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Mis. Rosa Maria da Silva (Indígenas) 21/07/2017

Graça e Paz a todos.

Está sendo realizado aqui em Amambai-MS, de 11 a 26 de julho o Estágio Transcultural de Missões daAPMT.

Este estágio é um dos requisitos do curso CFM, para preparo prático dos futuros missionários.

Estamos com a presença de pastores missionários e candidatos, de diversos lugares do Brasil, Itália e Japão.

Posso dizer que a equipe está trabalhando a todo vapor, com visitas às  famílias na reserva, visitando enfermos, fazendo também o encaminhamento deles, busca de documentos, pois muitos indígenas não possuem identificação. Também está sendo realizada duas EBFs, acampadentro com jovens, jantar com casais indígenas.

Estamos sob a coordenação louvável da Mis. Mônica Mesquita e sentindo-nos liderados e abraçados de continuo pelo nosso grande El Shaday.

Grande é a necessidade de socorrer a este povo tão esquecido e rejeitado sobretudo pela sociedade local.

Pela minha experiência, vejo que aqui é uma região onde há muita influencia da maçonaria, há muitos latifundiários que trabalham com as imensas máquinas e implementos agrícolas (semeadeira, adubador, enleirador, colhedeira, enfardadora, etc…)  que produzem grãos neste solo.

Estamos sobre uma terra localizada sob a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul, até então considerado o segundo maior aquífero do mundo (1,2 milhões de km2), "o Aquífero Guarani", mas os próprios índios tem falta d’água por ser-lhes proibido cavar poços, alegando que é uma questão de proteção ao meio ambiente.

Isto me traz a lembrança uma aldeia de leprosos que fui atender lá no Senegal, divisa com o país Mali, na África. Neste local há umas 5 minas de ouro, mas estes leprosos moram todos juntos, local distante, afastados,  e são excluídos pelos próprios nativos.

Há tanta extração de ouro com maquinários de países de primeiro mundo, mas os excluídos locais passam fome e não desfrutam do próprio pão da terra em que habitam.

Vale dizer que estes irmãozinhos sem dedos, pernas, portadores de falhas físicas nem quiseram atendimento odontológico, mas esticavam ainda os braços p receber os quilos de arroz que distribuíamos a eles.

Estamos agora frente a tantos problemas aqui em Amambai tais como, suicídio, alcoolismo, desajustes sociais e proliferação do uso de drogas, pois estamos localizados na “rota de tráfico” e próximo ao Paraguai.

Aqui esta concentrada uma população de 12000 (doze mil) indígenas da etnia guarani e Kaiwá.

Vão passando o tempo sem ao menos ter noção de tempo embaixo de uma gigantesca  mangueira, contemplando o sol, ao sabor do amigável "tereré".

Ao olhar para eles, posso sentir que existe um grande vazio na alma e não há uma razão de viver!

A ociosidade predomina e seguem os dias sem perspectiva alguma de chance de trabalho, encurralados num espaço limitado de terra.

Eles perguntam "Onde está Deus"? "E como ouvirão se não há quem pregue?" "Onde estamos nós, Igreja do Senhor?"

Para substituir máquinas agrícolas por mãos humanas que se abrirão para preparar a terra, adubar,  l arar, lançar as sementes.!

Mãos com braços que se abrem para levar o amor de Cristo na cruz e abraçar está nobre causa com intercessão, excelência, humildade.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que plantou;…” Ec.3.1-2

 

Minha oração e para que mais obreiros possam ser despertados.

Estamos aguardando mais missionários para o vasto campo do Senhor.

Por isto faço este apelo através de minhas orações e te convoco a interceder também.

Saudações,

Em Cristo,

Mis. Rosa.

 

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