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Rev. Paulo Sicoli e Valeria

França, agosto de 2020

 

Um rei, uma menina e a crise.

 “1 E Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor e de muito respeito; porque por ele o Senhor dera livramento aos siros; e era este varão homem valoroso, porém leproso. E saíram tropas da Síria e da terra de Israel levaram presa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. Então, entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel. Então, disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi e tomou na sua mão dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestes. E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o restaures da sua lepra. E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim, para eu restaurar a um homem da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.” 2 Reis 5:1-7

Essa história da cura do general sírio Naamã pelo profeta Eliseu é fantástica. Muito rica em ensinos para nossos dias. Hoje, diante dessa crise pandêmica que atravessamos gostaria de destacar somente dois personagens para nos inspirar a imitar e a evitar.
A primeira personagem é uma menina. Uma escrava trazida pelos exércitos da Síria como escrava. Uma menina que provavelmente viu seu povo ser duramente afligido e castigado por um povo inimigo e opressor. Quantas mortes, choros de desespero, dor e medo que ela presenciou?
Arrancada de sua família ela foi levada como escrava para servir na casa do mesmo general que provavelmente comandou a invasão de seu país.
Uma menina escrava, provavelmente traumatizada, vivendo incertezas sem futuro, sem esperanças e sem perspectivas.
Essa menina que tinha tudo contra ela, que poderia viver choramingando pelos cantos com toda razão, parece ter um comportamento diferente do esperado, pois ao se dirigir â sua proprietária ela expressa um desejo genuíno de cura e benção e é imediatamente ouvida.
O segundo personagem é o rei de Israel. A mesma nação de onde a menina havia sido sequestrada. O texto diz que ao receber a carta de apresentação de Naamã enviada pelo rei da Síria, ele entrou em desespero rasgando suas veste e se entregando ao desespero. Diante da situação em que se encotrava o rei de Israel não conseguiu olhar para o alto e buscar esperança no Deus de Israel. Sua cegueira o impedia de ter esperança e de buscar em Deus uma solução.
As crises tem esse poder sobre nós. Elas nos cegam. O medo nos paralisa. A insegurança nos faz esquecer que nossa esperança não está na estabilidade política de nosso país, na saúde ou emprego que temos. Sim, isso ajuda bastante, mas nossas esperanças não podem estar firmadas em coisas passageiras. Elas são passageiras e não eternas!
Diante das crises que nos assolam temos duas alternativas ou dois caminhos a seguir:

  • o que a menina escolheu: o de viver uma vida cheia de esperança no Deus de Israel de modo a influenciar as pessoas que estão à nossa volta independente das nossas aflições.
  • ou nos entregarmos ao desespero achando que o mundo conspira contra nós, ficando engessados, paralisados sem esperança e ânimo para viver.
Aconteceu nesse último trimestre
Nossas reuniões do GO! Internacional continuam via Zoom todas as sextas ferias. Tem sido uma benção para todos nós.
Em Junho também tivemos nossa Primeira Conferência Missionária da Base Europa. Foi um grande trabalho de equipe e bençãos para muitos.
No verão recebemos em nossa cidade muitos turistas da Alemanha e da Holanda, por isso há quatro anos ajudamos um casal holandês a organizar seus cultos no domingo de tarde. A frequência entre os holandeses chega a mais de cem pessoas. Aleluias!
Nossa igreja passou a se reunir num centro de ferias pertinho da cidade. Os cultos tem sido ao ar livre o que tem criado uma atmosfera muito alegre e convidativa aos turistas visitantes. A experiência tem sido tão boa que a igreja já está pensando para o próximo verão repetir os cultos ao ar livre.
Nosso ministério de discipulado em vídeo na língua francesa “SUIVRE JÉSUS” finalmente está tomando vida e provavelmente as primeiras coleções de vídeo serão lançadas até o final desse ano. Orem por esse ministério!
Novos desafios para o próximo semestre.
Após quatro anos ajudando as igrejas de Pas de Cevénnes podemos, graças a Deus, buscar novos desafios pois a igreja aqui já está bem estruturadas e com um pastor francês.
Por isso fomos desafiados a ajudar numa outra localidade a uma hora de distância de casa. A igreja da cidade de La Grand Combe enfrenta desafios parecidos com os que enfrentamos aqui durantes esses quatro anos, o de não ter jovens e divisões internas na igreja.
A cidade é pobre, pois foi construída como dormitório para as famílias dos trabalhadores das minas de carvão da região e com o fechamento das minas acabaram os empregos. Parte dos habitantes partiram em busca de trabalho e a outra parte conseguiram se recolocar no mercado local ou das cidades vizinhas.
Por outro lado, por ter se tornado um local mais barato para se viver, o governo francês envia vários refugiados para lá pois é mais barato para sustentá-los. Com isso abre-se a possibilidade e o desafio de evangelizar refugiados em sua maioria mulçumanos.
  • Orem por esse novo desafio. Para que Deus nos dê sabedoria para enfrentarmos os novos desafios que surgem diante desse novo momento.
  • Orem também pelo ministério GO! com os filhos de missionários na Europa. Há dois anos que não conseguimos fazer um retiro com eles por motivos diversos. Peçam que o Senhor nos dê a oportunidade de estarmos jundos para a edificação de cada um.
  • Orem também pelo nosso ministério de ensinos bíblicos em francês: “Suivre Jésus” que está entrando numa nova fase mais profissional. Precisamos de recursos financeiros, equipamentos novos, etc.
  • Orem também pela saúde de nossa família durante esse período de quarentena por causa do Covid–19. Nossas mães (minha e da Valéria) já tem idade avançada e fazem parte do grupo de risco. Peçam que Deus as visitem de modo que não se sintam sozinhas e nem esquecidas.
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