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Saúde alegre para Albânia deixa muita gente feliz

                                                                       EQUIPE DO PROJETO                                                            

O projeto visitou quatro cidades do norte ao sudeste da Albânia atendendo famílias vítimas do fenômeno Vingança de Sangue, crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais.

 

Nos dias 23 a 30 de outubro, foi realizado mais uma vez o projeto Saúde Alegre para a Albânia, com o apoio da APMT e da IP de Limeira/SP. Entre os cuidados com a saúde bucal de carentes de cinco cidades da Albânia, os voluntários do projeto forneceram orientação sobre cuidado com a saúde e levaram a esperança em Cristo, especialmente para as famílias vítimas da Vingança de Sangue, tão comum no país.

A vingança já se tornou um costume para resolver desavenças familiares, de acordo com um antigo código familiar que prega: “sangue deve ser pago com sangue”. Um conflito com vítima dá à família do morto o direito de se vingar, matando qualquer parente masculino do assassino. Para se proteger, os homens ficam confinados em casa até que haja uma reconciliação entre as famílias, ou que a dívida seja paga. Mulheres e crianças estão imunes a esse costume e vêm delas o principal sustento para a casa, muitas vezes precário.

Além da pobreza do país, os confinados sofrem com a falta de cuidados médicos e de relacionamento. O objetivo do projeto, então, era levar o amor de Deus de uma forma prática às pessoas que precisam de ajuda material e, principalmente, espiritual.

Shkoder, localizada ao norte da Albânia, é uma das quatro maiores cidades do país e onde o projeto atuou pela segunda vez. Ali se encontra o mais grave efeito do fenômeno da “Vingança de Sangue”. Na cidade está localizada a Fundação “Fjala e Krishtit” (Palavra de Cristo), dirigida por Elona Prroj, que perdeu seu marido há três anos vítima da vingança entre famílias. A fundação mais uma vez foi parceira do projeto Sorriso Alegre para a Albânia e auxiliou o trabalho durante três dias.

Outra cidade em que o projeto atuou pela segunda vez consecutiva foi Burrel, no nordeste do país. Pouco desenvolvida, é onde está localizada uma das prisões mais difíceis nos Balcãs. Segundo o Rev. Benilton dos Santos, coordenador do Projeto, a atividade foi intensa, das 09h00 até às 15h30 praticamente sem intervalo. “Neste ano, tivemos a parceria mais uma vez da Fundação ‘OAZ’, trabalhando com crianças e adolescentes com problemas físicos, mentais e com Síndrome de Dawn”, relata o Rev. Benilton, agradecido, juntamente com toda a sua equipe de mais de doze voluntários, entre dentistas e tradutores da língua, por tudo que Deus fez por meio dos atendimentos no local.

Projeto Saúde Alegre para Albânia, também funcionou na capital albanesa, Tirana, especificamente na F.P.Sh. (Fundação Presbiteriana Albanesa). Dessa vez, não somente foi realizado tratamento bucal, como também os pastores e presbíteros que foram do Brasil participaram da ordenação do primeiro diácono albanês.

Segundo o Rev. Benilton dos Santos, missionário da APMT, o projeto já colhe seus frutos na cidade. Várias pessoas que foram tratadas pelos voluntários hoje estão presentes nas reuniões da igreja, e muitos se tornaram missionários na Fundação Presbiteriana Albanesa.

Korça é uma cidade do sudeste albanês, que faz fronteira com Grécia e Macedônia. Com 105 mil habitantes, dados de 2009, é a sexta maior cidade do país. Última cidade onde o trabalho foi realizado, o projeto contou com a parceria do Rev. Edi Morava, da Fundação “Uji i Gjalle” (Água Viva). A fundação está situada em uma das áreas mais pobres da cidade, com uma igreja relevante na comunidade, no que diz respeito à saúde, economia e educação.

Na cidade de Korça, o Projeto Saúde Alegre atendeu muitas pessoas que sofrem discriminação racial, pois há ciganos na região, cuja origem não é albanesa. Esses povos sofrem preconceito, tendo que viver em áreas mais pobres. “Deus nos deu o privilégio de levar o evangelho, ajudando um pouco com os atendimentos, além da evangelização, a qual traz uma esperança de vida”, afirma o Rev. Benilton.

Saúde Alegre para Albânia contou com a participação voluntária dos Drs. Ricardo Guttierrez, Cláudio Fonseca, João de Carli e Heliude Magno; das Dras. Besa Molla e Suela Murataj, dentistas albanesas que se dedicaram traduzindo e auxiliando os dentistas; do Rev. Nilton Tomazini, que foi responsável pela logística do projeto e dos cuidados pastorais; de Elder Nunes, Klotilda Stojani, Rev. Glauco e sua esposa Polyana Negrão, responsáveis pela tradução e outros auxílios. Sem a dedicação desses voluntários, o trabalho não poderia ser realizado e a semente da Palavra de Deus plantada naquela região. Foram atendidos 289 pacientes e realizados 913 procedimento odontológico.

 

Por Isabella Silveira Dias

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