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Tábata Mori

Timor Leste, março de 2022

Um mês no Timor-Leste!

Querido parceiro!

 

Há exato um mês eu estava desembarcando no Timor-Leste! Depois de três longos dias de viagem, eu saía do ar condicionado do avião para sentir o ar quente no rosto que me dizia que eu estava em casa.

Foram tantos acontecimentos inusitados e tensos que eu e Lia passamos – se você recebe os pedidos de oração por WhatsApp; ou me segue nas redes sociais (fb.com/ProjetoBaruque e @tabata.mori ) está por dentro, se não, aguarde meu próximo episódio do podcast Missionando ”Causos de uma viagem para o campo” . Nada menos que cartão de crédito clonado, cartão de dólar que precisou ser trocado uma semana antes, COVID, gripe e, claro, não podia faltar uma passagem cancelada no dia anterior, reserva no hotel errado e mala extraviada! A despeito das tentativas do inimigo de nos desanimar, chegamos com o coração ainda mais gratos e nos unimos à Igreja que louvava ao Senhor pela nossa vitória!

Já no Timor, as coisas aconteceram muito rápido. No mesmo dia o pastor Krisensio Oliveira, vice-presidente da Igreja Evangélica Presbiteriana Timor-Leste (IEPTL), que estudou no seminário de BH, veio nos visitar e orou abençoando nossas vidas e trabalho no Timor. No dia seguinte, à tarde, a IEPTL organizou uma gostosa recepção, com palavras de gratidão, pois nos tiveram como resposta de oração da Igreja e nos receberam com o tais, um tecido tradicional do país, ofertado em honra e boas vindas… confesso que eu chorei ao receber o meu rsrs.

O pastor Carlos Marçal, presidente da IEPTL, disse: “Agora, esta é a sua família, esses são os seus irmãos e irmãs e esta é a sua casa”, que é muito mais importante do que conseguimos compreender. Ninguém no Timor é sem família, por exemplo, uma jovem que conheci em 2016 foi expulsa da família por se converter ao protestantismo, mas logo foi adotada por uma família da Igreja. Nós, eu e Lia, pertencemos a uma família, à IEPTL e todos sabem que estamos debaixo do cuidado deles.

Depois de uma semana na Kulit, espaço de trabalho da Família Fogaça, na próxima sexta já estávamos em nossas casas. Graças a Deus pelo desenvolvimento do país nesses últimos seis anos. Em 2016, a geladeira mais barata era 800 dólares, eu consegui comprar por $322. Eu pensava em comprar o colchão, mas não sabia quando teria uma cama, consegui comprar uma por $110. Móveis de madeira, raridade antes, hoje vemos guarda-roupas, mesas e até marcenarias no país. Claro que o preço ainda está bem acima do que eu pagaria no Brasil, mas Deus providenciou todo o necessário e usou você, querido mantenedor e intercessor, para suprir minhas necessidades.

Se você viu o vídeo da apresentação da minha casa, talvez você tenha achado simples e, de fato, eu disse para minha professora de Tetun que era uma casa simples, ela respondeu simplesmente “Não, é uma casa malae!” – malae é a palavra para estrangeiro. Muitas casas no Timor não têm geladeira, cama ou guarda-roupa, mais no interior, você vê casas sem água encanada ou sistema de esgoto, até sem acesso à eletricidade.

Na segunda semana, já estávamos na sala de aula do Dili Institute of Technology (DIT), que oferece curso de Tetun para estrangeiros. Fizemos uma semana de intensivão, com quatro horas em sala e mais duas, pelo menos, em casa, agora continuamos com professora particular. Claro, o que aprendemos no Brasil nos ajudou muito e agradecemos a Deus por isso, pois nos ajudou nessas quatro semanas de muuuita burocracia: praticamente, não teve um dia em que não tivemos que ir atrás de alguma coisa para o visto.

Por enquanto só renovamos o de turista por mais um mês e estamos aguardando um documento para dar entrada no visto de turista. Orem por isso, pois é algo novo no Timor e, conforme o resultado das eleições, as coisas podem mudar. Manterei vocês informados sobre nosso visto e, sobre as eleições, você pode ler um pouquinho sobre o assunto aqui!

Queridos, eu costumo dizer às pessoas que eu treino para compartilhar o Evangelho que “a palavra de Deus é preciosa demais para ser comunicada de qualquer jeito”. Então eu não menosprezo a importância desses meses de aprendizado da língua e compreensão da cultura, nem tampouco desprezo os desafios e tentações desta fase. Peço que ore comigo para que Deus me dê plena capacidade de comunicar o Evangelho aos timorenses e que eu possa me dedicar com diligência e paciência a este tempo. Até porquê, não quero apenas falar, quero publicar livros em Tetun ( conheça o Projeto Baruque), então a língua é minha ferramenta de trabalho.

No mais, tenho conhecido o comércio local, tenho comprado coisas e às vezes saio da loja sem conseguir me comunicar, tenho aprendido a ir à feira e a pechinchar, tenho me perdido bastante, pois meu senso de direção é péssimo . Mas uma certeza eu tenho: estou em casa.

De fato, minha irmã Nêmesis escreveu algo que me impactou muito. Eu escrevi “Uma mesa do outro lado do mundo”; para o “Espiritualidade à mesa” e ela comentou o seguinte: “Que você se sinta aconchegada no seu lar, nessa certeza que seu coração tem… A verdade é que nenhum lugar foi tão sua casa desde que você decidiu ir pro Timor, todos os lugares desde então foram salas de espera. Seu lar é aí, e com o tempo, novas memórias afetivas vão ser cultivadas com os temperos daí… Te amo!’

Enquanto a grande espera pelo retorno para o lar celestial não acaba, que possamos nos sentir bem onde Deus nos colocou e aqui, onde estamos, colher nossos frutos e saborear leite e mel!

Agradeça

  1. Pela chagada ao Timor-Leste;
  2. Pela saúde e proteção durante a viagem;
  3. Pelos recursos para os gastos de última hora;
  4. Pelas malas que chegaram, minhas e da Lia;
  5. Pela casa nova suficientemente equipada;
  6. Pelas professoras e pelo aprendizado da língua;
  7. Pela IEPTL;
  8. Pelo cuidado de Deus para com minha família no Brasil

Interceda:

  1. Olhos abertos para ver o que Deus está fazendo no Timor;
  2. Coração manso e grato em todas as situações;
  3. Aprendizado da língua Tetun e da cultura timorense;
  4. Que Deus nos livre de erros culturais que possam causar barreiras ao Evangelho;
  5. Pelo visto de voluntário;
  6. Pelo bom relacionamento com a equipe da APMT;
  7. Pelo processo todo das eleições;
  8. Pelo tempo na aldeia de Lois (viajo na segunda, dia 21/03).

Miss Tábata Mori

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