunindo representantes de diferentes estados e regiões do Brasil.

Um dos momentos de destaque da reunião foi a participação de representantes de igrejas presbiterianas de diversos países, convidados pela Comissão de Relações Intereclesiásticas (CRI) e pela Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT). Durante as sessões plenárias, as delegações dirigiram palavras de saudação aos presentes, expressando gratidão pelo apoio missionário recebido ao longo dos anos.

Representantes de Guiné-Bissau, Angola, Paraguai, Bolívia, Nepal, Nova Zelândia e Portugal ressaltaram a relevância do trabalho desenvolvido pelos missionários da APMT em seus respectivos países, destacando o fortalecimento das igrejas locais, a expansão da pregação do evangelho e os frutos do discipulado e do plantio de novas igrejas.

No espaço da Expo Supremo, preparado com muito zelo pela igreja local, 30 estandes dos órgãos e autarquias da IPB receberam os visitantes. A APMT, esteve presente com um estande, por onde passaram várias pessoas que puderam conhecer um pouco mais da ação missionária transcultural da Agência, como também levar materiais de divulgação para suas igrejas locais. 

No sábado, 1º de agosto, o Supremo Concílio também aprovou a composição dos membros da Assembleia da APMT: Rev. Amauri Costa de Oliveira (SP), Rev. Aguinaldo de Melo Nascimento (PB), Presb. Rogério Machado (MT), Presb. Cláudio Demétrius de Oliveira (GO), Presb. Ezequias Sales (RJ), Rev. Andrew Phellipp Cavalcanti Lima de Almeida (SE), Rev. Chun Chung (SP), Rev. Maurício Bucair Menezes (SP) e Rev. Ademir de Menezes (AM).
Paralelamente às atividades conciliares, a Igreja Presbiteriana de Manaus organizou uma programação especial para as esposas de pastores e presbíteros presentes ao evento. Além de visitarem alguns dos principais pontos da capital amazonense, elas conheceram o Centro de Treinamento Missionário (CTM), onde candidatos ao ministério transcultural recebem capacitação para o serviço missionário.

A 41ª Reunião Ordinária do Supremo Concílio encerrou-se após uma semana de deliberações voltadas ao fortalecimento da vida e do testemunho da Igreja Presbiteriana do Brasil. As decisões aprovadas deverão orientar os trabalhos da denominação nos próximos anos, especialmente nas áreas de governo e expansão missionária, reafirmando o compromisso da IPB com a proclamação do evangelho no Brasil e entre os povos do mundo.

Emma E. de Castro

Estágio CFM 2026 na Argentina

01/08/2026

Nos primeiros dias após a nossa chegada a Marcos Paz, o frio foi intenso, com temperaturas muito baixas. Graças a Deus que no alojamento onde ficamos havia aquecedores no quartos e uma lareira na área comum. Fomos recebidos "de tapete vermelho" por nossos queridos missionários locais, Rev Wilton Santos, Josye e seus filhos, além de todo o apoio e carinho de Mauro e Simônica, também da APMT, que servem no mesmo campo.

Nas semanas que lá ficamos, foram feitas várias visitas nos lares, sob indicação dos missionários locais, o que me surpreendeu, pois em países como Bolívia e Peru (onde já estive algumas vezes em Estágios anteriores) as pessoas não costumam receber ninguém em suas casas. No máximo, do lado de fora, num quintal ou algo parecido. Uma das visitas foi para uma senhora octogenária que está acamada e afásica, e que é cuidada pelo filho que é especial. Mesmo com muita dificuldade ela repetiu algumas vezes "gracias, gracias". 

Participamos por três vezes do CÁFE, que é um programa semanal da Igreja Presbiteriana de Marcos Paz, cuja sigla significa "Centro de Atención Familiar y Espiritual". São entoados louvores, uma mensagem é compartilhada, orações feitas, Bíblias distribuídas e cestas básicas entregues. É ministrada uma devocional também para as crianças que vão com os pais.

Por alguns dias, à noite, nossa equipe esteve ensaiando uma peça teatral que foi apresentada no acampamento dos adolescentes. A mensagem foi impactante e tocou profundamente a todos. A grande maioria dos adolescentes não era convertida, e vários deles assumiram compromisso com Cristo durante aqueles três dias. Além de tudo que aconteceu lá, uma aluna do CFM, angolana, deu seu testemunho, que é deveras impactante por causa de muito sofrimento que vivenciou desde os sete anos de idade. Ao terminar sua fala, todos os presentes estavam em lágrimas, repetindo o que ela disse no final "jamás negarei mi Salvador".

Como havia uma psicóloga no nosso Grupo, vários atendimentos foram realizados, tanto para irmãos da igreja quanto para pessoas não crentes. Também fizemos aconselhamentos bíblicos.

Os homens da nossa equipe, incluindo o Rev Wilton, missionário local da APMT, realizaram benfeitorias na casa pastoral. Compramos todo o material necessário e cobrimos com massa as paredes externas da casa que estavam no tijolo, e fizemos uma calçada na parte dos fundos da casa. Ficou tudo muito bom, apesar de que alguns dos nossos nunca tinham mexido com obra.

Fizemos evangelismo nas ruas, praças e comércio, e descobrimos que os argentinos são receptivos e educados. Foram distribuídos muitos folhetos em Espanhol, que levamos para o campo, e ninguém recusou recebê-los.

Realizamos um "Jantar Romântico para Casais". A decoração ficou linda e o cardápio delicioso, incluindo a sobremesa. Começamos a programação com um "quebra-gelo" bem engraçado, que os divertiu bastante. Houve a ministração da palavra com enfoque na vida conjugal, e com um viés evangelístico. Enquanto os pais desfrutavam daqueles momentos, parte da nossa equipe ficou em outro ambiente com as crianças.

Ouvi de uma aluna lá no Estágio: "Nossa, se é tão difícil nos comunicarmos em Espanhol, imagino quando chegar no meu campo e ter de aprender o Árabe!" Uma grande verdade! O Estágio sempre leva os alunos a se prepararem para os desafios que virão em sua próxima etapa no ministério transcultural.

No segundo sábado, realizamos "El Día de la Belleza". Nos surpreendeu a quantidade de mulheres que compareceu. Muitas foram convidadas pela nossa equipe nas ruas da cidade, e algumas delas vieram. O Rev Wilton ministrou uma palavra muito propícia. No nosso grupo havía três fisioterapeutas, então foi possível oferecer massagens, além de atendimentos de cabelo, unhas, sobrancelhas e limpeza de pele. Uma senhora disse com os olhos marejados: "Nunca ninguém havia cuidado de mim". Ufa! Deu um aperto no coração ouvir isso. Uma das mulheres que foi estava no culto no domingo seguinte. Ela não era da igreja.

Por dois dias realizamos o "Día Feliz para los Niños". A igreja ficou lotada e toda a programação foi preparada com muito carinho.

Fomos desafiados a pintar duas salas de aula, de uma Escola onde estuda nossa missionária Simônica, que tem trazido de lá várias pessoas para a igreja. As aulas são voltadas apenas para adultos, não têm custo e eles têm parcos recursos. As paredes ficaram lindas.

Nos domingos que lá estivemos, membros da nossa equipe pregaram a mensagem, e aproveitamos para fazer um "Momento Missionário" em cada um deles. Enfim, só temos motivos para agradecer a Deus por tudo que foi realizado, e pedimos a Ele que faça germinar cada semente que caiu em boa terra, para o Louvor do seu Santo Nome.

Um agradecimento especial ao Rev Marcos Paulo e Cristina, que servem no Uruguai, por terem aceito o convite de estar conosco durante o Estágio, servindo como conselheiros.

Temos orado pela conversão de pessoas com quem convivemos mais amiúde, pedindo ao  Senhor lhes abra os olhos e corações para o Evangelho.

Local: Marcos Paz, Argentina
Data: 10 a 30 de julho de 2026

Mônica Mesquita
Coordenadora do CFM

Culto de Celebração dos 25 anos da APMT

17/03/2026

Há 25 anos, a JME - Junta de Missões Estrangeiras, foi transformada na APMT — Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, com o propósito de ampliar e fortalecer ainda mais a ação missionária transcultural da IPB, no Brasil e no mundo.

No dia 6 de abril, às 20h, na Igreja Presbiteriana da Penha em São Paulo (Rua Maj. Rudge, 145 - Penha), realizaremos um Culto de Gratidão ao Senhor pelos 25 anos da APMT. O preletor será o Rev. Roberto Brasileiro. Contamos com a sua presença para que, juntos, possamos louvar ao Senhor pela expansão da obra missionária por meio de Sua Igreja e sermos encorajados a continuar proclamando a Sua Palavra: “Até que todos ouçam.”

Revista para EBD sobre Missões

12/12/2025

A Editora Cultura Cristã publicou uma edição especial da revista da Escola Bíblica Dominical, composta por 13 estudos que integram a série “Nossa Fé: Até os Confins da Terra”. A publicação aborda, de forma bíblica, teológica e prática, diversos aspectos da Obra Missionária, destacando seu fundamento nas Escrituras e sua relevância para a igreja contemporânea.

Cada lição foi elaborada por missionários da APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que compartilham não apenas conhecimento teórico, mas também experiências vividas no campo missionário, enriquecendo o material com testemunhos, desafios e reflexões sobre o avanço do Evangelho entre os povos.

Diante disso, planeje em sua Escola Bíblica Dominical o uso desse material, promovendo momentos de estudo, oração e reflexão. Que cada classe seja desafiada a compreender que a missão não é responsabilidade de alguns, mas um chamado de toda a Igreja. Somos todos convocados a participar, de diferentes maneiras, da tarefa de compartilhar as Boas Novas do Evangelho a todas as pessoas, em todos os lugares, até os confins da terra.

Revista Física
Aluno: editoraculturacrista.com.br/nossa-fe-ate-aos-confins-da-terra-aluno
Professor: editoraculturacrista.com.br/nossa-fe-ate-aos-confins-da-terra-professor

Revista Digital (Ebook)
Professor: https://amzn.to/4oP73dj
Aluno: https://amzn.to/4pyKL0K

Formatura 19ª turma do CFM São Paulo 2025

30/11/2025

Vinte e oito de novembro foi dia de celebração! Dia de agradecermos a Deus por todos os seus benefícios para conosco. Dia em que 16 homens e mulheres proferiram o Juramento dos Formandos. Pessoas que concluíram todos os módulos do CFM – Centro de Formação Missiológica, e que agora seguirão para uma nova etapa rumo ao campo missionário.

