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Rev. José Roberto e Ivone

Portugal, outubro de 2022

Cada um veja como edifica

1 Coríntios 3:10: Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica.

Paulo advoga que em seu ministério agira como um prudente construtor tendo lançado Cristo como o fundamento da igreja de Corinto. Adverte que o que alguém edifica sobre este fundamento tornar-se-á manifesto. Ao usar a metáfora dos materiais usados na obra, nos versos seguintes, indica que a superestrutura da edificação precisa corresponder à infraestrutura. Ou seja, os materiais usados para construir a igreja precisam estar em conformidade com a preciosidade e a durabilidade do fundamento, pois “A obra de cada um se tornará manifesta”. Nesta última declaração, Paulo chega no ponto que conclui seu argumento. Ele está a chamar a nossa atenção para a obra de cada crente em particular, e não mais para a obra coletiva da igreja. Cada um de nós prestará contas do que tiver feito com a revelação de Deus em seu Filho. Se edificarmos a igreja sobre Cristo, e se nosso ensino e pregação são fielmente correspondente a Ele, a igreja permanece forte e continua a crescer. É este nosso anseio no campo missionário. Por isto “cada um veja como edifica”.

Motivos de Louvor

1.Eu e a Ivone temos prosseguido em nossas reflexões e devocionais. Lembramos que é prioritário cuidar de nós mesmos. Se não estamos bem, tudo mais é afetado. Damos graças ao Senhor pelos períodos de leituras e reflexões que pudemos fazer neste tempo.

2.Somos gratos ao Senhor pelos momentos bons e menos bons nos quais deu-nos oportunidade de pregar e apoiar nativos. Estivemos com o Manoel, um aldeante regresso de Africa-Colonial. Sua esposa recentemente foi internada num Lar de Idosos, com alzheimer avançado. Ela piorou muito desde a última visita. Mal lembra de nós. O casal também perdeu o seu filho, Paulo, há pouco. Nosso tempo juntos foi regado de evangelho, orações e palavras de consolo e encorajamento.

3.Estivemos também junto à família enlutada em Coimbra, mencionada na última carta. Coimbra e o meio universitário foram alvos de nossas visitas desde a primeira vez que estivemos neste país. Em nossa primeira conhecemos o Silvino e a sua família. Continuamos a conversar virtualmente neste hiato de tempo, devido as restrições diversas que temos passado. Com a notícia abrupta do seu falecimento, reunimo-nos com muitos de seus familiares e amigos numa das Aldeias adjacentes para o ofício fúnebre. Embora a dor, foi um precioso tempo de consolo e oportunidade para lembrá-los de crer nAquele que venceu a morte. Recentemente a família entrou em contacto com vistas a visitá-la.

4.Sobre nossa amiga Manoela recém viúva, está próxima de nós. Vezes sem conta tem vindo à nossa casa e recebe-nos em seu lar. Tem sido tempo de convívio, oração e apoio. Recentemente esteve conosco no Culto na Póvoa. Nossos irmãos já conhecem e acolhem-na com amor, compaixão e alegria. Este trimestre foi um tempo intenso para receber visitas de nativos em nossa casa e de retribuí-las. Desejamos que isto continue. O alvo tem sido alcançado.

5.Continuidade do trabalho incipiente com famílias em Póvoa. Este trabalho começou pouco antes da pandemia com visitas de casa em casa, onde passamos a realizar cultos dominicais de modo ocasional. Depois alugamos uma loja (um pequeno espaço) onde tivemos a imensa alegria de comemorarmos o primeiro ano no local. O Senhor agregou mais gente. Vários casais chegaram e nosso espaço não estava a atender-nos mais. Recentemente algumas famílias mudaram para outras cidades em virtude de trabalho e de moradia mais acessíveis. Graças ao Senhor há igrejas incipientes de nossa equipa nestas cidades. Damos graças ao Senhor porque o trabalho tem prosperado. O grupo de Póvoa continua firme. Nestes últimos meses temos investido nos cultos dominicais para meditarmos acerca da obra de Cristo a nosso favor. Isto tem-nos confortado, fortalecido nossa confiança e gozo no Senhor. Neste verão temos também aproveitado para realização de agradáveis convívios. Mês após mês temos ensinado sistematicamente cantos e hinos, e a igreja tem aprendido e adorado. Recentemente tivemos a alegria de ter um dos nativos, o Pedro a pregar pela primeira vez. Temos desejado e orado para que Deus levante pregadores e outros líderes nativos.

6.Estivemos com os missionários em Montalegre Rev Alexandre, sua esposa Valdicélia e suas filhas: Helen e Ester. A família está consolada e contente com o retorno da Helen que esteve num treinamento missionário na Hungria, através do qual pôde desenvolver incursão missionária com outros irmãos doutras nacionalidades. Nossos irmãos são dedicados e o Senhor tem permitido ver frutos do trabalho de suas mãos. Foi possível também nosso primeiro encontro com as duas igrejas: Póvoa e Montalegre. Embora a distância grande, algumas de nossas famílias da Póvoa subiram à montanha para Montalegre onde tivemos agradáveis horas de convívio, num “junta panelas” no Parque da Aldeia. Além dos irmãos contamos com a presença de visitas nativas que puderam ouvir o evangelho e gozar da companhia da igreja. Estamos entusiasmados em fazer novo encontro marcado para o próximo ano.

