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Rev. Dirceu e Tirza (Espanha) – 13/05/2011

Sou filho de pastor e ao recordar minha tenra infância, me lembro da imponência do templo de um seminário (até hoje posso sentir o impacto que sentia naquele tempo por essa imagem). Recordo jogar futebol diante do templo da igreja onde meus pais pastoreavam e “brincar” de enconde-esconde e pega-pega nas dependências de outro templo, enquanto meus pais estavam em uma reunião de presbitério ou, em minhas ferias, ajudar meus tios a limpar o templo da igreja onde eram zeladores. Nossa vida sempre foi de cidade em cidade, de igreja em igreja e de templo em templo. Quantas tarefas de escola foram feitas nas dependências de algum templo!


Fomos crescendo, buscando tudo o que a adolescência e a juventude desejam, sejam  amigos, esportes, musica ou simplesmente o amadurecimento e praticamente nada esteve imune à presença de um templo na foto mental das lembranças.


Terminei minha juventude em um seminário, morando ao lado de um templo onde comecei minha vida adulta e ministerial, mas junto ao templo de outro seminário conheci a Tirza, onde tocamos, cantamos, namoramos e nos comprometemos para o casamento. Desde então, de cidade em cidade, igreja em igreja, templo em templo, inclusive tendo vivido em um deles, nossos filhos aprenderam a andar, ler, escrever, etc…


Curiosamente, se o princípio de meus estudos se deu em uma instituição evangélica, onde havia um templo, os dois outros idiomas que aprendi, meus estudos se deram nas dependências de duas igrejas. Especificamente o espanhol, que praticamos diariamente,  começamos a aprender enquanto vivíamos dentro de um templo no Paraguai e na Espanha, vivemos nossos três primeiros anos sobre o templo de nossa pequena igreja. 


Em meio a tantas recordações, me lembrei de Samuel, que viveu desde pequeno num templo e Zacarias, que recebeu a noticia do nascimento de seu filho estando num templo. Mais uma vez reconheci o privilegio e o desafio que Deus nos deu. 


Creio que poderia resumir meus 46 anos como um álbum cujas fotos, ainda que registrando diferentes momentos históricos, sempre mostram um templo. Alguém poderia dizer que se somos templo do Espírito Santo e, portanto, esse templo sempre nos acompanha, porem no meu caso, “alguns outros de tijolo e cimento” também.


Enfim, como disse, foi um momento de nostalgia, mas sou grato ao Senhor por tantos templos em minha vida e o que isso significou em minha história até aqui.


Glorificando ao Senhor a quem adoramos, um forte abraço.
 
Dirceu

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