A cerimônia aconteceu no templo da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo. Fato inédito nesta 19ª turma de formandos foi que houve dois paraninfos. Isso mesmo, dois. Um deles foi o Rev Fábio Ribas, professor da disciplina “Comunicação Transcultural e Contextualização”, e a outra pessoa foi a Profª Etelvina Gonçalves Wernicke, professora de “Introdução à Linguística”. O Professor Homenageado foi o Rev Paulo Serafim, da disciplina “Introdução à Missiologia”, que esteve presente juntamente com sua esposa Maria.

A mesa foi composta da seguinte maneira: Prof. Paulo Serafim, Prof. Chun Kwang Chung, Profª Simone Alvarez, Profª Emma Erben de Castro, Prof. Marcos Agripino, Prof Cácio Silva, Profª Mônica de Mesquita, que também foi mestre de cerimônia, e Rev Sérgio Paulo Martins Nascimento, que foi o primeiro coordenador do CFM, no período de 2007 a 2011.

O orador escolhido pela turma foi o Rev Maick Siqueira dos Santos, que em breve seguirá com sua família para a Itália, cujo Projeto Campi Bianchi visa a plantar uma igreja reformada na cidade de Parma, no Norte da Itália.

Cada um dos formandos foi presenteado com 1 livro pela Editora Cultura Cristã, e também receberam mimos da Profª Etelvina, do Prof. Paulo Serafim e da Sinodal da SAF Norte Paulistano. Eles também foram homenageados pelo missionário da APMT Rev Elias Pereira, que lhes escreveu um belo poema, lido durante a cerimônia.

Um diferencial dessa turma é que houve duas formandas estrangeiras, uma angolana e uma mexicana, e um pastor batista, que há muitos anos serve em contexto indígena no norte do Brasil. Alguns dos campos e ministérios em que esses irmãos e irmãs atuarão são: tradução da Bíblia para língua minoritária, P@quistão, Índia, Base da APMT, Indígenas/Brasil, Itália, Angola, Mundo Muçulmano, Espanha, França, dentre outros.

Essa etapa de pré-campo, lamentavelmente, muitas vezes não é valorizada ou reconhecida por boa parte das igrejas e lideranças, o que, em certa medida, prejudica os futuros missionários. Pesquisas sérias nacionais e internacionais indicam que o principal fator de retorno precoce do campo é a falta de um preparo adequado. Essa é uma das motivações para a APMT, através do CFM, buscar sempre a excelência em relação ao seu quadro docente, em relação ao Syllabus de cada disciplina, à carga horária e ao Estágio Transcultural.

Que a cada ano o Senhor continue derramando Graça e Misericórdia, a fim de que continuemos nesta emocionante jornada do treinamento missionário. A Ele toda honra e louvor!

Missionária Mônica Mesquita
Coordenadora do CFM

9º Congresso Nacional do CONPLEI

27/11/2025

Nos dias 28 a 31 de agosto, a Base da JOCUM em Porto Velho/RO esteve super movimentada, sediando a 9a edição do Congresso Nacional do CONPLEI – Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas.

Fundado em 1991, o CONPLEI é um movimento indígena evangélico, interdenominacional, que visa a promover encorajamento, troca de experiências e, sobretudo, despertamento missionário de igrejas e líderes indígenas dos mais diversos povos espalhados pelo Brasil.

Ultrapassando fronteiras nacionais, tornou-se referência para indígenas de vários outros países da América Latina, surgindo assim o movimento continental conhecido como Três Ondas, numa referência aos missionários estrangeiros (“primeira onda”), aos missionários nacionais não indígenas (“segunda onda”) e aos missionários nacionais indígenas (“terceira onda”).

Com uma excelente capacidade de mobilização, o CONPLEI promove congressos regionais, eventos para jovens indígenas e periodicamente um grande congresso nacional, que foi o caso deste último. Seus eventos são marcados pela pluralidade étnica, diversidade linguística, indumentárias tradicionais, louvor em diversas línguas e múltiplos estilos culturais. Mais de 1.200 pessoas, de 87 etnias e 22 países, louvaram juntas ao Senhor naqueles dias e foram ministradas através de várias palestras sob o tema “A Multimodalidade da Missão de Deus”.

Algumas das etnias ali representadas, até recentemente, eram totalmente não alcançadas pelo Evangelho. Havia representantes até de etnias ainda sem igrejas plantadas. Chamou atenção a nova geração de líderes indígenas se levantando e o crescente engajamento de obreiros indígenas em ações de tradução bíblica, plantio de igrejas e formação teológica.

O Senhor está claramente se movendo rumo aos seus dentre esses povos. Três décadas atrás a presença evangélica entre eles era limitada a algumas poucas etnias. Agora, os últimos dados do IBGE indicam que 1/3 dos indígenas são evangélicos, sendo um percentual mais alto que o da população não indígena do Brasil. Naturalmente, significa também que 2/3 permanecem sem o Evangelho, tendo uma grande concentração de crentes em algumas etnias, enquanto muitas outras permanecem sem igrejas plantadas entre elas. São cerca de 250 etnias no Brasil, das quais aproximadamente 150 ainda não alcançadas. Há, assim, muito pelo que celebrar e muito a se fazer.

Apoiadora e incentivadora do CONPLEI, a APMT se fez presente no evento com alguns dos seus missionários que servem entre indígenas e seu executivo operacional, como um dos palestrantes, que ministrou sobre “movimentos missionários ao longo da história”.

Atualmente a APMT tem 36 missionários, desenvolvendo 20 projetos, entre 10 etnias específicas e alguns projetos de caráter multiétnico. São desenvolvidas ações de plantio e fortalecimento de igrejas, formação e capacitação líderes, tradução e uso das escrituras, além de assistência nas áreas de educação e saúde.

Nosso planejamento estratégico visa a tanto fortalecer iniciativas já existentes quanto avançar para etnias ainda não evangelizadas. Você pode participar desses avanços de diferentes formas e se o Senhor lhe falar ao coração sobre ir, há grave necessidade de novos trabalhadores para essa vasta seara.

Rev. Cácio Silva

Uma experiência transformadora em Pocsi - Peru

06/08/2025

O que realmente aconteceu naquele lugar?

Começamos a subir por uma estrada sinuosa no início da tarde. O céu estava claro, com algumas nuvens esparsas e o ar extremamente seco. A cadeia de montanhas ao nosso redor era de tirar o fôlego.

Eu não sabia exatamente o que aguardava nossa equipe naquela viagem rumo ao Pueblo de Pocsi. Obtive algumas poucas informações antecipadas com nossos missionários da APMT, Rev. Alfonso Cervantes e sua esposa Vanessa, que servem em Arequipa há mais de uma década. Sabia que a altitude era de 3.000 metros acima do nível do mar e que a população era totalmente composta por camponeses católicos romanos de longa tradição. Nossa equipe de estagiários do CFM, futuros missionários da APMT em campos transculturais, estava empolgada para conhecer o lugar e realizar ações evangelísticas.

Ao entrarmos no pequeno povoado, as ruas estavam desertas – ninguém nas casas, nenhum comércio aberto. Fomos informados de que todos saíam bem cedo para as plantações e retornavam no meio da tarde.

Ao estacionarmos na praça central, havia três senhoras idosas – uma em cadeira de rodas e duas outras num banco. Alguns degraus acima, dois senhores ocupavam outro banco. O mais idoso usava um chapéu de abas largas que dificultava a visão de seu rosto. Sua pele bronzeada revelava longos anos de trabalho na lavoura.

Ao descermos dos carros, subi em direção aos dois senhores. Ali começou uma experiência que jamais esquecerei. Cumprimentei ambos com um aperto de mão amigável, disse que me chamava Mônica, que era do Brasil, e perguntei seus nomes. O senhor de chapéu não ouvia bem, murmurou algo que não entendi, mas o outro se apresentou como Perci. Expliquei que éramos brasileiros que fomos conhecer os pocsenos e oferecer-lhes o amor de Deus.

Nossas atividades programadas incluíam cantar, pregar um texto bíblico, apresentar uma peça teatral e teatro de fantoches para crianças, distribuir Novos Testamentos, orar, doar roupas e cobertores (o frio de madrugada, nesta época do ano, chega a menos de 5 graus) e servir um lanche. Tudo foi realizado, mas nosso Pai Celestial tinha planos que iam além dos nossos.

1Fiz inúmeras perguntas a Perci e ele as respondeu com sinceridade. Vivia ali desde que nasceu. Ali se casou e teve cinco filhos. Como só existe escola primária no local, os filhos precisam ir para Arequipa cursar o ensino médio, o que a maioria faz. Sua filha caçula tem necessidades especiais e vive com os pais no vilarejo.

Perci é um octogenário sábio e temente a Deus. Seu pai o ensinou a temer a Deus, a respeitar todas as pessoas, trabalhar com afinco, criar os filhos segundo princípios cristãos e jamais prejudicar ninguém – valores que procurou viver.

Hoje, os quatro filhos vivem em Arequipa e  insistem para ele vender a chácara e ir morar na cidade, argumentando ser melhor e mais confortável. Ele parou e disse: "O que pode ser melhor do que viver aqui? Posso ver o céu, as estrelas, respirar ar puro, acordar cedinho, ouvir o silêncio que só o campo oferece, cuidar das plantações, tomar meu chá tranquilamente, conversar com minha esposa e alimentar meus animais". Emocionei-me profundamente.

Devido à falta d'água, o plantio está limitado. Ele cultiva orégano, cebola, alho, batatas variadas, mandioca e alfafa para os animais.

Conversamos sobre Deus e Jesus, sempre com muito respeito. Em certo momento, Perci disse: "Nasci católico, cresci católico e vou morrer católico. Não posso mudar de religião, pois nela meu avô criou meu pai, e meu pai me criou". Respondi que o compreendia, acrescentando que o importante mesmo é saber quem Jesus é, o que fez por nós e crer nele.

Nesse momento chamaram para a peça teatral. A praça estava repleta de pessoas, todas recém-chegadas do campo. Tudo que planejamos foi realizado, mas algo inesperado aconteceu.

Eu havia levado uma pequena bandeira do Brasil para presentear alguém do povoado. Quando o Rev. Alfonso ia encerrar a programação, pedi a palavra e disse: "Queridos moradores de Pocsi, obrigada por nos receberem tão bem. Trouxe uma bandeira do meu país e, como não posso dar a todos, entregarei ao meu novo amigo Perci. Sintam-se presenteados na pessoa dele". Aproximei-me, entreguei a bandeira e nos abraçamos.

Foi então que o "mais de Deus" se manifestou.

