Skip to content

Rev. Henrique e Giselle Machado

Moçambique, 16 de Março de 2020

“Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Salmo 40.1)

Todo aquele que se aventurar pela África precisa estar preparado para lidar em algum momento com a infame malária. Nós não somos a exceção. Porém, mesmo apesar de todos os cuidados necessários para evitar a doença, recebemos o que chamam aqui de “batismo de África”. Logo que nos mudamos para Ulongue, um pequeno vilarejo na região montanhosa de Moçambique, toda família contraiu malária na mesma semana.

Pela graça de Deus, todos conseguimos realizar o tratamento no vilarejo e nos recuperamos, à exceção do Otto. Uma semana após terminado o tratamento, ele teve uma recaída severa e as chances de perdermos nosso filho mais velho foram bastante altas, com complicações de várias funções vitais.

Pessoas de várias partes do mundo se uniram a nós em oração para que, mesmo com toda precariedade do atendimento médico disponível onde estávamos, Deus operasse um milagre. E Ele o fez!

Depois de dias vendo-o piorar a cada momento, de um dia para o outro, sem mais nada a ser feito, suas forças começaram a voltar e seu corpo reagiu tirando-o de perigo imediato. Um dia depois, levamos nosso filho para casa. Ou mais ou menos isso…

PEGANDO A ESTRADA OUTRA VEZ

Devido ao caso delicado da saúde do Otto; a falta de assistência médica adequada e a altíssima incidência de malária onde vivíamos, tomamos a difícil decisão de sair da província de Tete e nos mudar para Maputo, no extremo sul de Moçambique.

Foi com grande tristeza que nos despedimos de pessoas maravilhosas e do trabalho que se desenvolvia melhor que nossas expectativas. Nos sentimos frustrados e confusos sobre a tempestade que nos tirou do curso que levamos anos planejando e, finalmente, estávamos trilhando.

No meio da tormenta, o Senhor nos lembrou da situação semelhante que o apóstolo Paulo enfrentou quando foi impedido por Deus de pregar o Evangelho na Ásia: “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” (Atos 16.6,7).

Então agora estamos em Maputo, cuidando de nossa família e descobrindo quais são os planos de Deus para nós, agora do outro lado do país.

“defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu”

No campo da formação de liderança nativa, Maputo é bastante estratégica e possui deficiências graves nisto. Aqui está o primeiro seminário teológico do país, sendo o único a formar pastores presbiterianos. Porém a instituição enfrenta grandes dificuldades com a ausência de professores ou falta de preparo dos mesmos, e a perda de parceiros para a manutenção do seminário em Ricatla.

Assim, continuaremos a servir ao Senhor fazendo o que Ele nos trouxe para fazer: preparar líderes moçambicanos para a Igreja crescer e se desenvolver de maneira teologicamente saudável.

DA SELVA PARA A CIDADE

Nessa nova fase de nosso ministério é necessário adaptação e planejamento. Saímos do contexto africano rural para o urbano. Essa é uma grande mudança que vai exigir a reformulação de alguns aspectos de nossa atuação, pois o controle sobre a atuação de estrangeiros é mais rigoroso. E também rever nosso orçamento, já que a vida na cidade é bem mais cara.

MAS SEMPRE ACOMPANHADOS

Depois de toda reviravolta das últimas semanas, muitas coisas mudaram. Outras, não. Mudamos de contexto, de perspectivas, mas não de parceria. Louvamos ao Senhor por nunca ter nos deixado sós. Em todo momento, Deus está conosco. E seus servos também. Obrigado a todos que choram, oram e se alegram juntamente com a gente. É maravilhoso saber que nem mesmo milhares de quilômetros podem nos separar quando estamos unidos em Cristo.

Rev. Henrique e Giselle Machado

Compartilhe esta postagem

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on twitter

Últimas postagens

Você pode contribuir para o Evangelho a qualquer momento com sua oferta.
Informativos