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Rev. José Roberto e Ivone

Portugal, dezembro de 2020

 

Estimados irmãos, parceiros do Projecto Esperança para Portugal: A levar o evangelho da graça aos portugueses. Saudações.

Segue, abaixo, nossa carta-relatório deste trimestre em anexo, sem fotos. Enviei também, há pouco, a mesma carta em FDF em cujo arquivo há fotos. Por gentileza, verifique a caixa de SPAN a fim de verificar se ela está lá.

Engrandece ao Senhor.

Estas palavras, acima, foram parte da declaração de Maria, que, visitada pelo anjo Gabriel, foi-lhe anunciado que dela nasceria Jesus, o Salvador. Logo a seguir foi para as regiões montanhosas à cidade de Judá ter com Isabel, esposa de Zacarias, que estava grávida e alegremente surpresa com a presença daquela que daria à luz ao Filho de Deus. Foi neste momento que Maria adorou ao Senhor com este cântico:

A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais. (Lucas 1:46-55).

Ao chegar ao quinto ano no campo missionário português, num momento em que relembramos o nascimento de Jesus, desejamos, imensamente, expressar nossa gratidão a Ele por tudo quanto tem-nos feito. Rogamos aos irmãos que, igualmente, após considerarem nossos pedidos de intercessão, engrandeçam ao Senhor juntamente connosco.

 Intercedamos:

– Pelo Fábio que manifestou sua vontade de fazer sua pública profissão de fé em Cristo e ser baptizado. Há algumas dificuldades para procedermos a instrução dele neste período. Além da distância que separa-nos, ele trabalha como condutor de veículos pesados o que impõe-lhe viajar constantemente para outros países.

– Pela saúde da Ivone. Ela está a seguir bem e continua a ser tratada. Que o Senhor restaure-a plenamente e tranquilize nosso coração.

– Pelo trabalho em Póvoa de Varzim. Estamos a encerrar o primeiro ano deste incipiente trabalho realizado de casa em casa. No entanto, com as implicações da pandemia e constantes renovações do Estado de Emergência, sentimos as dificuldades agravadas para reuniões nos lares. Temos desejado que o Senhor abra-nos portas para termos um local apropriado para o desenvolvimento deste trabalho.

– Pelo preparo do Ponto de Pregação em Braga para organizar-se em igreja. Desejamos muito que isto ocorra para o ano que vem. Esperamos que, assim que as restrições da Pandemia sejam minimizadas possamos dar continuidade ao preparo da igreja e a formação de liderança.

– Por nossa irmã Custódia. Seu marido, Justino, morreu sem Cristo, em virtude duma parada cardíaca e covid-19. Ela também está com covid e aguarda melhoras no hospital de Chaves. Ela foi a que primeiro abriu as portas para que pudesse começar um pequeno grupo de estudos no que, hoje, é nosso Ponto de Pregação em Montalegre. Ela era totalmente dependente dele, ao ponto da família não saber dar-lhe as medicações diárias.

Engrandeçamos ao Senhor com gratidão:

Ao encerrar este quinto ano no campo, mais do que qualquer outra coisa, desejamos expressar nossa gratidão. Não por que tudo esteja a correr sem dificuldades. Não é o caso. Mas, a despeito delas, sentimo-nos constrangidos a dar graças, continuamente, em todas as circunstâncias. Há muitas razões para agradecer ao Senhor: Por tantas crianças que têm conhecido ao Senhor na região Norte e por seus pais que demonstram empenho em seu cuidado; pelo consolo que temos recebido em meio às nossas próprias lutas.

Somos gratos pela família da fé. Ela não é perfeita. Mas é gloriosa e, um dia, estará pronta, ataviada para seu noivo, Cristo. Viver em terras onde há escassez de igrejas locais permite a todos, missionários, irmãos de cá e os que chegam, perceber mais vivamente quão bom e suave é viverem unidos os irmãos. Amemos sempre a igreja, ela é a casa de Deus, a noiva de Jesus Cristo, o povo da aliança, é nossa família hoje e sempre.

Gratos pela família de sangue. No decorrer dos anos, o Senhor tem-se agradado em chamar muitos de nossa família à fé. Isto é motivo de contínua gratidão.  É verdade que, nos últimos poucos anos, perdemos pais, irmãs e parentes. No entanto, embora a dor, foi-nos dado consolo e viva esperança, porque os filhos do Senhor estão com Ele em plena segurança a gozar de Sua presença. Não há motivos para desesperança, nem tristeza. Somos do Senhor. Não há bem maior do que este.

Gratos pelos parceiros do projecto. Este trabalho de cooperação em fortalecimento das igrejas, treinamento de liderança e expansão por outras regiões, não seria possível sem irmãos e igrejas que, em meio aos seus próprios desafios pessoais e locais, têm orado, escrito, lido nossas cartas, participado de forma activa com recursos financeiros, outros ainda, a emprestar o ombro amigo para ouvir nossa dor,  a connosco chorar, rir, avançar, insistir, exercer paciência e resiliência e ver, mercê do Senhor, frutos do nosso comum trabalho. Nobres e queridos irmãos e igreja, alegremos juntos, com confiança, pois, certamente, no Senhor, o nosso trabalho nunca é em vão, e Sua palavra sempre prospera naquilo para o que Ele designou-a.

Somos gratos pelos colegas de ministério no campo. Durante estes 5 anos cerca de 5 famílias missionárias tiveram de deixar o campo. Algumas voltaram para servir ao Senhor em seu país de origem, outros irmãos seguiram a servir noutros campos transculturais. E, com a graça de Senhor, este país não ficou desassistido. Deus tem chamado outros irmãos valorosos que estão connosco para, juntos, sermos colaboradores dEle a espalhar a santa semente do evangelho da graça. Reconhecemos assim, com gratidão, a boa mão do Senhor sobre nós.

Por fim, e principalmente, somos gratos por pertencermos ao Senhor. Desde a eternidade Ele planeou uma tão grande salvação, fez um pacto por meio do qual revela seu amor por nós. Um amor tão antigo e sem medida, que constrange-nos. Quanto amor a Trindade Santa tem por Seu povo?! Pensar nisto comove-nos. E resta-nos “beber o cálice da salvação” e sermos gratos. Gratos pela encarnação do Verbo de Deus, o Senhor… Jesus.. nosso bendito redentor a quem tudo devemos e a quem engrandecemos.

No amor do Cordeiro.

Missionários: Rev José Roberto e Ivone.

 

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