Perci pediu atenção de todos os conterrâneos. Com o Novo Testamento na mão esquerda e a bandeira do Brasil na direita, proferiu um dos mais belos discursos que já ouvi: "Meus irmãos pocsenos, aqui está a solução para todos os nossos problemas" – levantando o Novo Testamento. "Deus jamais se esquece de nós, somos nós que nos esquecemos dele. Se vocês têm problemas com filhos, cônjuges, família, trabalho é porque deixaram de lado as santas instruções registradas aqui. Não deixem de ler os Evangelhos! Coloquem-nos em prática. Não guardem este livro esquecido numa gaveta. Vocês precisam ler a Sagrada Escritura todos os dias! Não se esqueçam dela! Aqui está registrado tudo que Deus quer nos dizer. Não reclamem dos problemas, todos nós os temos. Não vivam se lamentando! Busquem a Deus! Leiam sua Palavra!"

Fiquei quase paralisada! Aquele homem simples, desdentado, com olhos envelhecidos pelo tempo, estava pregando a Palavra de Deus ao seu próprio povo e em sua própria língua! Senhor, o que foi isso que aconteceu? O que o Senhor fez? Perguntava eu, atônita e maravilhada.

Fomos ali, timidamente, um pequeno grupo de estrangeiros para evangelizar pessoas desconhecidas, numa língua que a maioria não falava, num lugar onde nunca estivéramos. E Deus, em sua majestade e soberania, foi além, nos desconstruiu, nos deslumbrou, trouxe adoração aos nossos corações e, creio eu, encontrou novos adoradores entre seus eleitos naquele lugar. Louvado e engrandecido seja seu grande e bendito nome.

Mônica Mesquita

A Beira Interior em Portugal recebe a primeira Igreja Presbiteriana

22/06/2025

“Quem sai andando e chorando enquanto semeia, retornará com alegria trazendo seus feixes. (Sl 126.6)

A Igreja Cristã Presbiteriana da Covilhã nasceu de um projeto missionário do casal Rev. Luiz Augusto e Rachel Bueno aprovado pela APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais-Brasil), em convênio com a ICPP (Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal).

Os irmãos deixaram a região de Lisboa e do Vale do Tejo e mudaram-se para a região da Beira Interior, mais propriamente a Região da Cova da Beira, ao pé da Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental. O Concelho da Covilhã localiza-se a 300 km de Lisboa e a 250 km da cidade do Porto e nunca havia recebido uma Igreja histórica de Tradição Reformada. A Igreja Cristã Presbiteriana a partir de agora se faz presente, não somente como Comunidade Eclesiástica, mas também como Associação Civil perante a Sociedade. No dia 22 de março de 2025, considerando as necessidades eclesiais e civis, levando em conta a presença de membros capazes para ocuparem o oficialato da Igreja, a Assembleia Geral da ICPP tomou a resolução de organizar eclesiasticamente a Comunidade da Covilhã.

O casal Bueno chegou na Covilhã em meio à Pandemia do Covid-19 em outubro de 2020 e começou a se reunir com uma família colombiana. Jhonny e Ana Maria Mosquera e os filhos Emanuel e Jimena, haviam chegado recentemente e cursavam os programas académicos da Universidade da Beira Interior (UBI).

Foi num local, inusitado por início, mas aprazível, nas mesas de um restaurante no Jardim do Lago, que nas manhãs de domingo, usávamos para partilhar as orações, a comunhão e as Escrituras sob os chapéus de palha e sentados às mesas de madeira. Ali cantávamos, líamos a Bíblia e celebrávamos o dom da Graça. Jhonny e Ana Maria, ex-missionários de outra denominação em Cabo Verde, agora viviam um novo tempo: as Doutrinas da Graça haviam dominado seus corações e suas vidas. Logo depois, foram chegando outros: Lilian, Verónica, Pedro e Geraldo, sem contar que de vez em quando os irmãos missionários Luiz Fernando e Cláudia Gomes nos visitavam para apoiar o trabalho.

O segundo momento importante foi a mudança para uma antiga Capela Católica no rés-de-chão da Associação de Alunos da UBI que estava abandonada. Com a autorização do presidente da AAUBI, mudamo-nos para esse local. Neste tempo chegaram Beatriz Tendequele e então Rachel Heinzle, Paulo Castro vindo da fronteira de Portugal-Espanha e mais algumas outras famílias.

A capela começou a ficar pequena e então nos transferimos para o salão social da AAUBI quando chegaram outros: Jefferson e Karine, Ivan e Marcela, André e Lari com Levi. Ali ficamos pouco mais de 1 ano e alguns meses e então retornamos para o Jardim do Lago, agora, apoiados financeiramente pela APMT e que nos tem apoiado até hoje com parte dos custos do arrendamento do novo salão. Hoje o local já não comporta as 50 pessoas que em média têm assistido aos cultos (entre adultos, jovens e crianças).

No dia 15 de junho, domingo, com a presença de 82 pessoas, dentre elas a Comissão Especial da ICPP (Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal), realizou a organização eclesiástica da Comunidade. Oficialmente, a Igreja possui 30 membros efetivos comungantes e 11 membros não-comungantes, além de outros congregados que concorrem aos domingos dentre colombianos, portugueses, brasileiros, angolanos e franceses que falam português. A igreja possui um Curso Básico de Teologia com 12 alunos, e ministérios de casais, mulheres, crianças e ação social. A comunidade é dinâmica e alegre.

Ao Senhor, Jesus de Nazaré, damos toda a glória por tudo que o Espírito Santo tem realizado entre nós e por misericórdia, através de nós. Que o dia 15 de junho de 2025 seja o impulsionador de muito que há para realizar nesta região e neste Pais em nome do Reino de Deus. Soli Deo Gloria.

Rev. Luiz Bueno

Segunda Semana Teológica na UCEBOL

31/05/2025

Santa Cruz de La Sierra, Bolívia – A Universidad Cristiana de Bolivia (UCEBOL), ligada à Iglesia Evangélica Presbiteriana Boliviana (IEPB), promoveu entre os dias 5 e 8 de maio a segunda edição da Semana Teológica, sob o tema “La visión reformada frente al postmodernismo”. O evento foi realizado no auditório da instituição e contou com a participação de renomados palestrantes da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).

Representando diferentes órgãos da IPB, participaram do evento: o presidente da APECOM, Rev. Rosther Guimarães; o editor da Casa Editora Presbiteriana (CEP), Rev. Cláudio Marra; o capelão da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Rev. Alexandre Pereira; o executivo ADM, Rev. Marcos Agripino; o presidente da APMT, Rev. Amauri Oliveira; e a presidente da CNSAF, ADM. Ana Maria Prado.

Além das palestras, os representantes brasileiros conheceram de perto alguns projetos mantidos pela IEPB, como o Colégio Gloria e o Centro de Desenvolvimento Integral (CDI), que atende cerca de 1.200 crianças em situação de vulnerabilidade, oferecendo alimentação e reforço escolar. Também visitaram o projeto evangelístico e educativo desenvolvido no Presídio Palmasola.

A participação de Ana Maria Prado se destacou especialmente pela inspiração que trouxe às mulheres da igreja boliviana. Com vasta experiência acadêmica, atuação na área administrativa empresarial e longa trajetória na liderança feminina da IPB, ela ministrou duas palestras de grande impacto: “A missão global da mulher cristã” e “A SAF e sua atuação na igreja”.

Um dos momentos mais aguardados da semana foi a assinatura do convênio de parceria missionária entre a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e a IEPB. A iniciativa visa fortalecer a cooperação mútua e ampliar o alcance da doutrina reformada em solo boliviano.

A Casa Editora Presbiteriana, representada pelo Rev. Cláudio Marra e pelo editor assistente, Rev. Eduardo Assis Gonçalves, também contribuiu com a doação de diversos livros publicados pela editora, reforçando o compromisso com a formação teológica na região.

O missionário da APMT, Rev. Welington Baldes, que atua junto à igreja boliviana e esteve envolvido na organização do evento, destacou: "Nossas plenárias e oficinas foram bênçãos demais. Os irmãos bolivianos foram impactados pelos desafios, ensinos e consolo que somente a Palavra do Senhor pode oferecer.”

Louvamos a Deus pela oportunidade de proclamar Sua Palavra em diferentes contextos, certos de que ela não volta vazia.

Emma Erben de Castro
Coordenadora do Depto. de Comunicação da APMT

APMT/IPB no V Congresso COMIBAM 2025 no Panamá

15/05/2025

Aconteceu na Ciudad de Panamá, de 22 a 25 de abril, o congresso da COMIBAM - Cooperação Missionária Iberoamericana. Essa é a 5a edição do evento, que acontece de 10 em 10 anos, aproximadamente. O primeiro foi em 1987, São Paulo/Brasil; o segundo em 1997, Acapulco/México; o terceiro em 2006, Granada/Espanha; o quarto em 2017, Bogotá/Colômbia e, agora, o quinto no Panamá.

O tema desta edição do Congresso é "La misma misión para una iglesia en movimiento" - A mesma missão para uma igreja em movimento. O Livro de Atos dos Apóstolos foi priorizado pelos palestrantes. Alguns dos temas discorridos foram: "A Participação Iberamericana na Missão Global de Deus", "As Missões Iberoamericanas a partir da voz de um líder nacional", "Tendências Atuais e Novos Paradigmas nas Missões Globais", "Construindo Pontes para um Movimento Intergeracional", "O Potencial da Mobilização Missionária ma Iberoamérica". Dentre os 14 pregadores às plenárias, um deles foi o missionário da APMT, e executivo operacional, Rev Cácio Silva, que ministrou em Atos 13.

A ideia central do COMIBAM 2025 foi promover espaços de reflexão, diálogo, e de construção de propostas e projetos visando ao cumprimento da Grande Comissão a partir da Iberoamérica.

Uma pesquisa realizada pelo COMIBAM (enquanto movimento missional, e não pelo congresso em si), com quase 2.000 igrejas, 500 organizações missionárias e mais de 600 missionários, pontuou alguns percentuais importantes sobre a Igreja Iberoamericana como um todo: 1) 25% são generosas com ofertas 2) 20% desenvolvem programas de oração por missões 3) apenas 6% se envolvem com o envio de missionários 4) apenas 3% atuam com cuidado dos missionários 5) apenas 12% das igrejas participam de programas de tradução da Bíblia para línguas minoritárias. Essa mesma pesquisa apontou que o Brasil lidera em todas as categorias, com uma forte presença em ofertas, oração, mobilização e cuidado missionário.

Foram montados também GEPs, Grupos Estratégicos de Trabalho, com temas dos mais relevantes: Cuidado Integral do Missionário; Nossos novos vizinhos; Missão Policêntrica; Mobilizando a Nova Geração; Cooperação e Alianças na Missão Global; Etnias Não Alcançadas; Diásporas, Campo e Força Missionária; Tradução da Bíblia; O Desafio Hinduísta, Budista e Shintoísta; e muitos outros.

