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Parceria em Missões, chegou a hora de fazer os cálculos

Jesus proferiu uma parábola após dizer aos seus ouvintes o preço a ser pago pelos que se dispusessem a segui-lo (Lucas 14.27-30). Por suas palavras podemos notar a necessidade de fazer um planejamento em tudo aquilo que tange ao trabalho que Ele nos confiou.

Ao considerar a obra da evangelização mundial, a igreja que se dispõe a enviar missionários se torna a principal parceira daquele projeto de evangelização.

Os missionários dependem profundamente do recurso financeiro para sustento do projeto que, de comum acordo, foi feito com a agência missionária e a igreja. Eles decidiram servir ao Senhor e esperar que as igrejas parceiras não falhem no envio, o que tornaria inviável a continuidade deles no campo. Eles decidiram “investir” a vida da família naquele projeto e esperam, firmemente, que irmãos e igrejas “invistam” em suas vidas e no projeto de levar o Evangelho.

Esse “investimento de vida”, por parte do missionário, veio depois de calcular bem o preço de seguir a Cristo e levar a sua cruz. Ele foi chamado pelo Mestre e decidiu obedecer Sua ordem de levar o Evangelho ao mundo. Agora, no entanto, espera-se que a igreja tenha a mesma postura de obediência no envio e na fiel sustentação do missionário.

As palavras “cálculo” e “planejamento”, presentes no exemplo dado por Jesus, não se referem apenas ao missionário, mas também à igreja. Ela precisa calcular bem e ver como poderá dar sustentabilidade financeira e espiritual aos projetos de evangelização ao redor do mundo. É óbvio que esse é, também, um desafio de fé, pois se o missionário e sua família – um núcleo pequeno – exerceram sua fé e decidiram partir ao campo, muito mais a igreja - núcleo maior - estruturada em uma localidade e com os recursos de fiéis cristãos, precisa obedecer incondicionalmente a ordem de Seu Senhor e Mestre.

O ato de parar e calcular o investimento na obra missionária nos obriga a entender o seguinte:

• O missionário precisa calcular bem o tamanho do desafio que ele e família estarão propondo à igreja e à agência missionária, para não retroceder sem cumprir os objetivos propostos. Ele não pode se deixar levar pela emoção e romantismo com a cultura ou por ser o país de seus ancestrais, etc;

• A igreja precisa calcular bem se vai assumir aquele projeto de maneira satisfatória e continuada, pois, provavelmente, o projeto não será de quatro ou cinco anos apenas. O missionário estará naquele país por longos anos ou por toda a vida, mas sempre ligado aos que o enviaram e se comprometeram a sustentá-lo, afinal ele é parte do Corpo de Cristo que é a igreja que o enviou.

Quando falamos de parceria missionária não estamos falando apenas de recursos financeiros, vai muito além disso! Estamos tratando de cumplicidade diante de uma ordem recebida do nosso Senhor e Mestre, o que nos leva a orar intensamente, a contribuir generosamente e a viabilizar de muitas maneiras a continuidade da pregação da mensagem de Cristo aos que não ouviram.

Da mesma forma que Jesus cita na parábola, sobre a zombaria que sofre aquela pessoa que não calcula sobre a construção de uma torre que pretende levantar (Lucas 14.29), sem dúvida alguma o inimigo se alegra quando missionários e igrejas, levados pelo romantismo, não se sentam a fim de calcular como “estender com a firmeza que se requer o toldo da habitação” (Isaías 54.2), que significa a expansão da Igreja.

Muita frustração poderá ser evitada por ambas as partes, missionários e igrejas quando, de fato, sentarem-se e calcularem o que exigirá de cada parte no desafio de expandir o Evangelho a todos os povos. Que Deus nos ajude!

Rev. Cornélio Castro

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