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José João de Paula – Profundo conhecedor das Escrituras, Humilde e Intrépido

Esta sessão, “Vidas que inspiram”, da Revista Alcance, foi criada em 2013. Desde o começo, o Rev. José João de Paula assumiu o conteúdo das publicações, trazendo para nós uma resenha da vida e ministério de vários missionários que dedicaram suas vidas na proclamação do Evangelho em distintos lugares e épocas.

Não estava nos nossos planos, nem tínhamos programado dedicar esta página a esse piedoso servo de Deus, Rev. José João de Paula, que contribuiu de maneira brilhante desde 2013 até a primeira edição de 2020. Porém, estava nos desígnios de Deus chama-lo a sua presença, no dia 7 de maio de 2020.

José João de Paula nasceu num lar presbiteriano, no dia 29 de outubro de 1955, em Mateiro, Município de Coromandel, MG. Foi o segundo de nove filhos, do Sr. João José de Paula e Ernestina Rita Ferreira. Teve uma infância humilde, mas muito divertida. Foi casado com Suely de Paula e pai de Josely, Felipe, Aline e Jônatas Eduardo.

Desde muito novo já demonstrava apego às coisas concernentes ao Reino de Deus e desapego às coisas materiais. Na sua adolescência, ele e seu pai encontraram um pequeno diamante, no garimpo. Felipe, seu filho, contou que ambos decidiram doar uma boa parte do dinheiro, do valor da pedra, para a construção da Igreja Presbiteriana de Coromandel, MG. “Para muitos, essa atitude pareceu uma loucura, pois a família era bem humilde e poderia investir todo o valor num patrimônio, e assim ter uma melhor qualidade de vida. Mas o que aos olhos do mundo seria uma loucura, na verdade foi uma demonstração da confiança em Deus, de que quem tem a Deus tem tudo. Ele conhecia o verdadeiro pastor: ‘O Senhor é o meu pastor, nada me faltará’ Sal. 23.1”, comentou Felipe.

Na sua caminhada ministerial foi muito impactado por vários missionários, dentre eles o Rev. Steven Sloop, Sanders Reed e o Rev. Paul Coblentz, quem também o encorajou a estudar no IBEL. Ao concluir o curso no IBEL, serviu como evangelista em Dom Aquino, Mato Grosso e em Boa Vista, Roraima. Seguiu para o Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, SP, onde estudou de 1978 a 1982.

Pastoreou várias igrejas, mas foi no pastoreio da Sexta Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte que começou a se envolver mais efetivamente na obra missionária, sendo um dos principais influenciadores da visão missionária no Seminário Presbiteriano Rev. Deonel Nicodemos Eller, onde lecionou várias disciplinas, durante 23 anos, entre elas Grego, Exegese, Teologia Bíblica, Novo Testamento e Manuscritologia. Também foi o conselheiro de missões, passando assim a visão missionária aos seminaristas. Nos finais de semana, visitava igrejas onde era preletor de Conferências Missionárias.

Foi membro da Assembleia da APMT no período de 2011 a 2014, e se tornou missionário efetivo desde 2014 até seu último dia de vida. Seu ministério principal, além de divulgador da APMT, foi o Pastoreio dos Missionários. Visitou, pastoreou e ofertou a famílias missionárias em Guiné Bissau, no Senegal, em Angola, Moçambique, na África do Sul, também no Panamá, Guatemala, Colômbia, Bolívia, Peru, Chile, Paraguai, Argentina, Uruguai e várias aldeias indígenas no Brasil. Em algumas viagens foi acompanhado por sua esposa Suely, que com sua simpatia e seu delicioso pão de queijo alegrava as famílias.

Um dos últimos projetos dele foi escrever um comentário do livro de Atos, junto com o missionário e colega Rev. Ronaldo Lidorio. Quem não se lembra da Campanha do “Relógio de Oração”? A oração era prioridade na sua vida.

Muito impactado pelo ministério do Rev. Wilton Santos, missionário da APMT que está plantando a primeira Igreja Presbiteriana em Marcos Paz, que faz parte da grande Buenos Aires, Argentina, estava colhendo o feijão que plantou no seu sítio, em Patrocínio, MG, para trocar por uma oferta missionária, e assim cooperar com a compra de um local próprio para a igreja, no país vizinho. “Um dia antes de ele morrer, me enviou um recibo de depósito de 400 reais e escreveu: mais uma oferta destinada à compra do terreno para a igreja.”, contou o Rev. Wilton. Sua esposa e filhos continuaram colhendo o feijão e estão prosseguindo com a campanha de trocar uma garrafa de feijão por uma oferta especial.

Só podemos louvar a Deus pela vida desse servo contumaz, que foi fiel até a morte, e atentar para as Escrituras que dizem: “…e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. Hebreus 13.7b

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