A Igreja Iberoamericana, em determinado momento da história, deixou de ser um campo missionário - no sentido lato - e passou a ser considerada, pelos missiólogos e estudiosos do assunto, uma força missionária punjante e numerosa. Há dados que comprovam o quanto Deus tem usado os missionários e missionárias iberoamericanos por todo o mundo, e que alguns dos fatores responsáveis se traduzem na capacidade - especialmente dos latinoamericanos - de: adaptação, resiliência, na simpatia e na empatia que lhes é peculiar.

A APMT/IPB se fez representar por uma delegação de 16 pessoas, incluindo os dois executivos e o presidente, Rev Amauri Costa de Oliveira. Desse grupo, 6 foram voluntários no evento, que contou com a participação de 1.600 pessoas, provenientes de 30 países. Fato interessante é que o Rev Marcos Agripino esteve em quatro dos cinco congressos, além de ter sido membro da Junta Diretiva Internacional do COMIBAM por duas gestões consecutivas.

Estamos gratos a Deus por testificar que a IPB está conectada com a Missão Global.

Mônica Mesquita é missionária da APMT, coordenadora do CFM - Centro de Formação Missiológica, revisora, escritora e tradutora.

Base da APMT subiu dois andares

23/03/2025

Após mais de 20 anos no andar térreo da sede da CEP - Casa Editora Presbiteriana, no bairro do Cambuci em São Paulo, a APMT - Agência Presbiteriana de Missões Transculturais está em novo espaço. O novo local comporta amplamente todos os departamentos da Agência.

Com o crescimento significativo no número de missionários, de candidatos e de aspirantes, nos últimos anos, fez-se necessário um espaço mais amplo, que comportasse cada área e onde pudessem transitar e trabalhar com mais tranquilidade os missionários que servem na Base, os funcionários, os voluntários, os membros da Diretoria e Assembleia, quando vêm para as reuniões anuais, e as visitas que recebemos de pastores, líderes e membros de igrejas de todo o Brasil.  

No ano passado, o Pb. José Ignácio Ramos, atual superintendente, intermediou conversa com a CECEP - Conselho de Educação Cristã e Publicações, sobre a necessidade de mais espaço para a APMT. A proposta foi encaminhada à Assembleia do órgão, que entendeu a necessidade e acolheu a solicitação cedendo, assim, um espaço mais amplo e confortável que hoje atende todas as necessidades da Agência.

Após alguns reparos e adequações, a mudança foi feita no dia 25 de fevereiro de 2025. Além de todos que atuam em nosso escritório, a equipe da Base contou com a colaboração de um excelente grupo de voluntários. A todos quero registrar aqui meu agradecimento em nome da APMT.

No novo local, que se situa no segundo andar do mesmo prédio, temos as salas do Executivo ADM, Executivo OPE, Departamento Financeiro, Departamento de Recursos Humanos, Departamento de Comunicação, Departamento de Mobilização, CFM – Centro de Formação Missiológica, um depósito, uma sala de reuniões, e um quarto que servirá de alojamento, além de banheiros, copa e cozinha.

Tivemos outro mutirão no dia 18 de março, dessa vez para subirmos todo estoque de publicações, documentos e caixas que ficavam num mini depósito no subsolo. Mais uma vez, abençoados voluntários vieram para somarem-se ao nosso time. Muito obrigado a todos!

Agora a Base da APMT em São Paulo pode receber de maneira mais confortável irmãos das igrejas, membros de sociedades internas, pastores e líderes, qualquer pessoa que deseje conhecer nossa sede.

Muitos não têm ideia de todas as demandas que estão sob a responsabilidade de uma Base Missionária. No nosso caso, é a partir daqui que gerimos, coordenamos, supervisionamos e alavancamos todos os projetos de mais de 300 missionários que hoje atuam em mais de 40 países.

Faz-se necessária menção a duas pessoas que foram fundamentais ao processo: Rev Osvaldo Magalhães, que supervisionou boa parte de todas as obras, e Rev Leonardo Bessa, que coordenou toda parte de mudanças que se fizeram necessárias relacionadas à Internet e Telefonia. A ambos nossa eterna gratidão. Somos gratos também à Assembleia da APMT que deu todo o apoio no processo.

Louvamos a Deus pela parceria da CECEP e por sua liderança, que em todos esses anos nos acolhe fraternalmente.

Somos gratos também a todos que ofertaram para as reformas, que doaram móveis, e por todos aqueles que de maneira anônima ou não, têm contribuído para o crescimento e avanço do Evangelho ao redor do mundo.

Se você mora em São Paulo, venha tomar um café conosco qualquer dia destes. E você que mora fora, quando estiver por aqui, faço o mesmo convite.

Que juntos, como IPB, sigamos na direção daqueles que pouco ou nada sabem de Cristo.

Pelos, ainda, não alcançados,

Rev. Marcos Agripino C.  Mesquita 
Executivo Administrativo da APMT
Missionário na Base

O legado de uma missionária

22/02/2025

Margarida Bernardes, conhecida como Dona Margarida – esposa do Rev. Beijamim Bernardes, mãe de Ana Cristina, casada com Cristiano; Ana Luiza, casada com Alexandre Samuel; e avó de Ana Teresa, Alexandre, Benjamin, Mateus e Carolina – foi chamada pelo Senhor para as moradas eternas dia 22 de fevereiro passado.

A sua despedida e últimas homenagens ocorreram dia 23 de fevereiro, na IP do Bairro Constantino, em Patrocínio, MG. O culto de gratidão ao Senhor pela vida da querida irmã foi conduzido pelo Rev. Roberto Brasileiro, pastor da igreja e Presidente do SC da IPB. O culto foi marcado por testemunhos e muita música, hinos de louvor, a pedido do Rev. Beijamim, como manda a tradição Kaiwá, cultura adotada pelos missionários na sua convivência com os povos originários da Reserva Indígena de Dourados (RID), onde serviram por 40 anos.

Compareceram à cerimônia representantes do Presbitério Alto Paranaíba, da Assembleia da Missão Evangélica Caiuá (MEC), Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), Igreja Indígena Presbiteriana do Brasil (IIPB), Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e pastores da região como também parentes, amigos e irmãos de outras igrejas.

Uma caravana saiu de Dourados em quatro carros e chegou para participar da cerimônia. O Rev. Roberto pregou em 1 Coríntios 13.12-13, destacando o profícuo trabalho da Dona Margarida, pois aqueles que dormem no Senhor já não estão vendo as coisas obscuramente como no espelho, mas face a face na glória celeste. “Ela não precisa mais da fé nem da esperança, mas já desfruta do amor, virtude que a caracterizou em toda sua vida”, completou.

A caravana de irmãos da Missão Caiuá cantou dois hinos traduzidos para a língua Kaiwá: Jesus, Senhor me achego a ti e Quão bondoso amigo é Cristo. Ao final do culto, o Rev. Sérgio Gomes Rivero, pastor Kaiwá, filho na fé, expressou o luto de seu povo e profunda dor, mas ressaltou também a esperança da ressurreição e o reencontro. Agradeceu a dedicação, paciência, compreensão e amor manifestados em palavras e atitudes da Dona Margarida, uma mãe para toda a comunidade Kaiwá, Guarani e Terena. No final orou e impetrou a bênção.

No início deste ano, o casal de missionários mudou-se para Patrocínio, onde reside a família, e tinham muitos planos para começar um novo ministério. O Rev. Brasileiro destacou que na sua conversa com o casal sobre possibilidades ministeriais ela disse: “Queremos servir no lugar aonde ninguém quer ir”. Então o Rev. Brasileiro indicou um lugar de plantação de uma igreja iniciada há alguns anos, mas sem o crescimento desejado. O casal missionário, acompanhado por alguns irmãos, visitou o referido campo e voltou com planos, principalmente a organização da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF).

Os planos de Deus, porém foram outros. Assim sempre foi a Dona Margarida até os seus últimos dias, aceitando os desafios mais complexos porque sabia que o Senhor ia à frente, abrindo caminhos e salvando os perdidos.

Com coração hospitaleiro, acolhedor, cheio de compaixão pelos perdidos, cheio de amor pelos povos originários, ela viveu para servir e pregar o evangelho aos Kaiwá, Guarani e Terena, como também a pessoas de outras etnias que vinham à sede da Missão em Dourados, MS.

Fica a saudade de uma valente serva do Senhor, humilde, amorosa, compreensiva e que exortava quando necessário, animando a ser fiel ao Senhor, a recorrer à oração, a amar a Palavra e a pregar o evangelho a tempo e fora de tempo. Sem dúvida, muitos planos ficaram para trás. A tarefa e a responsabilidade de pregar o evangelho com dedicação e firmeza é o legado que deixa com o seu exemplo.

Dona Margarida, professora de matemática, pedagoga e missionária, também cooperou na publicação da Bíblia completa em Kaiwá, no hinário Jáporahei joá, cartilhas e livros, e coordenou cinco publicações da Revista da Missão Caiuá, com a colaboração da missionária Emma Castro, onde relata algumas histórias e experiências das diferentes frentes de trabalho da MEC, como na área da Saúde, Educação, Instituto Bíblico, e as igrejas na sede e nos campos avançados.

Que o Soberano Senhor continue guardando e abençoando a vida do Rev. Beijamim. Fica um vazio muito grande na casa, como ele mesmo disse: “Ela preenchia toda a casa, agora ficou um vazio enorme”. Oremos pelo Rev. Beijamím e sua família para que superem este momento de dor com a graça de Deus.

Rev. Geraldo Silveira e Emma Castro

Lausanne 4 em Seul

03/02/2025

Billy Graham, o maior evangelista da história contemporânea, juntamente com o pastor e teólogo inglês Sir John Stott, e outros líderes mundiais de renome promoveram no ano de 1974 em Lausanne, na Suíça, o Congresso Internacional de Evangelização Mundial com mais de 2.400 pessoas provenientes de 150 países, dando início ao “Movimento de Lausanne”, o mais influente movimento mundial de missões evangélicas. O tema foi: “Que a terra ouça a voz de Deus”. Esse encontro gerou um importante documento que ficou conhecido como “Pacto de Lausanne”.

O segundo Lausanne aconteceu em Manila, nas Filipinas, em 1989, com mais de 4.300 congressistas de mais de 170 países, tendo como tema “O evangelho para o mundo”. O terceiro encontro ocorreu em 2010 na Cidade do Cabo, na África do Sul, com aproximadamente 4.000 pessoas de mais de 200 países, e o tema foi “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo”.

