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Maternidade, um chamado Divino para compartilhar a Fé

“Ser mãe é… padecer no paraíso”. Todas nós brasileiras, ou a maior parte de nós mulheres, já ouvimos essa frase.

Reconhecer que ser mãe é uma dádiva de Deus para nós é “o paraíso”. Entretanto, exercer a maternidade sempre foi e sempre será um grande desafio em todas as épocas e em todos os tempos, isso é “o padecer”.

Lutamos por preservar nossos filhos do lixo que a mídia impõe todos os dias, pelos meios de comunicação, seja pela TV ou Internet. Lutamos até mesmo contra o Sistema Educacional do nosso país que, em muitos aspectos, está em desacordo com a Palavra de Deus, longe dos valores morais e éticos cristãos.

Nos dias de Joquebede, em Êxodo 2, os desafios eram outros. No capítulo 1 v.7 lemos: “depois da morte de José, os filhos de Israel foram fecundos de maneira que a terra se encheu deles. Dos versículos 8 a 14, os hebreus são oprimidos, mas continuam se multiplicando em cumprimento à promessa feita a Abraão de que a sua descendência seria como as estrelas dos céus e a areia da praia. Os egípcios temiam que os hebreus se unissem a seus inimigos e os expulsassem da terra.

Nos versículos 15 a 22, Faraó dá uma ordem para que todos os filhos do sexo masculino dos hebreus fossem mortos ao nascer.

É nesse contexto que Joquebede dá a luz ao seu terceiro filho, Moisés. O desafio de preservar a vida do menino é primordial. Mas, ao mesmo tempo, alimentar espiritualmente a vida de seus filhos, Arão e Miriã, com uma vida de dependência em Deus e compartilhando sua fé era fundamental.

Algumas lições que podemos aprender como mães de filhos biológicos, adotivos e espirituais:

Exercer a maternidade, de forma consciente e madura, sempre foi e será um grande desafio.

Joquebede estava consciente dos perigos que o recém-nascido corria, como também toda a nação israelita (v. 2,3). Fortalecida pela fé viva no menor indício do favor divino, ela esconde o menino por três meses (Hb 11.23). Imagino como foi esse tempo para Joquebede e para toda sua família. Imagino o clamor diante de Deus em favor de seu filho, o exercício da sua fé em Deus acima do temor humano. O preparo do cesto, onde seria colocado o pequenino, deve ter sido acompanhado de momentos muitos difíceis e de uma entrega total a Deus. Entretanto, creio que Joquebede nem imaginava que a sua postura diante da situação e circunstâncias estava forjando no caráter de Arão e Miriã uma entrega total a Deus também. 

Dependa de Deus quando tudo parecer perdido.

Diz a palavra de Deus que ao cabo dos três meses, não podendo mais esconder o bebê, o colocaram numa cesta de juncos à beira do rio, e sua irmã Miriã continuou acompanhando tudo de perto.

Se uma mãe fez tudo isso por amor, que podemos pensar daquele cujo amor é infinito? Em todo tempo Moisés foi protegido. Não houve águas, não houve egípcio que pudesse machucá-lo. Deus o blindou com seus cuidados, trazendo a filha de Faraó e inclinando o coração dela à compaixão. Faraó tratou de atingir cruelmente o povo de Israel, mas sua própria filha compadeceu-se do menino e não só isso, sem sabê-lo, preservou o Libertador de Israel.

O impossível para mim é possível para Deus.

Além do livramento da morte de Moisés, ela se torna ama de leite do seu próprio filho, e tem a oportunidade de educá-lo no caminho do seu Deus. Mais tarde Moisés torna-se o Libertador do povo de Israel, seu irmão Arão se torna seu porta-voz e sacerdote, e sua irmã Miriã vem a ser profetisa (Ex 15: 20-21). “Pois te fiz sair da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti Moisés, Arão e Miriã” (Mq 6:4). Joquebede teve o prazer de ver todos os seus filhos servindo a Deus como líderes importantes e destemidos.

Aproveitemos cada oportunidade na maternidade para semearmos e compartilharmos a fé no Único Deus, como ensina as Escrituras “… tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, a ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt 6.7).

Hoje me sinto como uma espécie de Joquebede Espiritual, inserida num contexto muito diferente do Brasil, em seus costumes e cultura. O Pai tem nos dado a oportunidade de servi-lo como missionários da APMT, eu e o meu esposo Rev. Geraldo Batista Neto, em Puerto Suarez, Bolívia, desde 2012. Deus tem usado as nossas vidas através da exposição da Palavra em diferentes ambientes e meios: igreja, programa de rádio, escola de futebol, Instituto de Informática Básica, e o Projeto 2S – “Sopa e Salvación”, que recebe, todas as quintas-feiras, entre 70 a 90 pessoas nas dependências da igreja, para escutar a Palavra de Deus. Tem sido um tempo gracioso! Deus nos trouxe para cá para cuidar dos seus, alcançar os que estavam longe e fortalecer os que já estão caminhando em direção ao Pai, na graça do Nosso Senhor Jesus Cristo.

A nossa oração é para que o Senhor das Missões a cada dia capacite as mães a missionar na vida de seus filhos, consagrando-os ao Serviço do Reino. E que no tempo do Senhor, os frutos possam vir para a Glória d’Ele.

Glaucia Batista

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