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Rev. Márcio e Elisângela Magalhães (Povos Indígenas) – 30/03/2016

Graça e Paz

É com grande alegria que queremos compartilhar com os irmãos que têm nos acompanhado em nosso Projeto Vale do Javari. Hoje completamos 45 dias que chegamos à Região do extremo oeste do Amazonas no Alto Solimões, conhecida como a Tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia, cerca de 1.200 km de Manaus, a capital do estado.

Estamos residindo no município de Tabatinga e já alugamos um apartamento em um local bem seguro e próximo à área central da cidade. Nossos filhos já estão estudando em uma escola cristã da Igreja Batista Regular, que tem um projeto de ensino na cidade. Eles se encontram em uma fase de readaptação e graças a Deus tem sido abençoada, pois, têm se demostrado muito empenhados em aceitar as novas realidades e desafios e, principalmente, de se relacionar mesmo com diferenças culturais e louvamos a Deus por isso.

Com relação as nossas metas de trabalho, temos buscado nos relacionar com os missionários que já estão atuando no Vale do Javari e na cidade de Atalaia do Norte, e de alguma maneira apoiá-los. Temos nos apresentados como missionários dispostos a ajudar e somar em seus esforços para alcançar os povos ainda não alcançados nesta região.

A realidade na região nestes dois últimos meses é bem tensa. A Funai de Atalaia do Norte foi invadida, pois, os indígenas do Vale do Javari estão pedindo por proteção, e a troca de liderança de coordenação deste órgão federal, cada grupo étnico tem indicado um nome e isso tem trazido uma tensão muito grande na cidade, onde cerca de 90% é indígena, e percebemos que os conflitos tem afetado até mesmo os trabalhos missionários na cidade.

Estamos trabalhando com a capacitação de alguns jovens Matis e Matses no discipulado e em seu crescimento no conhecimento de Deus. Temos notado que existem alguns que ainda não entenderam sobre realmente o que é o evangelho, notamos que existe um sincretismo, e isso é um grande desafio que temos pela frente.

Iniciamos também uma aproximação de algumas crianças Matis, que estão sobre o cuidado de uma casa de apoio na cidade de Atalaia do norte, e tivemos uma boa impressão disso, pois essas crianças ficam sem o pai e mãe na cidade, e podemos de alguma maneira apoia-las.

Muitos indígenas do lado peruano da etnia Matses tem vindo a nossa procura, um deles por nome Mateo, tem demonstrado que realmente quer conhecer mais de Deus e de seu amor, e levar isso para os seus parentes no Vale do Javari do lado peruano (por ser no Peru temos livre acesso a essas aldeias, tendo em vista que a restrição de acesso é somente do lado brasileiro).

Também percebemos que as necessidades são muitas e ainda existem outras etnias sem apoio e cuidado missionário fora da região do Vale do Javari. E esses têm nos pedido para estar com eles e ajudá-los com estudo e ensino da Palavra de Deus, e então marcamos com eles a cada dois meses, de passarmos uma semana juntos para capacitação e comunhão.

Estamos programando uma viagem para o Vale do Javari no mês de junho, do lado peruano, com os Matses, juntamente com outros dois missionários que estão trabalhando nesta região e mais um médico que trabalha na saúde indígena.

Durante esses primeiros momentos de regresso à região, temos trabalhado de maneira muito cautelosa, por causa do momento em que o Vale do Javari se encontra, mas a nossa oração é que estes impasses possam ser resolvidos.

Queremos agradecer a todos que têm nos acompanhado nesse projeto, e tem orado por nos que realmente o amor de nosso Senhor os envolva cada vez mais e que a visão da proclamação do Reio de Deus continue viva nos corações dos amados irmãos e irmãs.

PEDIDOS DE ORAÇÃO

  • Pelos recursos necessários para realizarmos as viagens a Atalaia do Norte e às comunidades indígenas.
  • Pela compra de um terreno em Atalaia do Norte.
  • Por recursos para comprarmos um barco com motor para as viagens de capacitação e para o lado peruano.
  • Por recursos para a manutenção de nosso projeto.
  • Pela saúde de nossa família, que tem se adaptado à região e adquirido algumas viroses.
  • Pelos impasses entre as aldeias e a Funai.
  • Por mais obreiros na região.

 

Missionários Márcio, Elisângela, Camila e Caio

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