Em setembro de 2024, em Seul, Coreia do Sul, mais de 5.000 congressistas debateram o tema “Que a igreja anuncie e demonstre Cristo, unida”. Houve uma participação expressiva de brasileiros, cerca de 150 pessoas, e a APMT foi representada por sete missionários.

Nas manhãs, a abordagem focava em devocionais, tendo como parâmetro o livro do Atos dos Apóstolos: não pode haver missão sem o revestimento do poder do Espírito Santo, como também sem o arrependimento, que gera a conversão por obra do Espírito Santo. Os testemunhos foram um dos pontos altos. Vimos e ouvimos aqueles que lutam pela causa do Senhor em lugares do planeta nos quais é mais difícil para um discípulo de Cristo sobreviver e manter a sua fé. Soubemos de muitos que pagaram com sua própria vida pela causa do evangelho e ouvimos testemunhos de perseverança, resiliência e dedicação a Jesus.

Nas reflexões em plenárias e nas discussões em grupo destacou-se uma preocupação profunda de como a igreja poderia cumprir o seu papel para amplificar uma cosmovisão bíblica sólida entre os seus membros. A crítica apontada foi a de que nos últimos anos a igreja tem negligenciado o seu papel discipulador profundo, que é a mola propulsora para todas as esferas da vida. Constatou-se ampla falta de aprofundamento teológico frente aos desafios culturais e sociais, de uma sociedade que está se distanciando de Deus.

A lacuna que a igreja está deixando, em não levar os cristãos ao verdadeiro conhecimento de Deus, está abrindo espaço para o crescimento de ideologias antibíblicas, que parecem conter certo “tom” cristão para alguns, mas que distorcem o verdadeiro evangelho. Só temos um caminho para reverter o quadro que está sendo desenhado na história recente da igreja: o homem se voltar para Deus sob os valores de sua Palavra, para contrapor as novas e nefastas ideologias.

Diante dos desafios apontados pelos expositores nas plenárias e nos workshops, ficou evidente que para haver mudanças substanciais frente à realidade atual, a igreja deve convergir seus esforços para anunciar e demonstrar a Cristo unida. Com a diversidade de igrejas e denominações, de líderes proeminentes de várias vertentes teológicas, reunidos num movimento da magnitude do Lausanne, com sua influência global, não há como esperar que todos tenham os mesmos pressupostos da nossa teologia reformada tão cara à IPB. Nós temos o nosso diferencial dentro de nossas convicções confessionais, que norteia nossos passos na direção dos valores da missão de Deus de estender a sua glória ao mundo, e esse para nós é um ponto inegociável.

A dinâmica dos horários dos workshops não permitiu participarmos de vários seminários dentro de outras áreas de interesse. Estabeleci como foco pessoal um tema que tem crescido ao redor do mundo que é o “Movimento de Pessoas”. A nossa geração está vivendo uma das maiores movimentações globais da História, tendo o mundo se tornado uma grande planície em que as fronteiras “caíram” por causa de inúmeros fatores: conflitos bélicos, perseguição religiosa, limpeza étnica, pobreza extrema, mudanças climáticas, condições econômicas, governos autoritários, fome, entre muitas outras realidades. Foi enriquecedor participar do debate que nos levou a uma reflexão sobre como a igreja deve lidar com essa realidade. Como IPB, temos orado no decorrer dos anos para que o Senhor levante pessoas para irem até aos confins da terra. Hoje, os confins da terra estão entre nós, à nossa porta.

Temos caminhado, como igreja, muitas vezes com ações assistencialistas, e essa não é a direção certa. Claro que as diásporas que estão a nossa volta necessitam de auxílio diante das suas grandes necessidades, como fome, falta de moradia, de documentos, desemprego, dificuldade de falar a língua local, entre outros, o que dificulta a integração na sociedade. Não podemos fechar os nossos olhos, como cristãos, diante desse cenário, pois o nosso caráter deve refletir a glória de Deus em ações para o alívio do sofrimento humano também. Entretanto, simultaneamente, não podemos esquecer que o melhor presente que podemos dar a alguém é a mensagem redentora do evangelho de Cristo Jesus.

Percebo que Deus, em sua soberania, está movimentando nações de modo surpreendente, por isso devemos pensar de uma maneira diferenciada, como denominação, e ampliar os nossos horizontes para olhar para o mundo na perspectiva do Senhor, diante de pessoas que necessitam desesperadamente do evangelho, exaustas e famintas, por ainda não terem o verdadeiro e único Pastor que lhes pode acolher e dar esperança.

A IPB pode e deve ser uma força catalisadora ante as diásporas globais em constante movimento, mantendo-se firme em seu papel de proclamar a mensagem do reino de Deus.

Esta reflexão, ainda embrionária sobre o tema, deve nos encorajar e nos motivar a orar, apoiar e investir com toda a nossa força denominacional para que, unidos, estabeleçamos um Holding incubador para uma maior efetividade e intencionalidade no cumprimento da missão de Deus ao mundo.

Rev. Marcos Agripino

Formatura 18ª turma do CFM São Paulo 2024

26/11/2024

Depois de um longo ano de aulas, estudos, leituras, estágio, e muita burocracia por trás dos bastidores, sexta-feira 22/11 tivemos a honra de formar a Turma do CFM 2024. 23 formandos!

Eles seguirão para locais dos mais diversos: Moçambique, Bolívia, Geórgia (Eurásia), Angola, P@quistão, Povos Tradicionais sul-americanos, Indígenas/Brasil, entre outros. Sete deles não puderam estar presentes na cerimônia, que aconteceu na I.P. Unida de São Paulo.

Agradecemos a todos os professores, à equipe do CFM nas pessoas da Profª Mônica Mesquita, e das missionárias Fernanda Temerloglou e Noemia Clemente, à Assembleia da APMT,  à Igreja Unida, nas pessoas do Conselho da Igreja, da querida irmã Elaine Simões, sempre pronta a nos abençoar, à equipe que trabalha na Unida: João, Pascoal, Jesus, Márcio, Fernando, Ronaldo e Eduardo.

Também agradecemos ao Departamento de Comunicação da APMT, pela cobertura fotográfica dos módulos e divulgação nas mídias da APMT, aos alunos que foram representantes de classe durante o ano, à Editora Cultura Cristã, por presentear os formandos com ótima literatura, a todos os parceiros dos formandos, e à IB Vila Guarani, na pessoa do Pr Alex, por gentilmente hospedar nossos alunos durante todo o ano.

Nosso Grande e Maravilhoso Deus sabe da gratidão enorme dos nossos corações! Que venha 2025 e que mais obreiros estejam aptos à Grande Seara!

Estes foram os formandos:

1. Adriana Ferreira de Souza
2. Andrés Camilo Arango Piravique
3. Adriana Yumiko de Arango
4. Augusto Rogério Semblano Silva
5. Rochellane Ferreira Pessoa Semblano
6. Gyselle Christina Valente
7. Iraquitan Bezerra de Carvalho
8. Silvéria Dias Moreira de Carvalho
9. Ivan Almeida da Cunha
10. John Lennon Gomes Pereira
11. Letícia Souza Mota
12. Lígia Assunção Brueder Assumpção
13. Lucas José Paulino
14. Luana de Alencar Nunes Paulino
15. Moisés Matana Júnior
16. Júnia Leme Matana
17. Nicole da Silva Fagundes
18. Ricardo Augusto Narciso Gonçalves dos Santos
19. Ridermann de Oliveira Coêlho
20. T. H.
21. K. H.
22. Wellington Aparecido Costa Baldes
23. Cintia Pugliessa Baldes

Profª Mônica de Barros Barreto Guimarães de Mesquita - Coordenação

Estágio CFM Julho 2024 - Obras Incompletas

26/08/2024

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Filipenses 1. 6

Na tarde de 19 de julho passado, chegamos a uma base da Missão Evangélica Caiuá, na cidade de Amambai, MS, que atende várias aldeias indígenas da região. Era o primeiro dia do Estágio Transcultural de uma equipe composta por 30 adultos e 18 crianças, além da liderança, a Miss. Mônica Mesquita, coordenadora do CFM (Centro de Formação Missiológica), Noêmia Clemente, assistente educacional, e o Rev. Cornélio Castro, conselheiro.

Com os corações ansiosos por servir, nos apresentaram as muitas necessidades e possibilidades de trabalhos que poderíamos realizar. Não se tratava de começar nada novo, mas de cooperar com o que já estava sendo realizado e precisava de reforço, manutenção, consertos, além de uma ótima oportunidade para conviver com aqueles que se tornarão nossos colegas de ministério atuando em diferentes contextos.

Logo percebemos o quanto a obra do Senhor já havia sido realizada por meio de servos de Deus que vieram antes de nós, mas também refletimos sobre o quanto ainda precisava ser feito. Durante 18 dias, trabalhamos nas mais diversas frentes, tanto nas reparações da infraestrutura do local, como pintura, reforma, manutenção elétrica, mas, principalmente, no foco ministerial espiritual com adultos, jovens e crianças. Realizamos EBF - Escola Bíblica de Férias, evangelismo, discipulado, estudos bíblicos, aconselhamento e pregação. Após 18 dias de imersão e muito trabalho, tínhamos a sensação de que a "realidade era a mesma". Em cada uma dessas áreas que atuamos, muito foi feito, mas ainda percebemos que há muito a se fazer.

Muitas paredes foram pintadas, mas ainda existem muitas paredes por pintar; muitos escutaram o evangelho, mas há muitos que ainda não ouviram; muitas lâmpadas foram trocadas, mas a escuridão continua em incontáveis lugares; muitos textos bíblicos foram lidos, explicados e aplicados aos corações, mas ainda existem muitos outros a serem compartilhados.

Essa realidade traz consigo um sentimento antagônico: por um lado uma pequena tristeza ao ver que ainda há muito para realizar e tivemos que sair de lá; por outro lado uma profunda gratidão por aquilo que Cristo nos possibilitou realizar.

O tempo em Amambai nos fez enxergar muito mais do que aquilo que deveria ser realizado. Ele nos ensinou que a obra de Deus, através de nós, é semelhante à obra de Deus em nós. No Estágio, "paredes de nossas almas" foram pintadas e algumas até mesmo quebradas, derrubadas e refeitas; lâmpadas de cômodos escuros de nossos corações foram trocadas e enxergamos necessidades de reparos em lugares que antes pareciam estar prontos. O sentimento que temos com relação  àquilo que fizemos é também o sentimento que temos com relação aquilo que somos. Quanto trabalho Deus já fez em nós e quanto trabalho ainda existe por fazer, pois Ele continua sua obra em nós.

