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Jim Elliot – O Mártir do Equador

Philips James Elliot (Jim Elliot) foi um jovem cristão e missionário que sacrificou sua vida por Cristo e pela obra missionária, juntamente com outros quatro irmãos, no Equador, como um verdadeiro mártir da fé cristã, para implantar a semente do evangelho entre a etnia Huaorani (também conhecidos com Waodani, ou Auca), na América do Sul.

Desde sua infância, consagrou sua vida a Cristo e ao grande desejo de alcançar povos não alcançados em outros países, e leva-los ao Senhor Jesus. Mas, enquanto seu plano se solidificava, entendeu que deveria evangelizar e ganhar vidas nos Estados Unidos para Cristo. Aos domingos geralmente ia para as estações de trem em Chicago para falar de Cristo às pessoas. Sentia-se, às vezes, infrutífero nessa obra e isso muito o angustiava.

Certa vez escreveu: “Nenhum fruto ainda. Por que sou tão improdutivo? Não me lembro de ter conduzido mais do que uma ou duas pessoas ao reino. Certamente é porque não há a manifestação de poder da ressurreição. Sinto-me como Raquel: dá-me filhos senão eu morro”. De fato, quem quer ser bênção perto, certamente será bênção também longe. Enquanto pregava aos americanos, orava para Deus deixar claro quanto ao trabalho transcultural. Pouco tempo depois conheceu Elizabeth (Beth), uma jovem com um coração cheio de ardor missionário, com quem se casou. Estudou linguística para grafar línguas ágrafas. Quando definiu que seu campo seria o Equador, passou mais de seis meses estudando as línguas espanhola e quéchua, esta, uma língua ágrafa dos aborígenes equatorianos. Após pregar cerca de três anos entre os Quéchua, decidiu alcançar os indígenas Huaorani (Aucas – termo Quéchua para “selvagens nus”), chamados hoje de povo Waodani – que eram bem mais selvagens e violentos do que os Quéchua.

Elliot e outros quatro missionários (Ed McCully, Roger Youderian, Pete Fleming e o piloto Nate Saint) fizeram contatos do avião Piper PA -14 com os Huaorani, usando um alto-falante e uma cesta para jogar presentes. Depois de muitos meses fazendo assim, decidiram construir uma pequena base próxima à aldeia deles, às margens do Rio Curaray. Quando se aproximou deles um pequeno grupo de Aucas, Nate deu até um voo de presente para um dos curiosos, de nome Naenkiwi. Não sabiam que ele iria traí-los. Naenkiwi disse na aldeia que os missionários tinham “má intenção”, então vieram dez guerreiros à base missionária e mataram de uma só vez os cinco missionários. Isso foi na tarde de 6 de janeiro de 1956. Seus corpos foram lançados no Rio Curaray.

A vida curta de Jim Elliot, que era tão sedenta de compartilhar o amor de Deus, pode ser resumida na frase que é atribuída a ele: “Não é tolo aquele que abre mão do que não pode reter para ganhar o que não pode perder”. A morte de Jim Elliot foi um desastre ou uma semeadura do evangelho entre os Aucas? Várias esposas e filhos dos missionários assassinados regressaram aos Aucas e o evangelho foi finalmente estabelecido em toda a região Waodani. Entre os convertidos, estavam alguns dos que atravessaram os jovens com suas lanças. Raquel Saint (irmã de Nate) investiu as décadas restantes de sua vida no ministério entre os Waodani e foi enterrada lá; Steve Saint (filho de Nate) regressou quando era adulto e foi responsável pela transição da igreja Waodani (e sua cultura) para o século 21, em grande parte livre da dependência nociva do dinheiro e da mão de obra do ocidente.

Não foi em vão o martírio deles. A morte de cada um inspirou muitos jovens ao trabalho missionário em missões transculturais. O amor de Jim Elliot a Cristo e à obra missionária tem sido até hoje uma grande inspiração para o mundo e para o despertamento de muitos. Não se pode deixar de fazer uma rápida referência à esposa de Jim Elliot, Elizabeth Elliot. Ela permaneceu no Equador, plantando e servindo à igreja que nasceu a partir do martírio de seu esposo e dos outros quatro missionários, e veio a falecer já em idade avançada, em 15 de junho de 2015. De fato, são vidas que inspiram a todos nós que precisamos aprender a amar o Senhor Jesus e sua obra.

Rev. José João de Paula

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