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Como devemos agir em tempos de crises

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.” Eclesiastes 1:9,10

Vivemos dias difíceis e de mudanças radicais sem que tenhamos tempo de nos adaptar. Outras gerações passadas experimentaram dificuldades parecidas com as de hoje quando a população inteira de um país ou região era atingida por uma praga, ou guerra ou mesmo catástrofes naturais que pareciam anunciar o fim do mundo.

Hoje estamos vivendo um momento ímpar dentro de nossa geração aqui no Ocidente, quando a proliferação de um organismo microscópico, o Coronavírus, está abalando a economia, a tranquilidade e a vida cotidiana do planeta.

A crise que vivemos aqui na Europa nesses últimos dias tem servido para mostrar claramente as diferentes reações em face a um grande perigo em potencial e o despreparo da grande maioria quando contemplamos uma ameaça à nossa segurança e por que não dizer, à nossa própria vida.

Várias pessoas tem mostrado um comportamento cético, não acreditando em nenhuma informação dada pela mídia e governantes culpando toda essa crise à uma manipulação financeira onde alguns países ganham fortunas com a desvalorização cambial no mercado internacional.

Outras pessoas ficam desesperadas perdendo a esperança e entregando-se a um pessimismo depressivo paralisante esperando pelo pior. Inúmeros indivíduos correm aos supermercados e estocam comidas para os próximos meses achando que vão garantir a sobrevivência de seus queridos em caso de uma catástrofe de grande proporções.

Mas nós cristãos, como devemos agir em tempos de crise?

Meu primeiro conselho é de por a casa em ordem. O que eu quero dizer com isso? Jesus nos disse em Mateus 6:

“31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? 32 (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; 33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”

Esse texto é lindo e muito encorajador, sugiro que leiam o capítulo inteiro. Mas aqui Jesus está nos dizendo como colocar nossa casa em ordem, ou seja, como devemos reorganizar nossas prioridades.

Pare por um momento e diante das crises da vida e examine sua escala de valores. Suas prioridades. Faça da busca do Reino de Deus e sua justiça a sua prioridade máxima e Deus irá cuidar de todas as outras coisas que você necessita.

Confie em Deus.

“5 Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” como disse o salmista (Sl. 37).

Em segundo lugar obedeça as autoridades. Essa não é a hora de questionar tudo o que seu governante diz, nem de se rebelar contra as decisões oficiais porque ele não pertence ao seu partido preferido ou “não te representa”,

“…Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.” RM 13:1-2

Meu terceiro conselho seria: olhar para trás e aprender como Deus usou seu povo durante as crises semelhantes a qual vivemos hoje.

Durante a grande praga, A Peste Antonina, do segundo século (165 d.c.) no império romano, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, segundo o historiador romano Dião Cássio, a peste matou um terço da população de todo império, cerca de 5 milhões de pessoas, Os cristãos, segundo o mesmo historiador, zelavam pelos doentes nas ruas oferecendo cuidado físico e espiritual em obediência às ordens de seu líder Jesus:

“Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos.” (Jo.15:13)

O resultado dessa ação dos cristãos foi que o cristianismo tornou-se cada vez mais simpático e bem visto no império por onde ele era pregado. Lembrando aqui que os cristãos nessa época eram perseguidos e executados nas arenas por causa de sua fé. (Fonte Wikipédia: Peste Antonina).

A Peste ou Praga de Cipriano, o nome atribuído a uma pandemia que afligiu o Império Romano por duas décadas durante a Crise do terceiro século. Seu nome deriva do Bispo Cipriano de Cartago que descreveu-a em 250a.d..

Ela afetou inumeráveis cidades do período ceifando milhões de vidas. Segundo várias fontes, no auge da pandemia Cipriana, 5.000 pessoas morriam por dia na capital imperial Roma. Ela causou uma ampla escassez de mão de obra para a agricultura e o exército e pode ter influenciado, segundo consenso moderno, a expansão do cristianismo no interior do império devido aos cuidados que estes mostravam para com os doentes mesmo com os que não compartilhavam da mesma fé. (fonte: Wikipédia: Praga de Cipriano).

Em 541 tivemos a Praga de Justiniano que matou mais de 40 milhões de pessoas. A Peste Negra em 1346 que ceifou mais de 100 milhões de vidas e várias outra pandemias que deixaram uma profunda marca na história e no coração dos seus sobreviventes, mas permitiram que a igreja de Cristo também deixasse a marca do amor de Cristo aos desprovidos e necessitados.

Nos dias da Reforma Protestante não foi diferente quando a peste Bubônica assolou e dizimou a população da Europa. Em 1527 a tal peste chegou em Wittenberg, cidade de Martinho Lutero que se recusou a fugir e se isolar da peste preferindo ficar e ministrar aos doentes, o que custou a vida de sua própria filha.

Como julgaríamos Lutero hoje? Louco? Irresponsável? Sem noção?

Sua atitude e consequências deu origem a um pequeno livrete chamado “Devem os cristãos fugirem da Praga?” (não sei se essa obra foi traduzida para o Português, mas ela está disponível em Inglês para download gratuito na internet).

Nesse livrete Lutero argumenta sobre a resposta dos cristãos face às grandes epidemias dizendo que nós, como cristãos, devemos oferecer nosso amor sacrificial aos necessitados e doentes. Que doutores cristãos não deveriam abandonar seus postos e hospitais. Governantes cristãos não devem deixar suas administrações. Pastores não devem abandonar seus fiéis… e assim por diante.

Lutero conclui em sua pequena obra dizendo que a praga não nos dispensa de nossas obrigações como cristãos, mas as transforma em cruzes pelas quais devemos estar preparados a carregar até a morte.

Sem dúvida alguma as grandes crises mundiais virão:

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores. Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.” (Mt 24:6-12)

Sim tempos difíceis virão e já chegou. Vivemos em tempos de crise mundial sem saber o que isso vai acarretar:

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! (Rm 8:37-39)

Faça dessa crise uma oportunidade de servir a Deus e ao próximo. Ame seu próximo levando as Boas Novas do Reino para todos à sua volta:

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.” (Mt 24:13-14).

Ministério Paulo e Valéria Sícoli

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