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Stanley Jones – O Apóstolo de Cristo às Índias

Vale a pena ler os livros que Dr. Stanley Jones escreveu. Já li vários. Percebemos, quando lemos seus escritos, o quanto ele exaltou a Cristo e deu importância à dinâmica da vida cristã. Stanley Jones foi um homem tão notável, que muitos o comparam a William Carey e a Billy Graham, que marcaram a Igreja de Cristo no mundo.

O Rev. Alderi Matos, historiador da IPB, o considera “o maior missionário do século 20”. Ele investiu 50 anos de ministério na Índia como missionário, teólogo, pregador, evangelista internacional, deixando também 28 livros escritos.

Nasceu em Baltimore, Maryland, em 1884 e morreu na Índia, aos 89 anos, em 1973. Foi também missionário na China. Começou seu trabalho na Índia, em 1907, a princípio com os mais desprezíveis, especialmente os Dalits, a casta mais baixa dentre todas, mas com passar do tempo começou a conviver com a elite política e intelectual, especialmente os líderes do movimento de independência da Índia. Por causa dessa sua penetração, teve a oportunidade de pregar o evangelho e testificar para pequenos e grandes a graça do evangelho.

Foi amigo de Mahatma Gandhi, o grande ativista desse movimento que lutou pela libertação de seu país do domínio inglês. Tornou-se uma pessoa célebre na sociedade, com grandes oportunidades de contatos e testemunho do evangelho. Dr. Stanley Jones foi um missionário que levou muito a sério a pregação do evangelho e a questão da cultura. Procurou apresentar um evangelho isento de um colonialismo ocidental, a fim de que o mesmo fosse compreendido e fosse relevante para os indianos. Não mudou o evangelho, mas o apresentou de forma inteligível àquele povo. Isso o fez muito acessível aos seus ouvintes.

Stanley Jones foi muito respeitado por sua influência na área de pacificação política. Era chamado de “O Reconciliador”. Ele se envolveu bastante com a questão social daquele pobre país. Por isso, em 1930, criou um famoso centro social para valorização da vida e reflexão espiritual, uma versão cristã dos ashram (lugares de meditação) indianos. Disseminou o entendimento e a paz entre várias nações.

Ele era de tamanha grandeza, que em 1941 foi um amigo e confidente do presidente americano Franklin D. Roosevelt, e também dos líderes japoneses que tentavam evitar a guerra. Foi até indicado algumas vezes para ganhar o Prêmio Nobel da Paz, por seu trabalho de mediação e reconciliação na Ásia, na África, e entre o Japão e os Estados Unidos. Seu interesse também pela saúde mental dos indianos o motivou a criar o Centro Psiquiátrico de Nur Manzil (1948) em Lucknow, capital do Estado de Uttar Pradesh, onde vivia, nas proximidades do Himalaia.

Conforme Alderi Matos, Jones apontou cinco elementos da estratégia evangelística que usava em seu trabalho missionário na Índia: ser absolutamente sincero; anunciar de antemão que não irá atacar nenhuma religião, deixar que as pessoas façam perguntas, apresentar o cristianismo como o próprio Cristo e apresentar Cristo como uma experiência de vida, e não como um argumento teológico.

A partir de 1930, o trabalho evangelístico de Stanley Jones alcançou os seis continentes, incluindo dez visitas ao Japão. Esteve também no Brasil pregando no Rio, Juiz de Fora, no Maracanãzinho, e em São Paulo. Dr. Jones deixou uma marca de inspiração para o trabalho missionário, especialmente, na relevância do evangelho para todas as classes. Soube influenciar, se inculturar para comunicar o evangelho, sem deixar se influenciar pelo sincretismo que o rodeava. Foi chamado de “O apóstolo de Cristo às Índias”.

Quando faleceu, em janeiro de 1973, havia pregado mais de 60 mil sermões. O que ele mais fez foi pregar a palavra de Deus. Nos seus livros há sempre uma ênfase na intimidade com Deus, o poder e a vitória que Ele nos dá, mesmo nas situações mais adversas.

Ser missionário, e plantar igreja, é uma bênção; influenciar uma geração de sua época é bênção maior ainda. A Igreja Metodista e todos nós temos, em Jones, essa grande inspiração, pois ele viveu para servir ao Senhor e nos ensinar como servi-lo também.

Rev. José João de Paula

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