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Investindo na pregação do Evangelho

Num tempo em que as igrejas se mobilizam para realizar atividades especiais pelo mês de missões, como acontece em agosto, é importante revermos alguns conceitos. Toda empresa que se preza, constantemente, senta e analisa os seus planos para ver se eles estão em conformidade com os ideais previamente estabelecidos. Quando se trata de missões, a responsabilidade é ainda maior, pois estamos falando de vidas que foram, estão e serão salvas através do Evangelho. A pergunta que parece redundante, mas que merece certo cuidado, ainda continua sendo necessária em nosso meio: “Porque investirmos em missões?”

Quando pensamos em missões, logo vem à mente o trabalho no exterior ou entre os povos transculturais dentro da nossa própria nação. No entanto, missões é algo a ser feito também em sua cidade, bairro e, principalmente, entre a sua família mais próxima, com vistas a trazer essas pessoas para a grande família de Cristo. Vejamos, a seguir, alguns exemplos que nos podem encorajar a continuar a boa obra de missões.

A igreja primitiva, um exemplo

Antes de Cristo ser assunto aos céus, ele deixou uma ordem direta para a igreja: “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4). Esse Espírito Santo prometido traria para a igreja primitiva poder, autoridade (At. 1:8) e conforto em tempo de angústia (Jo. 14). Com essas promessas em vista, os discípulos deveriam espalhar o Evangelho de Cristo a todas as nações da terra, dentre aqueles que ainda não o tinham ouvido.

Seguindo esse mandamento (não opcional), as primeiras igrejas investiram na obra missionária, principalmente a de Antioquia, que enviou dentre os seus missionários o Apóstolo Paulo, e foi lá que pela primeira vez os que creram foram chamados de Cristãos.

Missionários são dependentes do Deus da missão

Deus é maior que a Missão e maior que tudo! Então, se Ele estabeleceu a Missão para a sua igreja, Ele também se encarregará de providenciar o que os seus servos precisam. Vale a pena ressaltar que participar de missões deve ser um privilégio para nós, tanto para quem vai, como para aqueles que permanecem na retaguarda. Desde o início, a ausência da igreja nunca foi um empecilho para que a obra continuasse, mas de praxe as igrejas que deixaram de investir em missões acabaram por se tornarem um fim em si mesmas. O Apóstolo Paulo sempre envolvia a igreja local em sua missão, chamando-a a se engajar, com responsabilidade de enviar, orar e dar suporte financeiro para a obra missionária. O resultado é incontestável! Independente das condições e desafios apresentados às primeiras igrejas, muitas outras foram plantadas e o evangelho se espalhou até aos confins da terra.

Missões é uma parceria

O destacado missionário Paulo escreve aos Filipenses agradecendo pela parceria deles com seu ministério. No capítulo 4, ele reconhece que é Deus quem cuidava dele. Não obstante, Ele usava pessoas em Filipos para fazê-lo. Já no final de sua carta, ele se certifica de que os cristãos de Filipos tinham entendido que ele não estava agradecendo porque tivesse expectativas financeiras por parte deles. Ele já tinha reconhecido que Deus providenciaria tudo o que ele precisaria para a obra, sem ou com a participação da igreja de Filipos. No versículo 17, Paulo faz questão de mencionar: “Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que aumente a vossa conta.”

O próprio Cristo ora por mais trabalhadores

Jesus, ao conversar com os seus discípulos, olhou para a multidão e contemplou a grande colheita a sua frente. Ele não somente já sabia quem seriam os que receberiam o Evangelho da salvação, como também já lhes tinha preparado o coração como nos relata João, cap. 17, na Oração Sacerdotal. Em Mt 9:38, Ele nos conclama a orarmos para que o Senhor da Seara (Ele mesmo) enviasse mais trabalhadores para a sua Seara. A Ele servimos, seja quem vai, quem coopera no suporte financeiro ou quem ora. Ele é o Senhor da Seara e devemos ser firmes, vigilantes e fiéis na sua obra, pois um dia voltará e teremos que prestar contas dos nossos atos a Ele.

Missões, um Mandamento, não uma escolha!

Não pregamos o evangelho porque é moda faze-lo ou porque temos certeza de que as pessoas se converterão, mas por um simples ato de obediência: é um mandamento. Deus poderia ter escolhido qualquer outro meio para propagar o Evangelho, mas ele o confiou a nós a nobre tarefa de anunciarmos a história da redenção àqueles que ainda não ouviram. Individualmente, muito pode ser feito para a evangelização dos perdidos, porém a igreja unida pode levar o Evangelho a todo o planeta. É plano de Deus que o mundo conheça o seu Filho, por isso Ele nos escolhe individualmente e coletivamente, como igreja, para participarmos da Evangelização mundial. Se você deseja que alguém se lembre de algo, fale ou repita o conteúdo no final da conversa. Isso foi o que Cristo fez. Durante os seus três anos de ministério, Ele enfatizou a necessidade de se propagar o seu Reino sobre a terra. Em Mt 28:19-20, Ele conclui com o mandamento: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!”

Observe que o mandamento é de irmos a TODAS as nações. Deixemos de lado os nossos [pré] conceitos, sem uma reflexão mais profunda acerca de quem precisa ou não do evangelho. TODOS PRECISAM. Estejamos prontos a obedecer o comando do Mestre e a ir aonde Deus nos abrir as portas para pregar o Evangelho.

É interessante ressaltar que a ênfase não está no “IDE” em si, mas no “ENSINAR”. Literalmente, seria mais ou menos assim: “enquanto você vai, ensine”. Jesus estava ciente de que a perseguição logo afligiria aqueles cristãos em Jerusalém e que eles seriam espalhados por todo o mundo. Então, uma vez que eles se moveriam de uma região para outra, no caminho eles deveriam ensinar (discipular) outros. Isso é uma verdade para nós ainda hoje. Algumas gerações atrás, nossos pais ou avós nasciam, cresciam e morriam na mesma região. Hoje, o mundo pode ser explorado facilmente. Não mais precisamos que nos seja ordenado irmos, nós já fazemos isso. Agora nos falta ensinar e discipular as nações da terra da nossa jornada.

Quem irá? Quem enviará?

Nosso grande orgulho está no fato de que mesmo durante a crise que nossa nação enfrenta (e outros países do mundo também), a obra missionária nunca esteve tão forte. Nosso problema nunca foi financeiro, mas sim a “descristianização da Igreja”. Quanto mais perto estamos do Senhor da Seara, mais nos encontraremos obedientes a Ele, e quanto mais longe, mais desobedientes e relaxados nos tornamos. O Apóstolo Paulo disse que mais pregadores eram necessários para levar o Evangelho. Então, ele nos interroga: “Quem irá pregar?” “Quem enviará?” Esta é a nossa responsabilidade como igreja e como cristãos operantes e obedientes que somos: pregar e dar o suporte necessário para que outros possam ir a todo o mundo!

Sua participação!

É verdade que todos precisamos participar, mas onde, quando, como? São perguntas que nos perseguem, mas nada que uma vida de intimidade com o nosso Senhor da Seara não possa resolver. Quanto mais perto d’Ele você estiver, mais apto você estará para “ouvir as batidas do coração do Mestre” pulsando pela humanidade. Todos já ouvimos muitas vezes que podemos ir de três formas: indo de fato, participando financeiramente, orando, contudo podemos fazer as três coisas simultaneamente. Essa é uma resposta que cada um de nós precisa encontrar em Cristo e em nossa intimidade com Ele, mas uma coisa é certa, temos que participar!

Ronaldo André

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