7.Os conselhos de Póvoa, Paços e Montalegre não tiveram muitas actividades neste período. A família missionária de Paços retornou ao Brasil, mas a boa notícia é que para os próximos meses esperamos chegar outra família missionária para dar atenção ao trabalho em Paços de Ferreira, vinda do Brasil através da parceria com a nossa APMT.

8.É parte de nosso projecto inserir-nos noutras cidades em torno da Grande Porto e outras regiões do País. Embora com limitações, pudemos investir tempo na região Norte: Via Real divisa com Bragança, no Concelho de Mirandela, onde temos diversos contactos e relacionamentos; bem como no Concelho de Coimbra, onde temos desenvolvido relacionamentos com famílias nativas. No primeiro período de nossa chegada ao campo conseguimos fazer e estabelecer contactos em cidades variadas de norte ao sul, bem como na Ilha da Madeira, Açores e Porto Santo. Ainda hoje recebemos mensagem de uma família açoreana interessada no evangelho. Estas incursões são um ponto de partida inicial para avançarmos com a entrada e estabelecimento de outras famílias missionárias nestes locais e assim abrirmos igrejas regionais. Recentemente a Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal, denominação com a qual colaboramos, em parceria com a APMT, deliberou adoptar uma medida na qual tenho insistido há alguns anos, que é instalar, ao menos, uma família missionária nas principais cidades do país para a implantação de igrejas. Desejamos de coração que o projeto continue com muita perseverança. No tempo próprio haveremos de colher os frutos.

9.No mês de Julho, na cidade de Séte, França, ocorreu um encontro de missionários da APMT na Europa. Dou graças a Deus pela APMT que parcelou o valor dos custos para viabilizar nossa participação. Dou graça a Deus pelo apoio tão querido de alguns irmãos e igrejas parceiras que com muita alegria contribuíram financeiramente e com encorajamento para eu e a Ivone participarmos. Gradativamente vamos pagando as despesas, confiamos que para os próximos meses este assunto financeiro será sanado. O encontro foi abençoado. Fomos alimentados e desafiados pelos estudos. Foi alegre ver nossos irmãos missionários de outros campos com os seus filhos. Alguns deles foram para o campo somente o casal, hoje vemos seus filhos ao seu lado, ou em seu colo. Que alegria! O Senhor tem despertado corações para servi-lo no campo missionário, sem que eles saibam o que lhes espera. E eles têm ido e crido que devem cumprir o “ide e fazei discípulos” do Senhor. Outra coisa boa que redundou do encontro foi a nomeação de uma comissão, da qual faço parte, formada por um representante de cada país para arquitetar um projecto que colabore para dar maior unidade identitária aos trabalhos que se vão implantando em cada canto da Europa. Isto é muito bom e necessário. Desejo que nosso trabalho prossiga com este cuidado.

 

Motivos de intercessão

  1. Braga. Depois de extinta pela ICPP, a agora nomeada “Igreja Presbiteriana de Braga”,finalmente foi adequadamente acolhida pelo trabalho missionário da Igreja Presbiteriana Escocesa que passou a dar-lhe assistência pastoral e governo. Foram 7 anos de trabalho que investimos naqueles irmãos e famílias muito queridas. Ao término deste mês, comemoraremos juntos a data da Reforma Protestante. Oremos por estes irmãos.
  2. Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FitRef). Neste trimestre estive a trabalhar na recuperação de arquivos anteriormente perdidos e a preparar o curso de Hermenêutica (Interpretação Bíblica) que ministrarei durante este último trimestre. É sempre um desafio e privilégio contribuir na formação doutros que por sua vez contribuirão para espalhar a semente do evangelho e edificar a família de Deus por vários lugares. Que, a despeito de nossas limitações, o Senhor dê-nos graça para servi-lo da melhor forma quanto possível.
  3. Problemas com o carro. A caixa de direção continua a dar sinais do tempo. Fomos com ele para o encontro de missionários em França. Foi bem. Temos viajado com ele todos os domingos para a Póvoa. Mas, agora um novo problema está a surgir: o câmbio. A troca de marchas faz um barulho que dá sinais que pedem manutenção ou troca. Continuamos a orar para que tenhamos meios para tomarmos atitude para com nossa mobilidade.
  4. Oremos por um espaço mais adequado para o trabalho de Póvoa para conseguirmos cadeiras e outros equipamentos para o trabalho local.

 

No amor do Cordeiro

Rev José Roberto da Silva e

Ivone Rocha dos Santos Silva

Porto, Portugal

 

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