Na vida, nossos melhores trabalhos, sejam em nós ou através de nós, sempre precisarão de reparos, manutenção e reformas. Nossos melhores trabalhos servem apenas para apontar a verdadeira obra que só Cristo Jesus pode completar. Sabemos que cada parede pintada do lado de dentro ou do lado de fora dos nossos corações serve apenas para apontar a verdadeira restauração que o Cordeiro fará na sua vinda Gloriosa. Sabemos que cada lugar iluminado dentro de nossas almas, ou nos caminhos da Igreja Indígena Presbiteriana do Brasil, servem apenas para nos lembrar de que um dia o verdadeiro Sol da Justiça iluminará cada canto escuro de nossa alma e de nosso mundo.

É nessa certeza que seguimos trabalhando e sendo trabalhados. Continuamos um trabalho que muitos já começaram antes de nós, e sabendo que outros depois de nós darão sequência, pois “aquele que começou a boa obra em nós é fiel para completá-la até o dia da vinda de Cristo Jesus”, pois somos apenas cooperadores na Sua seara.

O Estágio é um dos pré-requisitos da APMT para todos aqueles que desejam se tornar missionários transculturais da IPB - Igreja Presbiteriana do Brasil, e acontece todos os anos em campos onde os missionários da Agência atuam.

Saiba mais sobre o CFM - Centro de Formação Missiológica: apmt.org.br/cfm

Rev. Lucas Castro
Candidato a Missionário da APMT
Pastor em Cornélio Procópio - PR

Materiais para sua Igreja usar em Agosto

05/08/2024

Agosto é o mês de missões na Igreja Presbiteriana do Brasil, um mês dedicado à obra missionária em nossa denominação devido à nossa própria história. (saiba mais)

Como APMT - Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, nossa missão é promover, coordenar e supervisionar toda a obra missionária transcultural da IPB com a missão de proclamar a Glória de Deus entre todos os povos em contexto de transculturalidade.

Por isso temos produzido diversos conteúdos e materiais sobre os desafios e avanços do trabalho missionário ao redor do mundo para que você e sua igreja possam se aproximar ainda mais dos campos misionários, conhecer e participar dessa missão junto conosco.

Confira alguns links de materiais para você utilizar em sua igreja no mês de agosto:

• Vídeo Institucional da APMT (baixar)

• Slide Institucional da APMT (baixar)

• Alvos e planejamento estratégico (baixar)

• Estatísticas dos missionários e países (baixar)

• Vídeos sobre os projetos missionários (assistir)

• Quadro de Missionários APMT (baixar)

• Podcast Missionando (ouvir)

• Revista Alcance (assinar)

• Materiais para crianças (baixar)

• Artigos Missionários (acessar)

• Biografias Missionárias (acessar)

• Página dos Missionários (acessar)

• Canal da APMT no WhatsApp (participar)

• Cântico Missionário (ouvir)

• Roteiro de Oração (baixar)

• Calendário de Oração para Crianças (baixar)

Lembrando que missão não deve se limitar a um dia, a um mês, um ano ou uma época, missões é a vida, é o DNA da Igreja Cristo, a agência de Deus para cumprir a sua missão no mundo. Todavia, que no mês de agosto, cada igreja local, cada família, cada irmão possam se envolver ainda mais nessa obra missionária, que não é nossa, mas sim de Cristo, o Senhor, o dono da missão. E Ele convida sua amada igreja a co-participar desta tarefa de anunciar a Salvação em Cristo Jesus até os confins da terra, todos os dias, até que Ele venha.

Então participe, ore, contribua, divulgue, vá, seja um parceiro da APMT!

APMT no Vocare 2024

28/06/2024

A APMT esteve presente na edição dos 10 anos do VOCARE, em Sumaré/SP, entre os dias 30/05 e 02/06. Além de montarmos um stand durante o evento, pudemos servir na equipe de voluntários, incluindo nossa atuação entre os hangouts (conselheiros dos participantes), nos testemunhos, e na ministração às crianças. Alguns representantes da APMT testemunharam como foi a experiência de servirem ao Senhor com seus dons e talentos, em prol da nova geração, o que pode ser constatado nos relatos a seguir.

Participar do VOCARE e testemunhar o impacto do poder da Palavra de Deus na vida de centenas de jovens foi lindo e muito gratificante. Pela graça de Deus, já tem mais de 30 anos que estamos servindo no campo transcultural, como solteiros, como recém casados, com filhos pequenos, com filhos adolescentes e agora um novo passo, retornando ao campo, deixando os filhos adultos que estão construindo suas próprias histórias. Fomos conselheiros no Hangout do VOCARE, e que privilégio ouvir e aconselhar tantos jovens em seus primeiros passos na vocação que Deus lhes deu. Gratidão ao nosso Deus, que continua levando obreiros à sua Seara, para fazerem ainda mais e melhor que a geração passada.

E* e A* Barros (missionários da APMT)

A experiência no VOCARE foi muito especial ao meu coração e ministério. Cheguei do Oriente Médio a 1:30 da manhã do sábado, e no sábado à noite, as 19:45, já estava participando desse movimento tão maravilhoso, onde Deus tem despertado corações e aprumado vocacionados. Esse movimento tem um valor inestimável para os candidatos a missões. O VOCARE orienta o jovem a como iniciar a sua jornada missionária, apresentando inúmeros caminhos e agências para que eles possam dar os primeiros passos em seu ministério. Como IPB e APMT, continuar participando e incentivando nossos missionários a participarem, dividindo suas experiências com essa nova geração, acredito ser fundamental. E foi exatamente o que fiz: compartilhei o meu chamado, trajetória, preparo e projeto que está sendo desenvolvido no campo missionário. Louvo a Deus por ter me permitido estar lá.

T* C* (missionário da APMT)

Participamos do congresso que celebrou os 10 anos do VOCARE, organizado pela AMTB. Foram cerca de 600 participantes, a grande maioria jovens, de diferentes partes do país e denominações. A APMT foi representada com uma equipe de voluntários e candidatos, através do stand com material de divulgação e outros itens, dois casais de missionários que fizemos parte do Hangout, grupo de aconselhamento ao longo de todo o evento. Três filhas de missionários serviram na equipe, duas missionárias de Base ficaram no stand, e um jovem missionário de campo transcultural compartilhou seu testemunho no plenário. O propósito e grande valor do VOCARE é estimular e desafiar o jovem ao despertamento missionário, com variadas oportunidades e formas de engajamento. A energia, coragem e desprendimento dos jovens traz movimento e crescimento à força missionária evangélica, que se atualiza e conecta à realidade atual. Igrejas e agências missionárias recebem um novo fôlego e visão para a evangelização e pregação do Evangelho a diferentes etnias e culturas. Pela primeira vez no evento, ficamos impressionados com a excelência da estrutura e da organização. Foram criados ambientes e oportunidades para a interação e participação dos jovens: área de convivência e café com stands (de agências e instituições especializadas em tecnologia, recurso audiovisual, cursos de línguas e preparo missionário); sala de oração (aberta ininterruptamente); a escala para leitura bíblica (durante o VOCARE toda a Bíblia foi lida em voz alta na entrada da área dos stands, o Voc Village); espaço para o aconselhamento (Hangout); oficinas e painéis de vivência missionária; o Connect, entre outros. Antes de cada plenária, pela manhã e à noite, houve momentos dedicados ao testemunho de missionários. Dentre eles, dois muito impactantes foram o de uma quilombola que saiu de sua comunidade para estudar Pedagogia, mas retornou ao quilombo para falar do Evangelho às crianças, e o de uma dançarina surda, que usa sua arte para evangelizar. A experiência que tivemos no aconselhamento, chamado Hangout, foi abençoadora e muito gratificante. Foi criado um amplo espaço acolhedor, com poltronas adequadas e confortáveis, para oito atendimentos simultâneos. No segundo dia houve a necessidade de ampliar pela quantidade de interessados. A equipe de conselheiros foi formada por 23 pessoas, organizadas em escalas, com cinco horários de atendimento. Eu e Janete realizamos aconselhamentos individuais e uma vez juntos, para um casal de noivos. Há dois meses do casamento, eles buscaram orientação diante da necessidade de tomar importantes decisões familiares e profissionais. Mesmo com muitos atendimentos que se estenderam até a madrugada, e pouco intervalo, conseguimos aproveitar o congresso e nos emocionamos ao ver o agir de Deus nos jovens. Foi ainda uma bênção perceber o reconhecimento e valor que o VOCARE proporcionou através da troca de experiências entre jovens e missionários. Ao final, mais de 100 jovens fizeram público compromisso de dedicação missionária, o que reflete o impacto do evento. Nosso sonho e oração é ver o despertar missionário dentro da juventude das igrejas da IPB. As mocidades, através das igrejas, federações, sinodais e confederação nacional, possuem um belo modelo para se envolver e participar nos próximos VOCARE. A força dos jovens vence o maligno, e a Palavra de Deus permanece neles, com visão e paixão missionárias.

Luiz Otávio Gomes e Janete (missionários da APMT)

Durante algumas edições do CBM – Congresso Brasileiro de Missões, observávamos a baixa presença e o pouco engajamento das novas gerações, que são os futuros líderes da igreja global. Em resposta a isso, a AMTB criou o movimento VOCARE que, em seus 10 anos, desperta e mobiliza a juventude brasileira para a Missão de Deus. Eu estive servindo na equipe de voluntários em todas as edições do VOCARE. Dentre as diferentes frentes, destaco a relevância de uma delas, o Connect, que foi idealizado por uma Fm – filha de missionários da APMT (Jessica Mesquita). o Connect oferece diversas maneiras de servir no Reino, conectando o vocacionado com as oportunidades e ferramentas das agências, organizações e ministérios, como, por exemplo, o cadastro no banco de voluntários e o mural de oportunidades. VOCARE é sobre obediência à vocação de Deus para todo o seu povo! Nós, jovens da IPB, podemos e devemos fazer muito mais com todos os dons e talentos que Deus nos deu, seja no ministério da Palavra, mas também como um biólogo, como designers, músicos, profissionais de TI, engenheiros, profissionais da saúde, donas de casa, filósofos, agrônomos, jornalistas, veterinários, advogados, professores de idiomas, e por aí vai. A lista de perfis não tem fim.

