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Os desafios da missão transcultural no 7º CBM

Foto: Rev. Carlos del Pino palestrando sobre a secularização da Europa e os desafios do avanço missionário na país. 

 

O Congresso Brasileiros de Missões teve a participação de 67 estandes, cerca de 1500 participantes e tratou sobre os desafios de evangelização entre os povos não alcançados do Brasil e do mundo.

por Isabella Silveira

Durante os dias 6 a 10 de outubro aconteceu o 7º Congresso Brasileiro de Missões (CBM), em Águas de Lindóia, SP, com cerca de 1500 inscritos. O CBM é organizado pela a AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) e ocorre a cada três anos. Esse ano o tema foi Realidades que não podemos ignorarSudeste Asiático, Ásia Central, Leste Europeu, Mundo Árabe, Europa, Oeste Africano, Diásporas, Desafios Indígenas, Grupos Sem Testemunho e Desafios Brasileiros. E o louvor do VII CBM foi dirigido pelo Carlinhos Veiga.

“O congresso Brasileiro de Missões é uma marca registrada do movimento missionário brasileiro, completamos mais de 20 anos de história de CBM”, afirma o Rev. Sérgio Paulo, vice-presidente da APMT e membro da AMTB. O principal objetivo do congresso é mobilizar, promover intercâmbios entre as organizações e também parcerias estratégias no decorrer das reuniões durante o evento. “É um momento para conhecer o que se tem feito no Brasil, tanto pelas agências denominacionais, quanto interdenominacionais”, completa ele.

As reflexões bíblicas do congresso foram feitas por Chris Wright, teólogo líder da equipe de trabalho que produziu o documentário de Cape Town 2010. Alguns missionários da APMT também fizeram as preleções durante o congresso. O Rev. Cácio Silva e Rev. Ronaldo Lidório, falaram sobre os desafios entre os povos indígenas e segmentos menos evangelizados no Brasil; Rev. Sérgio Paulo, vice-presidente da diretoria, sobre o papel do departamento de assuntos indígenas, DAI; e o Rev. Carlos del Pino, sobre a Europa secularizada.

O CBM foi importante também para mobilizar a igreja brasileira quanto o contexto missionário na Europa. “São distintas regiões, distintos contexto e diferentes linhas de trabalho e esperamos que Deus toque no coração das pessoas para que elas se sintam vocacionadas para o trabalho missionário na Europa”, disse o Rev. Carlos del Pino, coordenador da Base Europa da APMT e pastor na igreja presbiteriana em Torreledones, na Espanha. O congresso não foi apenas para a Igreja Presbiteriana e segundo o pastor, a ideia foi tentar ajudar todas as igrejas presentes a entender melhor o contexto onde os missionários estão inseridos.

Equipe da APMT participante do CongressoO congresso contou com mais de 67 estandes, dentre eles, a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT). “Participar do CBM é uma oportunidade para construir novas estratégias e definir novas cooperações da nossa ação, tanto do contexto transcultural no Brasil, quanto fora do país. Para a APMT é uma oportunidade de participação ativamente na ação global missionária transcultural”, afirmou Rev. Marcos Agripino, executivo da APMT.

O CBM também foi uma oportunidade para vários escritores e missionários brasileiros lançarem livros sobre o contexto missional. Mônica de Mesquita, missionária de Base da APMT e coordenadora do Centro de Formação Missiológica, lançou seu segundo livro, "Missões do jeito que Deus quer – o papel da igreja no envio e no sustento do missionário". O Rev. Cácio Silva, missionário entre os indígenas na Amazônia e professor do CFM, lançou o livro Fenomenologia da Religião. E o Rev. Ronaldo Lidório, consultor nas áreas de Missiologia e Antropologia para diversas organizações missionárias, fez o lançamento o livro Comunicação e Cultura.

O livro lançado pela missionária Mônica de Mesquita é uma coletânea de textos dedicados à igreja brasileira. O trabalho foi fruto dos 14 anos caminhando junto aos missionários da APMT, onde ela pode acompanhar suas vivências no campo transcultural em situações de abandono por parte das igrejas. “Quando Deus vocaciona alguém para um ministério específico seja ele longe, ou perto, e esse trabalho é um projeto de vida integral do missionário, Deus escolhe pessoas e igrejas para caminhar com esse missionário”, completa.

O objetivo do congresso foi despertar a visão missionária da igreja brasileira. Diversos conselhos missionários estiveram presentes no evento e puderam adquirir diversos materiais e conteúdos sobre missões para trabalhar nas igrejas locais. “Estamos aqui hoje com a intenção de aprender mais, levar para nossa igreja e trabalhar cada vez mais com missões”, afirmou Patrícia, membro do conselho missionário da IP de Campos no Rio de Janeiro.

Segundo Jorge, também membro do conselho missionário da IP de Campos, o pontapé inicial para criação de um conselho missionário deve vir de um grupo na igreja local que esteja, primeiramente, comprometido em orar por missões. E afirmou também que todo conselho deveria participar de congressos como o CBM, para aprender mais sobre outras culturas, que só engradecem o conhecimento sobre missões.

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