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Missão impossível

Certo dia, lembrei-me de uma situação constrangedora em que Jesus deixou os seus discípulos.

Em Mateus 14.15-21 vemos que uma grande multidão afluiu para Jesus e, ao cair da tarde, por ser lugar desértico e longe de qualquer recurso, os discípulos sugeriram a Jesus que despedisse a multidão para que procurassem lugar de abrigo e comida.

A sugestão dos discípulos foi rejeitada por Jesus, que de imediato lhes ordenou que eles deveriam resolver o problema de outra maneira. Ele disse que não precisavam enviar as pessoas para as aldeias, mas que os discípulos deveriam dar-lhes de comer. Nesse ponto, coloquei-me no lugar dos discípulos e, sinceramente, não gostaria de ter ouvido essa ordem, já que eu teria absoluta certeza de que nunca conseguiria matar a fome de tanta gente.

A sensação quando leio até o versículo 16 é de desolação, incompetência, incapacidade, frustração, raiva de mim mesmo, desespero, pois Jesus pediu algo que simplesmente eu não conseguiria realizar. Entretanto, continuando o texto, Jesus milagrosamente resolve o problema com cinco pães e dois peixes. Ele pede que os entreguem tudo o que tinham encontrado, e tomando aqueles alimentos em suas mãos os abençoa e entrega aos discípulos para distribuírem. Todos comeram e se fartaram. Então fico me perguntando por que Jesus mandou fazer algo, se Ele já sabia como resolver o problema com “tanta facilidade”?

Eu e minha esposa somos médicos e temos o chamado para sermos mobilizadores de missões há 30 anos. Mobilizador é aquele que fica com a mente nos missionários que estão no campo, e com o corpo na igreja. Algumas vezes, a mente está em alta velocidade e o corpo em marcha lenta ou vice-versa. Outras vezes, somos surpreendidos com uma vontade quase irresistível de irmos, mas a convicção que vem do céu nos freia e nos alinha novamente ao nosso chamado.

Nesses anos como mobilizadores, temos visitado vários campos missionários, sejam locais, regionais, nacionais e transculturais. Conhecemos vários missionários e suas dificuldades, fraquezas, necessidades além, é claro, de tantas vitórias, vidas transformadas e frutos colhidos. Simultaneamente também acompanhamos Igrejas Locais, Presbitérios e Sínodos. Trabalhamos para que as igrejas possam enxergar além dos desafios da igreja local, e se tornar parceiras de projetos missionários e dos próprios missionários. 

Confesso que as experiências vivenciadas em missões nos levam a meditar sobre a grande comissão e suas metas, o que nos induz novamente a experimentarmos as mesmas sensações do versículo 16, quando Jesus pede uma “missão impossível para nós homens”: alimentar, com a salvação d’Ele, uma grande multidão, com gente de todas as raças, línguas, povos e nações. Nenhuma estratégia será suficiente, nenhuma igreja será tão generosa, nenhum missionário será tão excepcional, nós não podemos realizar nada sozinhos.

Embora a ordem dada por Jesus, inicialmente, nos leve a grandes frustrações, desânimo e tristeza, no versículo 19 somos fortalecidos, ficamos extasiados e felizes. A missão foi cumprida naquele episódio, mas ainda podemos ver as multidões famintas da África, do Oriente Médio, da Ásia, da Europa, das Américas, com tantos e diferentes grupos étnicos famintos. Eles também precisam do Pão da Vida, Jesus.

Por causa disso, devemos continuar obedecendo ao mestre e entregando em suas mãos tudo o que temos, pois é Ele quem faz o milagre e nos permite participar dessa grande obra. Com Jesus, a missão de alimentar a grande multidão é possível e, quando isso terminar, ele voltará nas nuvens para nos buscar! Aleluia.

Pb. Gentil Moura

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