Isabela Mesquita (filha de missionários da APMT)

A edição dos 10 anos do VOCARE foi minha segunda vez no encontro nacional do movimento. Minha primeira participação foi em 2022. Nas duas oportunidades, atuei como voluntária, ajudando em diversas tarefas durante os dias do evento. No entanto, em ambas as ocasiões, acabei sendo mais servida e abençoada do que eu mesma servi. O Movimento VOCARE desempenha um papel crucial para o avanço missionário, mobilizando jovens para trabalhar tanto em suas igrejas locais quanto em organizações missionárias, em diferentes frentes. Pessoalmente, o VOCARE me impacta ao demonstrar como Deus usa pessoas comuns para expandir o Evangelho. Isso me inspira a não ficar parada, mas a me envolver na missão, mesmo que eu não tenha um chamado específico para o trabalho missionário transcultural e integral. Como membro da IPB e servindo em minha igreja, posso contribuir para a obra missionária sendo uma mobilizadora e incentivando outros jovens a se engajarem na missão em suas áreas de atuação. Acredito que, como denominação, podemos enviar nossos jovens e apoiá-los para que se envolvam ativamente na missão de espalhar o Evangelho por todo o mundo.

Sara Souza (filha de missionários da APMT)

Creio que as nossas igrejas - e aqui falo diretamente às igrejas presbiterianas - deveriam fazer um esforço para levar os seus jovens ao VOCARE, tanto o evento nacional quanto o regional, para que eles conheçam mais do que a Igreja (como Corpo de Cristo) tem feito e pretende fazer no âmbito das missões. É uma oportunidade única dos nossos jovens serem impactados pelos testemunhos de irmãos dos mais diversos backgrounds/vivências e, assim, eles próprios perceberão quão grande a Seara é e o quanto é necessário que mais pessoas se levantem, dispostas a pregar o Evangelho até aos confins da terra.

Sarah Dias (filha de missionários da APMT, e missionária colaboradora)

Estar no VOCARE pela primeira vez, sendo missionária há tanto tempo, foi surreal! Foi surreal ver que existe um movimento de dez anos, trabalhando para manter a chama das Missões acesa nos corações das novas gerações! Foi uma honra! O VOCARE é de suma importância, pois traz as realidades de vivências nos campos, e desperta novos vocacionados para unir forças para a evangelização do mundo, através de suas formações e expertises. Vi um garoto de 13 anos se derramando na presença de Deus. Ele já faz missão com seus pais em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Com tudo que nós, como IPB temos, de conhecimento teológico e missiológico, além de centenas de missionários, creio que temos muito a contribuir com o Movimento VOCARE, abrindo nossas portas para que todos tenham acesso aos nossos cursos preparatórios, e conectando os nossos missionários com essa nova geração de vocacionados. Servi em nosso stand como voluntária, falei em dois momentos sobre o que a APMT tem feito nos campos menos alcançados, compartilhei sobre a Tradução da Bíblia para Línguas Minoritárias, sobre a plantação de igrejas em campos transculturais... e apresentei a nossa Agência a todos que nos visitaram no stand. Algo que me chamou a atenção e me levou a fazer uma convocação de última hora foi a quantidade de surdos e intérpretes presentes. Os convidei a conhecerem a realidade das crianças surdas em outros continentes.

Noêmia Clemente (missionária da APMT)

Não conhecia de perto o VOCARE, só de ouvir falar. Tive uma experiência incrível de ver tantos jovens envolvidos com missões e ainda mais fazer parte de alguma forma. Com toda certeza posso afirmar que o VOCARE é de extremo valor, pois esses jovens tiveram o privilégio de viver, de conhecer e de se envolver com a Missão. Certamente serão marcados e nunca esquecerão de tudo que viveram, com seus corações queimando ainda mais por missões. Fiquei impactada com a sala de oração,  jovens organizando tudo e muito envolvidos com oração,  um ambiente exclusivo para orar, e no tempo que estive lá vi vários jovens orando e conectados com a programação. Fiquei impactada também com os voluntários, que trabalharam duro, servindo com alegria e disposição: isso é adoração.  Podemos investir em divulgação, para que as IPBs possam mandar os jovens da UMP e da UPA aos encontros regionais e nacionais, vi muitas denominações,  mas poucos presbiterianos, muitas caravanas de diversas igrejas... Poderíamos incentivar mais as UMPs e UPAs, pois seria incrível estarem engajadas nesse grande e maravilhoso movimento que conecta o jovem com a missão de Deus. Minha participação foi com as crianças que ali estiveram. Tive oportunidade de servir compartilhando o amor de Jesus e a obra missionária com as crianças, que podem ser missionárias também. Tivemos um espaço VOC KIDS para as crianças, que foi maravilhoso, pois as crianças são o VOCARE de hoje que refletirão no amanhã. Louvo a Deus pelo privilégio de ter participado servindo como voluntária. Fui muito abençoada e privilegiada em ver a potente adoração ao Senhor. Como diz o Rev Chun k Chung "Quando o povo de Deus se reúne em louvor, oração, aprendizado da palavra e amor, potencializa a adoração e sobe como aroma agradável a Deus". John Piper diz que “A missão existe porque não há adoração”.  Então temos que pregar o Evangelho para que haja verdadeira adoração.  Foi isso que aconteceu no VOCARE 2024.

Maria de Fátima Santos (missionária colaboradora da APMT)

Fique de olho nos próximos passos do Movimento VOCARE. Pode ser que o Senhor queira te abençoar, fazer de você um abençoador dessa galera incrível, ou ambas as coisas.

Acesse o site e saiba mais sobre o Movimento VOCARE: https://vocare.org.br/

APMT marca presença no Congresso da APECOM 2024

20/06/2024

De geração em geração - O desafio da comunicação do evangelho para toda a família, foi o tema principal do evento.

No final de semana de 14 a 16 de junho, aconteceu o Congresso da APECOM – Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação, na cidade de Águas de Lindóia, interior do Estado de São Paulo. O evento reuniu cerca de 1.300 pessoas vindas das mais variadas localidades do território nacional.

Entre os preletores principais estiveram o Rev. Roberto Brasileiro, Rev. Hernandes Dias López, Rev. Rosther Guimarães Lopes, Robinson Grangeiro e outros.  Houve programação especial para crianças e adolescentes.

Foi reservado um amplo salão para os expositores das diferentes autarquias e editoras da IPB e convidados. No seu espaço reservado para a APMT - Agência Presbiteriana de Missões Transculturais foram disponibilizados folders, flyers, revistas e livros de autoria dos seus missionários, além de materiais como camisetas e outros produtos com a marca da agência. A novidade foi o Painel Tela Toque Touch, no estande da APMT para que os visitantes pudessem navegar diretamente no site da agência e assim conhecer melhor os missionários, projetos e desafiar a igreja a participar efetivamente da obra do Senhor. A alegria vivida nesses dias, que permitiu encontros e reencontros, foi destaque para os participantes.

Sobre o tema abordado nas palestras e oficinas, o presidente da APMT, Rev. Amauri Oliveira ressaltou: “Devemos levar para nossas igrejas o resgate desta prática saudável, que é o avô sentar-se com o neto, deixar o eletrônico de lado, simplesmente sentar e bater um bom papo e orar. Isso marca a geração que virá. Essa conexão de gerações, não pode ser perdida na igreja”.

O casal Rev. Marcos Rocha e sua esposa Adriana, missionários da APMT, testemunhou com alegria que a filha mais velha, Débora, cresceu no Campo Missionário e agora está se preparando para se tornar missionária também. “Somos gratos ao nosso Senhor, pois não impomos em nenhum momento, mas é ‘De geração em Geração’ que precisamos nos dispor a pregar o Evangelho”, destacou Marcos.

De acordo com o Executivo Operacional, Rev. Cácio Silva, “O desafio do missionário em contexto transcultural é como o desafio do pastor na igreja local. O primeiro desafio é glorificar a Deus e comunicar o evangelho à própria família. Para nós missionários, que temos a oportunidade de estar aqui, sendo alimentados e encorajados, é uma grande benção. Poderemos também compartilhar com nossos colegas o que recebemos”. Por outro lado, o Rev. Hernandes Dias Lopes destacou que a família está no centro do propósito de Deus e que a igreja é uma somatória das suas famílias, assim como a nação e acrescentou: “Pensar na família, refletir sobre a família, cuidar da família, investir na família é a missão principal da igreja. Estamos numa corrida de revezamento, se os pais falharem em passar o bastão da fé para os seus filhos, terão falhado rotundamente”.

Para o Rev. Roberto Brasileiro, o tema escolhido é muito pertinente, pois é “De geração em Geração” que temos de cumprir o mandato de Deus. Cremos que o Senhor há de abençoar a descendência até mil gerações, por amor daqueles que o temem e o servem para a glória do Seu nome e acrescentou: “A nossa igreja é missionária, e hoje pela graça de Deus, podemos ver que muitos tem procurado a APMT e estão se dispondo a servir a Deus nos diferentes campos transculturais e assim compartilhar o Evangelho da Graça”.

O Congresso organizado pela APECOM acontece todos os anos, no mês de junho. É uma oportunidade que permite o encontro entre todos os órgãos da IPB, igrejas, membros das diferentes autarquias e sociedades internas, para refletir a respeito de temas pertinentes aos desafios contemporâneos e assim ser fortalecido e encorajado para continuar testemunhando a Palavra de Deus e glorificar Seu nome até os confins da terra.

Nilcéia Parize e Emma Castro

Informe 1 - Ásia

26/05/2024

Recentemente fomos informados por nossa colega, que atua na Ásia, que seu marido foi preso, juntamente com outros irmãos, por autoridades locais. O cenário é de bastante sensibilidade, em relação ao Evangelho. Ele é um nacional, mas mesmo assim não está isento de perseguição.

Nós da APMT estamos acompanhando de perto, diariamente, toda a situação, e apoiando a nossa colega, os filhos e o esposo em tudo que é possível. O suporte necessário para esse momento está sendo feito. Outras ações poderão serem tomadas conforme o desenrolar da situação.

Pedimos que todos aqueles que têm interesse no bem estar da família NÃO USEM AS REDES SOCIAIS e outras plataformas para divulgarem o ocorrido. Essa exposição, inclusive com os NOMES dos envolvidos, e atividades que eles desenvolvem no país podem trazer gravíssimas consequências.

Peço que, neste momento, você se coloque diante de Deus, em oração, pedindo que os detidos sejam libertos, o mais breve possível, e que Ele guarde e console os familiares.

Se porventura você vir mensagens com detalhes, ou se tiver compartilhado algo, por favor delete e/ou peça que não compartilhem mais conteúdos comprometedores, prezamos, acima de tudo, pela segurança de nossos queridos.

Equipe da APMT

Além das fronteiras: tema da Campanha Anual da APMT 2024

05/01/2024

Além das fronteiras: tema da Campanha Anual da APMT para 2024

Baseado em 2 Co 10.16a , visa ao encorajamento das igrejas e congregações, pastores e presbíteros, demais líderes e membros, a realizarem ações efetivas em prol de missões transculturais.

