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Sendo mulher, mãe e missionária no campo

Desde que passei a ser da “Família Real”, tenho vivido de fato um outro mundo, o do Reino Eterno. Deixei meu trabalho quando ouvi o Rei me chamar, e tenho obedecido e servido debaixo do chamado do meu marido. Não tenho problema em dizer “debaixo”. Muitos tentam dizer que é ao lado, mas o que eu creio é o que a Bíblia diz, realmente creio que a cabeça fica acima, e meu marido tem sido uma “boa cabeça” (rss). Ele me deixa segura com seu amor por Jesus, a quem de fato ama, ouve a voz e segue.

Quando venci o medo e disse “sim” no dia do meu casamento, foi em resposta ao encorajamento que Jesus me deu. Ele me disse claramente: “Lucas irá te levar para mais perto de mim”. E assim tem sido. Temos amadurecido muito desde então, na verdade desde o meu primeiro “sim” a Jesus. E por mais que ele tenha me trazido para bem longe dos meus queridos, ele tem me levado para mais perto de Cristo. Não tem como permanecermos unidos em amor se não for “no Amor”.

Um dos meus maiores medos em decidir junto a ele virmos para o outro lado do mundo, na Mongólia – literalmente, pois não é apenas uma metáfora, porque de fato é onde estou – era o de me sentir sozinha. Sabia que meu marido seria como o guerreiro “Genghis Khan”, que deixava a família, mas sempre voltava contando as vitórias que conquistou. Lembro-me que após assistir a série Marco Polo, Jesus me mostrou o quanto tão guerreira era sua esposa em ficar. Nesses anos aqui, Lucas já fez várias viagens ao interior das terras onde nasceu o guerreiro Genghis Khan. E cada um desses momentos que fico com as crianças, Deus tem me ensinado a lutar. Lutar contra meus próprios medos, meus desejos, meu orgulho. Em tempos de a mulher ter a sua voz, Deus tem me ensinado o quão “empoderador” é não ter.

Foi quando não tínhamos voz que nos fizemos guerreiras. Esse tempo de ter voz é fácil. Sei que muitas agora me olhariam com uma cara do tipo, “ela não entende nada”. Mas de fato Deus tem me ensinado o quão precioso é o tempo do silêncio. Vou ensinar minha filha primeiro a calar, para se “empoderar”, para depois poder falar, porque enquanto sofremos caladas, Deus nos forja e, então, quando é o tempo de falar, já não é mais importante expor o que pensamos que somos.

Tenho aprendido isso, porque de fato não tenho “voz” aqui, ou, o que é pior, tenho voz mas não posso me comunicar, porque estou aprendendo a falar a “mesma língua”. O que adianta ter voz se isso não serve para comunicar? O poder das nossas ideologias nunca será maior do que o poder do que somos. O que somos sempre comunicará mais do que o que dizemos que acreditamos.

O que somos no Reino, minha identidade de filha, saber quem sou, tudo isso é o que me faz forte, a ponto de abrir mão do que penso ou pensava, a fim de me firmar no que o Rei diz ser eu.

Juliana Oliveira

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