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Rogai ao Senhor da seara

05/06/2024 00:00:00

Ao refletir sobre as palavras de Jesus em Mateus 9:38 “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”, precisamos inicialmente compreender alguns fundamentos.

O primeiro é o fundamento de posse

A seara pertence a Deus. Ele é o Senhor da seara e é Ele quem envia trabalhadores para a sua seara. Deus é o Senhor da seara e também da igreja. Ele tem poder sobre tudo e todos, e nada acontece fora do seu governo. Portanto, a missão acontece na dependência de Deus, que nos chama para crer, amar e servir a Jesus com tudo o que somos e temos.

O segundo é o fundamento do chamado

É Ele quem chama e envia o trabalhador para a seara. Assim, o envio dos trabalhadores não é resultado de movimentos humanos, estatísticas convincentes ou pregações entusiasmadas, mas de Deus e da vontade de Deus. Por isso precisamos orar, rogar ao Senhor da seara que envie. É Deus quem chama e é Deus quem envia.

O terceiro é o fundamento da urgência

Jesus nos diz que a seara é grande e que os campos estão prontos para a ceifa (Jo 4.35). Ele aponta para o trabalho do Espírito Santo, que convence o pecador e o leva ao sincero arrependimento. E isso é feito pela graça do Pai e o sacrifício do Filho, entre todos os povos, línguas, tribos e nações da terra (Ap 5.9). O tempo é hoje e a obra é urgente!

Com esses três fundamentos em mente – posse, chamado e urgência – podemos observar com clareza as palavras do Senhor Jesus. Devemos inicialmente relembrar o contexto no qual Jesus as pronunciou. Segundo lemos, Ele estava percorrendo “cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35). Jesus estava em movimento, cumprindo a missão de proclamar a salvação, e o fazia viajando exaustivamente por povoados e cidades, pregando nas sinagogas e curando os enfermos.

Encontramos aqui o ambiente da missão. Ela deve ser cumprida em toda parte e entre todas as pessoas. Em cidades, vilarejos e aldeias. Em espaços urbanos e rurais. Com os religiosos e os sem religião. Nos templos e nas praças. Do outro lado da rua e do outro lado do mundo.

O texto também nos fala sobre uma das motivações para a missão. Sabemos que a motivação maior é a glória de Deus. E encontramos aqui uma das motivações pessoais de Cristo: a compaixão. Diz o texto que “vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36). Jesus teve compaixão daquelas multidões e o motivo é que estavam perdidas, como ovelhas sem um pastor. Estavam também aflitas e exaustas, ou seja, sem qualquer esperança e sem qualquer força. Assim, a resposta de Jesus, com o coração cheio de compaixão e vendo as multidões perdidas e sem esperança, foi a oração. Ele primeiramente reconheceu a complexidade da seara, chamando-a de “grande”. E logo depois ensinou: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.38). Precisamos orar, pois Deus ouve e responde as orações.

Precisamos orar por trabalhadores, aqueles que são chamados e preparados por Deus para a seara. Precisamos orar pelo envio desses trabalhadores, pois é o Senhor quem os manda. Precisamos orar pela força desses trabalhadores, para que não se quebrem. Precisamos orar pela perseverança dos trabalhadores, para que sigam até o fim. Precisamos orar pelos que “seguram as cordas” no envio dos trabalhadores, para que sejam fortalecidos.

Que Deus abra os nossos olhos para enxergar a grande seara. E que Ele abra também os nossos corações para termos compaixão dos perdidos. Como Jesus fez, sigamos por todas as cidades e vilarejos pregando o evangelho do reino, para a glória de Deus, a alegria do perdido e a edificação da igreja. Envolva-se! A missão é urgente.

Ronaldo Lidorio

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