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Rev. José Dilson e Marli (Senegal) – 20/01/2015

“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a Ele”. I Jo.3: 1
 

Olhando pra trás, 2014 foi um ano de muitos desafios, incertezas, perdas, renúncias, mas também de muitas vitórias. Em todas essas “fases” ou “vales” pelos quais passei, vi a boa mão do Senhor para comigo. Quando uma “fase” passava, a outra despontava como prenúncio de mais lutas, mas também de mais vitórias.

 Fatos marcantes deste último ano foram o julgamento, o recebimento dos passaportes, e a liberdade de voltar ao meu país, e reencontrar amigos queridos, familiares e tantas pessoas que compartilharam do nosso sofrimento. Quanto amor recebi!!! Foram momentos maravilhosos ao compartilhar em igrejas e perceber o quanto Deus havia trabalhado em nossos corações e no coração de tantos irmãos da igreja brasileira. Porém aos poucos vi o quanto eu estava debilitado fisicamente. Vi que eu estava no limite das minhas forças físicas e emocionais. Tive que desfazer de todos os meus compromissos. 

O cuidado do Senhor foi tão evidente que também nos permitiu estar no Brasil por ocasião do falecimento da minha sogra, a mãe da Marli. Como teria sido duro e difícil pra ela e aos outros familiares se fosse num período onde não poderíamos estar presentes.  

Em dezembro viajei aos Estados Unidos para um tempo de descanso e ter a possibilidade de ter um tempo com nossos filhos. Pude ter um Natal e final de ano extremamente abençoado ao lado dos meus filhos queridos. E que alegria desfrutar desses momentos em liberdade com eles! Jônatas, nosso filho mais velho voltou à faculdade para seu último semestre. Nossa filha Débora teve uma contusão num jogo de futebol na faculdade no ano passado, deslocando o maxilar. Nada de muito grave aconteceu, mas ela agora precisa de uma atenção especial, pois está com sensibilidade à luz, som, etc. Ela trancou um período na faculdade e virá pra ficar conosco. Ansiamos por este momento em que poderemos cuidar dela. Zucki, nosso menor de 12 anos está estudando numa escola cristã local. 

Ficaremos nos Estados Unidos até o mês de junho. Temos três alvos específicos para este tempo:

1)Buscar a direção do Senhor para os novos passos a serem tomados. É tempo de voltar à África? Este é o momento certo de voltar com esta onda de violência contra as igrejas e cristãos na África?  O que fazer? O que o Senhor quer de nós? Nossa oração e nosso desejo é fazer Sua vontade, por isso precisamos ouvir claramente qual a próxima direção. 

2) Estamos estudando a distância desde fevereiro do ano passado em uma Universidade aqui nos Estados Unidos.  Pretendemos avançar nos estudos já que a faculdade fica perto daqui.

3) Estamos digitalizando um livro sobre o tempo na prisão (escrevi mais de mil páginas num diário). Por esse motivo em especial, contamos muito com suas orações. 

Com relação aos trabalhos no Senegal, tudo continua funcionando normalmente. A escolinha ABC conta com uma média de 200 alunos, da pré-escola até o quinto ano. Maria, a diretora continua dando o seu melhor nos trabalhos, sendo apoiada por Demba e mais oito professores e outros funcionários. 

O Projeto Obadias continua com as atividades, com Paul Diouf e Erlândia como os obreiros responsáveis. Há mais um casal com cinco filhos morando no projeto. Eles continuam com evangelização nas aldeias próximas e ajuda a várias famílias e crianças carentes. Durante a noite o centro é fechado, porém durante o dia é frequentado por várias crianças da comunidade. Continuamos com todos os esforços para a reabertura do centro em todas as suas atividades, por isso contamos com vossas orações. Agradecemos a todos que tem apoiado financeiramente. Temos muitos desafios para a continuação do projeto. Precisamos terminar uma das casas iniciadas, pois caso os meninos retornem não temos onde alojar a família que agora lá vive. 

A igreja também continua sob os cuidados do irmão Joseph e a irmã Ronalda. Louvamos a Deus por este casal e por todos aqueles que o Senhor tem levantado como seus servos para que a igreja não tenha que fechar suas portas, mas que avance na propagação do evangelho.  

   

Muito obrigado por todo o carinho e orações constantes.

Em Cristo,

José Dilson e Marli

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