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Interação missionária entre o “dar e receber”

Continuando seu discurso sobre a interação missionária entre o “dar e receber” (graça-missão de Deus), Paulo toca agora em outras dimensões importantes do relacionamento que mantinha com a igreja dos filipenses.

Inicialmente ele presta conta devidamente do recebimento dos donativos enviados pela igreja pelas mãos de Epafrodito (2.25-30). Confirma por duas vezes que havia recebido tudo (gr: apéchô de panta) o que a igreja lhe enviara (gr: dedámenos pará Epafrodítou ta par humôn). O apóstolo reconhecia a importância de prestar um relatório, não só de suas atividades ministeriais e missionárias (At 14.26-27), mas também dos recursos recebidos. Atualmente, como na época de paulo também, é muito importante que haja uma completa transparência, fidelidade e confiança no trato com os recursos destinados pelas igrejas para a manutenção e para o desenvolvimento da obra missionária no mundo. Esta área financeira tem sido um dos elementos mais problemáticos tanto no relacionamento missionário-igreja, como para a credibilidade da mensagem dos evangélicos no mundo de hoje.

Outra dimensão mencionada por Paulo foi o reconhecimento de que havia recebido mais do que o suficiente (gr: perisseúô) e tinha abundância de tudo. Reconhece que com os donativos da igreja em Filipos estava amplamente suprido (gr: peplêrômai). É muito educativa, para o relacionamento dos missionários com as igrejas, a forma como o apóstolo se relaciona com os bens enviados, reconhecendo que tinha mais do que o suficiente. Ele não camuflou esse dado, nem deu a entender que estava agradecido pela oferta mas que ainda precisava de algo mais. Seu sentimento de simplicidade, contentamento e de gratidão foram realmente sinceros e verdadeiros, pois sabia que aqueles donativos dados por Deus através de irmãos pobres que também lutavam pela sua sobrevivência. Portanto, esses sentimentos de simplicidade, contentamento e gratidão foram sinceros tanto em Paulo como nos irmãos filipenses.

Por fim, o apóstolo reconhece que aqueles donativos eram um reflexo da graça-missão de Deus tanto em sua vida, como na dos filipenses. Eram uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus (gr: osmên euôdías thusían euáreston tô theô). Paulo sabia muito bem que Deus não o desampararia na prisão romana, nem desampararia os irmãos de Filipos. A graça de Deus estava aberta aos dois. Por isso, aquela oferta era mais valiosa que seu valor monetário, deveria ser considerada como um sacrifício aceitável a Deus oferecido pelos filipenses e por Paulo como resposta de ambos à graça-missão de Deus em suas vidas. Dessa forma, Paulo nos ajuda a compreender que todos os recursos materiais e físicos devem ser, de fato, consagrados a Deus e usados com sabedoria de acordo com a vontade de Deus, tanto pelas igrejas e seus membros, como pelos missionários.

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