Nos últimos meses, tenho pensado muito no que a APMT realizou, como instituição, desde sua fundação até hoje. Na mesma toada, penso no futuro, em tudo que nos temos proposto a fazer, enquanto Agência Missionária Denominacional, e na magnitude dos desafios mundiais que batem à nossa porta.  Agora em 2024, caso tivéssemos os recursos humanos disponíveis, poderíamos atender convites de lideranças eclesiais de aproximadamente 50 países para envio de missionários.

Ao mesmo tempo em que esse quadro nos dá uma sensação de credibilidade como uma agência sul-americana, vem um aperto no coração por não termos essa "mão de obra" disponível. Apenas para ficar bem claro, se HOJE, a APMT tivesse 50 casais prontos para o campo, com a teologia, missiologia e demais formações, nós poderíamos enviá-los imediatamente.

Afinal, o que podemos fazer ante a esse desafio “além fronteiras”? Não apenas a APMT, mas a IPB enquanto denominação, cada igreja local, cada congregação, cada membro, cada sociedade interna, cada presbitério, cada sínodo, cada seminário e instituto bíblico... Os campos estão lá, clamando pelos ceifeiros. O Senhor da Seara continua chamando seus servos. O que nós não estamos vendo? O que está faltando? Compete a nós discernir e obedecer.

Nossos seminários e institutos bíblicos, presbiterianos, estão repletos de alunos, os presbitérios estão cheios... há presbitérios que possuem o dobro e até o triplo de pastores em relação ao número de igrejas e congregações. As igrejas estão repletas de pessoas que continuamente oram pedindo que o Senhor lhes mostre a vontade dele para suas vidas. A resposta, contudo, já foi dada! Está registrada com todas as letras! “Vão! Façam discípulos! Batizem-nos! Preguem o Evangelho do Reino a todos! Indiscriminadamente! Atravessem a rua, atravessem o oceano, atravessem os ares! Vão! Digam que dei minha vida por eles! Digam que meu sangue carmesim escorreu pelo meu corpo enquanto eu jazia crucificado. Digam que esse sangue limpo, puro, imaculado foi suficiente para pagar a conta! Não há mais dívida! Não há mais grilhões! Não há prisão! Digam-lhes que o Pai aceitou o meu sacrifício e que tudo o que Ele quer agora é o coração daquele que sinceramente crer e se render em definitivo.”

Ponderando, então, nessas coisas, e grato por tudo que temos recebido das bondosas mãos de Deus, convido você a clamar comigo, pedindo ao Senhor que nos levante, nos movimente, que Seu Espírito Santo invada nossa alma e lance fora todo o medo e toda a estagnação.

Convido você a divulgar a Campanha 2024 da APMT em todos os departamentos e sociedades da sua igreja! O versículo-chave é 2 Coríntios 10.16a - “a fim de anunciar o evangelho para além das vossas fronteiras…”

Os tempos estão cabulosos, o mundo urge! Ore comigo: “Senhor, aqui estou. O que queres de mim? Que se cumpra em mim a Tua vontade e que Teu glorioso nome seja ADORADO em todos os rincões deste planeta maravilhoso que o Senhor nos deu.”

Pelos, ainda, não alcançados,

Rev. Marcos Agripino
Executivo Administrativo da APMT

Formatura 17ª turma do CFM São Paulo 2023

04/12/2023

O momento em que os nomes dos formandos são chamados, na cerimônia de Formatura do CFM,  gera em meu coração um misto de emoções. Primeiro de regozijo, pela constatação de que aqueles irmãos, futuros missionários e missionárias, concluíram uma importante etapa de sua formação pré-campo. Por outro lado, vem uma sensação de “perda”, de melancolia, pois sei que pessoas com quem convivi amiúde por um ano, ou até mais, não estarão mais lá, naquela sala de aula, quando o primeiro módulo do ano seguinte começar.

Dentre esses relacionamentos, alguns se transformam em amizade genuína, e isso é motivo de gratidão a Deus. Mesmo que uma relação mais próxima não se desenvolva com todos, é nítido perceber os dons e talentos de cada um, e como serão fundamentais no campo missionário.

Em 24 de novembro de 2023, um grupo de 25 pessoas se formou. Dentre elas, algumas já têm seu campo/ministério definido: Itália, Quilombolas/Brasil, Guiné-Bissau, Indígenas Kulina/Brasil, Paquistão, Iraque, Cuidado Missionário, Angola, Uruguai, Índia, França e Ruanda. Vislumbrando uma turma como essa, é como se todo o cansaço, as horas de trabalho, as centenas de e-mails, as consultas à plataforma, as reuniões, os contatos com os professores, as horas passadas em sala de aula, as demandas infindas do Estágio Transcultural e todas as demais ações anuais do CFM nem tivessem acontecido.

Estes foram os formandos:

1. Arquimedes Marques Oliveira
2. Edivaldo Gomes da Silva Filho
3. Daniela Soares Gonzales Faria
4. Elisabete Regos Neves
5. Enilda Marta Carneiro de Lima Mello
6. Isabelle da Silva Souza
7. Ivanda Maria Borges
8. Juliana Charret de Barros Prates
9. Lucas Rodrigues de Castro
10. Lucilane Goncalves Araújo
11. Luiz Henrique Portela Faria
12. Marcelle Freitas da Silva
13. Paulo Eduardo Gonçalves
14. Regiane da Silva Cunha
15. Renato Souza Prates
16. Roberto Mouzinho Ferreira
17. Roney Berg Costa Silva
18. Sarah Fabris Dias
19. Shirlei Aparecida Campos
20. Valdez de Sousa Castilho Junior
21. Valéria Cortes Marques Silva
22. Vanessa Caroline Borges de Castro
23. Vanessa da Silva Chagas dos Santos
24. Vanja Lucélia Waldhelm Mouzinho Ferreira
25. Walter Pereira de Mello

Minha oração é: “Senhor, que a cada dia seus corações estejam mais perto de Ti, que sejam servos obedientes, que sejam revestidos de sabedoria e discernimento, e que sejam fiéis testemunhas de Teu Evangelho onde estiverem, trazendo glória ao Teu nome e expansão ao Teu Reino. Em nome de Jesus, amém.”

Profª Mônica de Barros Barreto Guimarães de Mesquita - Coordenação

Viagem para Albânia - Projeto “Saúde Alegre para os Balcãs”

16/11/2023

Venha participar do projeto “Saúde Alegre para os Balcãs” – Albânia.

Albânia é um pequeno país, nos Balcãs pertencente ao Leste Europeu, sua capital é Tirana, o idioma é o albanês e está entre os 20 menores e mais pobres países da Europa. A população é dividida em 60% de muçulmanos e 10% de Católicos Romanos.

Em outubro participamos pela segunda vez deste projeto liderado pelo competente pastor Benilton, sua esposa Nancy e irmãos albaneses.

A cada dois anos se forma uma equipe de brasileiros, todos voluntários, que por duas semanas, trabalham em várias cidades atendendo a população carente e também os irmãos das Igrejas.

Os voluntários são todos convictos deste chamado de curto prazo em campos missionários e participam: enfermeiras, recepcionistas, gente “Bombril”, tradutores (português-albanês), pastores, missionários, aposentados, curiosos, aventureiros, protéticos, dentistas e médicos. A união da equipe tem como finalidade colaborar e enraizar o Reino de Deus no campo missionário da Albânia.

Os membros da equipe em números de 23 pessoas vieram dos “quadros cantos do mundo” como Afeganistão, Áustria, Portugal, Austrália, Itália, S. José do Rio Preto –SP, Limeira / SP, Vilhena e Ji-Paraná/RO.

Onde existir, na Albânia, uma igreja evangélica sendo implantada, haverá uma animada e responsável equipe atuando incansavelmente.

Diariamente as experiências no campo missionário transcultural nos trazem momentos inesquecíveis e um deles foi a inauguração da Igreja Presbiteriana em Tirana, através do Pastor Benilton e nossa amada APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais).

Na inauguração o cultuar de adoradores de todas as nações naquele local reservado para culto e a Glorificação do nosso Deus, foi e será inesquecível para todos nós “... e a Glória de Deus tomou aquele lugar”, após o culto inaugural, serviram o coquetel e o esperado bolo.

O segundo momento foi o testemunho de uma irmã albanesa sobre uma lei guardiã (medo) muito antiga que existe no país a “vingança de sangue”, onde uma família se vinga a morte de um deles, assassinando alguém da outra família.

Um pastor muito amado na Albânia se viu envolvido na “vingança de sangue” e sendo ele o próximo a ser assassinado não fugiu ou mesmo se escondeu. Mas o dia da “vingança de sangue” se fez com um disparo a “queima roupa” em frente da sua filhinha.

A pobre viúva, confusa em seus sentimentos adquiriu o poder de escolher a próxima vítima em troca do seu esposo, mas dia após dia teve seu coração transformado por Deus.

Então, ela revolveu conversar com o assassino, e sentados em um bar, olhando fixamente em seus olhos, expõe o amor de Jesus, o seu perdão e salvação, em seguida diz – “Eu te perdoo, porque Deus me perdoou os meus pecados em Jesus Cristo e me deu a vida eterna”. O assassino ficou paralisado por muito tempo ali sentado, enquanto a mulher saia lentamente do bar. O testemunho vem correndo o mundo e a lei da “vingança de sangue” têm com os seus dias contados na Albânia.

Atualmente várias famílias albanesas por anos, estão trancadas em suas casas sem poder sair, pois estão jurados de morte pela lei da “vingança de sangue” e somente são atendidos por dentistas e médicos da Equipe do Projeto.

Talvez você esteja lendo este artigo e se perguntando, quanta disposição destas pessoas e profissionais envolvidos. Deve ser muito interessante. Mas onde eu me encaixo neste projeto? Eu, sinceramente não sei, mas sei algo muito importante e vital, se não houver o abandono do seu pequeno, egocêntrico e religioso mundinho, e continuar se satisfazendo de coisas, aconchego familiar e respeitando sua zona de conforto, você não irá. Lembre-se que nossa finalidade aqui no mundo, como homens criados por Deus é adorá-lo, glorificá-lo e encher a terra (confins) com outros adoradores.

São indescritíveis os momentos onde conhecemos “outro Jesus” com a pele queimada do sol, pés sujos e doloridos de tanto andar e em sua companhia encontramos muito trabalho, alegria e boas gargalhadas com todos seus discípulos.

Gentil & Neuza Lima Mauro
Médicos em Vilhena/Rondônia
Mobilizadores da APMT