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David Brainerd – Uma Chama Ardente entre os Indígenas (1718-1747)

Talvez David Brainerd, missionário americano, tenha sido um dos jovens mais influentes na história das missões cristãs. Morreu com apenas 29 anos de idade, todavia pôde fazer tudo o que era para ele fazer. Sua vida breve foi o suficiente para que tivesse uma profunda devoção diante de Deus, uma grande paixão pela pessoa do amado Senhor Jesus e também pelas almas perdidas.

Logo após o término de seus estudos, aos 21 anos, foi visitado por um grande avivamento que lhe deu uma forte experiência com o Senhor. Logo a seguir foi para Yale, sob a influência do grande mestre Jedidiah Mills e, rapidamente, foi licenciado a pregar. Foi logo trabalhar com os indígenas (peles-vermelhas), em Kaunameek, próximo a NY.

Ele registrou as seguintes palavras em seu diário: “Preguei o sermão de despedida ontem à noite; hoje, pela manhã, orei em quase todos os lugares por onde andei e depois me despedi de meus amigos e iniciei minha viagem para o habitat dos índios”.

Aprendeu logo a língua, mas sentiu-se frustrado e com pouco sucesso em seu ministério. Foi ordenado pelo presbitério e partiu logo a seguir para a Pensilvânia, a serviço da tribo Delaware. Viu também pouco sucesso em seu ministério. Apesar do sentimento de desânimo, solidão e a fraqueza física, pelo ataque da tuberculose que sofria, determinou no seu coração viver inteiramente para o Senhor, não importando o sucesso de seu ministério. Por causa disso passava longo tempo diário orando, muitas vezes jejuando, para Deus lhe encher do poder para fazer a sua obra.

Certa vez orou: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim até os confins da terra; envia-me até aos selvagens do ermo; envia-me para longe de tudo o que se chama conforto da terra; envia-me mesmo para a morte, se for no teu serviço e para promover o teu reino”.

Dali se deslocou para outro grupo de indígenas próximo a Trento, Nova Jersey. Ali ficou extasiado ao ver o quanto aquele povo recebia com avidez a palavra do evangelho pregada. Um dia percebeu que toda a tribo se preparava para uma festa no dia seguinte, em que haveria danças e orgias aos seus deuses. Passou todo o dia e a noite em oração e, no dia seguinte, confrontou os indígenas a não fazerem isso, e pregou o dia todo poderosamente a palavra de Deus a eles. Ao invés do cerimonial pretendido, houve um número maciço de conversões entre eles. Ali ele viu centenas de indígenas se entregando ao Senhor Jesus Cristo. Decidiu permanecer ali se doando a serviço daquela igreja plantada. Escreveu que “Ali queria incendiar-se em uma chama viva para Deus”.

Colocou-se ao lado dos indígenas ameaçados, ajudando-os em sua proteção, e ali construiu uma igreja, uma escola, uma carpintaria e um centro de saúde. Permaneceu naquela tribo apenas dois anos, 1745-1746. No final de 1746 começou a tossir sangue, devido à gravidade da tuberculose. Jonathan Edwards o levou para sua casa para ser tratado. No leito, sua filha Jerusa passou a cuidar dele, e se apaixonou por ele.

Ele faleceu na casa de Jonathan Edwards. Ela também foi contaminada pela tuberculose e, com apenas 18 anos, faleceu alguns meses após a morte dele. Uma das causas do agravamento da enfermidade de Brainerd foi devido ao fato de ele passar muitas noites com o peito no chão frio, orando pela salvação dos índios americanos.

Em seu pouco tempo de ministério, Brainerd se doou pelo Senhor e pela obra. Passou muitas privações e provações. Perdeu-se muitas vezes nas florestas, passou por pântanos, enfrentou chuvas torrenciais, intenso calor, frio de inverno, passou fome, dormiu ao relento e outras coisas mais. Amou mais a Cristo do que seu bem-estar pessoal.

Dificilmente alguém influenciou tantas vidas posteriormente quanto David Brainerd; o próprio Jonathan Edwards (que publicou o diário dele), John Wesley, Henry Martin, Robert McCheyne, William Carrey, e outros muitos. Glórias a Deus por vidas assim que tanto nos inspiram! Precisamos hoje ver pessoas de nossa época vivendo uma vida e um ministério que influenciem milhares também.

Rev. José João de Paula

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