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Nunca ninguém disse isso!

Testemunho de evangelismo nas praças Huancayo, no Peru, durante a parte prática do estágio do CFM. 

Por Yet Olívia Tavares Pereira

 

Yet Olivia é esposa do Pr. Ivam Pereira, da I.P. de São João da Boa Vista. Aluna do CFM, e candidata para a Grécia.

É motivo de muita gratidão a Deus ter tido o privilégio de integrar o grupo de alunos do CFM – Centro de Formação Missiológica da APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que participou do Estágio Transcultural 2019, realizado na cidade de Huancayo, no coração dos Andes Peruanos. Fomos numa caravana de 30 adultos e 6 crianças, liderados pela coordenadora do curso, missionária Mônica Guimarães de Mesquita.

 

Durante o Estágio, foi possível realizarmos várias atividades, desde preparação e execução da Escola Bíblica de Férias, cultos em várias igrejas huancaynas, palestras com pais sobre a educação espiritual para o desenvolvimento saudável de crianças pequenas, aconselhamentos pastorais e atendimentos psicológicos, confecção de próteses dentárias, controle de pressão e glicemia, evangelismo, além de várias outras ações.

Alunos do CFM 2019 durante os momentos de evangelismo nas ruas de Huancayo, Peru.

Uma das atividades mais impactantes para mim aconteceu num sábado, dia 27 de julho. Jamais me esquecerei daquela tarde. Nosso grupo de estagiários havia sido dividido em dois, para as atividades vespertinas. Um grupo ficaria na escola para o “Club de Niños” (um programa de evangelização para as crianças da comunidade) e a outra parte sairia para evangelismo numa praça da cidade. Ali, uma equipe de louvor e outras pessoas iria cantar músicas e, quando as pessoas se aproximassem, as abordaríamos com a mensagem de salvação.

Chegando ao local, uma praça arborizada, vimos várias famílias com seus filhos brincando de bola, andando de bicicleta e fazendo piquenique.  Quando começamos a cantar os louvores, algumas pessoas foram se aproximando de onde estávamos, e foi aí que duas mulheres se achegaram: Ilda, com sua filha de dois anos aproximadamente, e Olga, com sua filha de aproximadamente 8 meses. Caia uma garoa fina em Huancayo e um frio intenso soprava na praça.

Aproximei-me das duas mulheres e começamos um diálogo. Perguntei seus nomes, lugar onde moravam, se frequentavam alguma Igreja. Ambas me disseram que eram católicas romanas. Então perguntei: vocês já falaram com Jesus hoje? Elas se entreolharam assustadas, e responderam que não. Foi como se elas se perguntassem do eu estava falando. Em seguida disseram que nunca tinham ouvido que poderiam falar com Jesus. Nesse momento passei a falar com elas sobre o plano de salvação, e sobre como a morte de Jesus rasgou o véu que nos separava da intimidade com Deus. Então lhes disse que agora podemos falar com Jesus, que podemos colocar nossas necessidades diante dele sem interferência de quem quer que seja. Continuei falando que naquele momento mesmo poderíamos falar com Cristo, colocando nossas alegrias e tristezas diante dele, e que ele estava sempre disposto a nos atender.

Quando terminei de apresentar o Plano de Salvação, as desafiei  a entregarem suas vidas a Jesus, como seu Salvador e Senhor. Ao final, perguntei se queriam orar comigo recebendo a Jesus em seus corações e elas prontamente disseram SIM. Então, ali mesmo, debaixo daquela neblina, elevamos uma oração ao Senhor.

Na sequência, entreguei o endereço da Igreja que está sendo plantado por nossos missionários locais, para que aquelas duas novas irmãs em Cristo pudessem ir e começar a estudar a Palavra de Deus.

Durante todo o período em que permanecemos ali na Praça, Olga e Ilda ficaram conosco ouvindo a mensagem do evangelho através das músicas. Minha oração desde então é que elas busquem a presença de Deus todos os dias como se predispuseram.

A afirmação daquelas mulheres de que não sabiam que poderiam falar com Jesus, colocando suas vidas nas mãos dele, porque ninguém nunca tinha falado isso para elas, foi algo que me trouxe uma maior responsabilidade em transmitir o seu amor e a levar o seu Evangelho àqueles que não o conhecem. E que Ele nos ajude a continuarmos transmitindo o seu amor.

 

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