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Francis e Edith Schaeffer

11/01/2024

A comunidade L’Abri (“o abrigo”) começou na Suíça em 1955, quando Francis e Edith Schaeffer decidiram abrir sua casa para que jovens pudessem encontrar respostas satisfatórias às perguntas que faziam, e para que vissem uma demonstração prática dos cuidados de Jesus Cristo ali, vivendo com eles em família. Foi chamado L’Abri por ser um abrigo contra as pressões de uma época implacavelmente secular.

Johanna foi para L’Abri em meio a uma crise espiritual. Apresentada à Edith, esta lhe expõe o Evangelho depois de ouvir sua história, respondendo às dúvidas de Johanna. Elas oram juntas e Edith a presenteia com o Evangelho de João: “Johanna, aproveite os dias que você passará aqui para ler e meditar neste Evangelho. Mais uma coisa: quando você ouvir aquelas vozes más e chamar as vozes boas para lhe ajudar, bem, eu queria que você orasse pedindo que Jesus lhe mostre a verdade que você não vê”.

Johanna era uma famosa parapsicóloga, reconhecida internacionalmente, e requisitada por personalidades do mundo inteiro. Certa vez, chamada a participar de uma sessão de cirurgia mediúnica, viu médiuns que se davam as mãos ao redor da mesa de cirurgia e que falavam em línguas incompreensíveis, enquanto os “médicos” deveriam operar o paciente. Sem conseguirem incorporar nenhuma entidade médica, uma daquelas pessoas que orava, disse: “Alguém está impedindo a manifestação do espírito do Dr. Fulano... E ele me disse que é você”, e apontou para ela. Surpresa, saiu dali. Pela primeira vez, ela se questionou por que estaria impedindo uma manifestação de um espírito. Tentou ainda participar de outras sessões de incorporação, mas sempre sem sucesso. Conversou com outros parapsicólogos ouvindo as mais diversas explicações, mas nenhuma a satisfez. Johanna fora atingida em sua vaidade e perdera a sensação de controle que, até então, ela tinha da sua vida. Lembrou-se de uma amiga que, um dia, falara sobre Jesus. Essa amiga estava morando em L’Abri, na Suíça. Telefonou e contou tudo o que havia acontecido. Antes de desligarem o telefone, sua amiga lhe propôs que viesse a L’Abri, porque lá era um lugar onde poderia encontrar pessoas dispostas a responder suas perguntas e ajudá-la. Ela foi.

Depois de receber o Evangelho de Edith, Johanna precisou sair de L’Abri para fazer compras na cidade. Em determinado momento, aquela sensação ruim, aquele medo, o pavor que sempre a acompanhava, as vozes más que a atormentavam... tudo isso se aproximou dela mais uma vez. Como sempre fazia, chamou pela presença reconfortante e libertadora dos seus “anjos protetores”. Então, uma paz maravilhosa a invadiu e, imediatamente, pôde sentir seus opressores indo embora. Mas veio-lhe à mente a imagem de Edith e o que elas haviam concordado em fazer. Estava tão bom, tão agradável aquele momento, que Johanna não queria atrapalhar por causa de uma tolice: “Peça para Jesus lhe mostrar a verdade que você não vê”. Essa frase de Edith, entretanto, ia e vinha insistentemente como as batidas de um martelo irritante. “Por que não?”, pensou. Ela encostou o carro fora da pista, fechou os olhos e orou: “Jesus, se há uma verdade que eu preciso conhecer nisso tudo, mostra para mim”! De repente, ela sentiu que alguma coisa acontecera. As vozes e a presença dos seus “anjos protetores” reagiram àquela pequena oração. Ela levantou o rosto e pôde ver que, finalmente, os seus “anjos” se revelavam a ela: eram lobos com suas bocas ensanguentadas e ela pôde ver centenas deles, na floresta, olhando para ela. Apavorada, ligou o carro e retornou para L’Abri, chorando e repetindo por todo o caminho: “Jesus, Jesus, me perdoa. Eu não sabia o que eu estava fazendo por toda a minha vida”!

O casal Schaeffer aceitou o desafio missionário de pregar à própria geração, recebendo em L’Abri alunos de várias culturas de todo o mundo, que iam para ouvi-los defender o Evangelho dando “respostas honestas a questões honestas”.

“Edith e eu nos dedicamos a Deus com um propósito. Não desejávamos iniciar um ministério evangelístico, [tampouco] um ministério entre jovens, ou para intelectuais ou na área de dependentes de drogas. Nós simplesmente nos oferecemos a Deus e pedimos que ele nos usasse para demonstrar que ele continua existindo na nossa geração. Isso é tudo que L’Abri representa; foi assim que tudo começou” – Francis Schaeffer.

Rev. Fábio Ribas

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