Lucas Lima e Juliana (Mongolia) 01/02/20019


Ano e lugar novo para nós!

Vida Nova para os mongóis


"Logo, todo aquele que está em Cristo se tornou nova criação. A velha vida acabou, e uma nova vida teve início!" 2Coríntios 5:17


Encontrar discípulos de Jesus e ver uma nova vida nascendo nestes discípulos representa para nós, glorificar a obra dEle na crus. O Evangelho transforma não somente a vida da pessoa que o recebe, mas vai além, e transforma a vida dos que estão ao redor e pode gerar impactos que alcançam todo o planeta.

Posso citar alguns nomes que, transformados por Jesus iniciaram movimentos e ONGs que hoje beneficiam o mundo todo, como o caso de Robert Pierce, fundador da World Vision, ONG que hoje me acolheu como voluntário e tem tirado da miséria milhares de pessoas especialmente crianças.


Bem, mudanças são algo bem frequentes na vida de um missionário e sua família e queremos compartilhar algumas importantes que aconteceram nestes últimos meses. Como contamos no ultimo informativo, devido a todas as mudanças na Lei mongol, portas que se fecharam para permanecermos na Mongólia com visto religioso, e o Senhor nos deixou porta aberta para continuarmos servindo como voluntários por meio da World Vision. No final de setembro nos mudamos de Ulan Bator para Khovd, extremo oeste da Mongólia, divisa com China, Cazaquistão e Rússia.

Fizemos a viagem de 1500 km em 5 dias, pois tivemos problemas com a carretinha que levava nossa mudança. Mas agradecemos a Deus pois nos poupou de quebrar em meio aos 500 km de estradas de terra, e também por nos enviar seus servos, que de todo o coração nos ajudaram a solucionar todos os problemas.

Deserto de Gobi, que se estende desde o sul e segue ao extremo oeste da Mongólia é um lugar de cultura distinta de todos outros lugares e de um palco importante na história: a famosa rota da seda. Moramos agora na parte montanhosa do deserto onde encontramos as Montanhas de Altai com o pico mais alto chegando a 4,506 m de altitude. Aqui também é o único lugar do planeta com camelos de duas corcovas.

Foram quase dois meses construindo nossa nova casa, uma Ger (ou tenda de feltro mongol). Construímos a cerca, cavamos nosso banheiro de fossa e fizemos a estrutura de madeira do banheiro, construímos as duas Gers, compramos os moveis, compramos o carvão e a madeira necessários para uma parte do inverno. E nos seguintes 30 dias, aprendemos como viver nessa Ger: acender o fogo, buscar água no poço, lavar roupas e a louça usando o mínimo de água, quebrar e preparar o carvão para queimar no fogão mongol, e ainda temos aprendido muito sobre nosso novo estilo de vida, cheio de tarefas para a sobrevivência. Tem sido maravilhoso aprender mais da cultura Mongol, e o melhor disso é que morar em uma Ger, tem nos aproximado dos Mongóis que vivem no interior.

Já são 3 encontros com duas famílias vizinhas estudando as escrituras e orando juntos. Orem para que Deus germine a semente nos corações. Queremos celebrar com vocês a esperança chegando no coração dessas famílias.

Este foi o primeiro a demonstrar interesse em conhecer mais de Jesus. Disse ele: "Minha vida está ruim. Interessante como eu estava realmente pensando se eu não deveria orar a Jesus. "Introduzimos sobre Jesus para ele e lhe demos um Novo Testamento com um folheto sobre o verdadeiro Natal".

Em dezembro também, fomos a capital para renovar nossos documentos de permanência no país, e também, nos reunimos com outros missionários para agradecer pelo ano que passou, e encontramos amigos que fizemos neste ano que vivemos em Ulam Bator.

Na capital compartilhei a Palavra com um grupo de homens e tivemos um tempo de confissão e oração juntos.


De volta ao interior, celebramos o natal e ano novo compartilhando sobre Jesus com professores e médicos da cidade e com nossos vizinhos. Também nos reunimos com outros cristãos para celebrar o nascimento de Jesus.

Quero citar aqui um texto escrito pela Juliana sobre este período:
“Estar a milhares de quilômetros distantes dos parentes e amigos brasileiros em época de festas de fim de ano nos fez perceber ainda mais a forca da união da nossa família núcleo, como benção e graça de Deus. A presença de Jesus em nosso meio, entre nós e nossos filhos nos preenche de tal forma que nos sentimos completos. Ele faz isso com propósito para que nosso desejo de dividir esta graça seja ainda maior. Passar a virada de ano na casa de uma família local, nossos vizinhos, foi um privilegio. Sentir o amor de Jesus por eles e através deles, foi nosso presente, nos acolheram com carinho e toda formalidade que a cultura trás. Nos serviram as comidas típicas varias vezes e nos deram a honra de estourar a champanhe.

E nos seguimos sendo nós mesmos com toda informalidade característica da nossa família brasileira, formando um contraste harmonioso por aqui. Com o coração aberto percebemos por trás de alguns olhares um pedido tímido por liberdade. Disfarçado entre falas alteradas banhada pelo álcool e outros pelas palavras caladas de olhares sofridos. Mas é assim mesmo, o contraste das festas de finais de ano; desejos de felicidades para um novo ano, quando ainda duvidamos de que algo novo possa acontecer de fato, e que talvez esta felicidade fique só no desejo mesmo. Como desejar feliz ano novo para vidas velhas? Nossa oração lá mesmo entre eles e após voltarmos para casa foi um pedido por uma vida nova, uma vida que encontre felicidade na Palavra antiga, mas que a cada dia se faz nova no coração de quem tira a máscara do rosto olha para cima, desnudo, informal mesmo se entrega e se arrisca a acreditar nas Boas Novas.

Voltamos para casa com o coração pesado, mas esperançoso de amor. Nosso desejo para este ano, é que você que nos lê, nos ajude em oração por estas e tantas outras pessoas que almejam por vida nova.”

Juliana compartilhou seu testemunho com professores da cidade em uma ação evangelística da cidade.

Neste tempo, temos pedido a Deus para nos enviar Cristãos chaves que nos ajudará no trabalho com estes novos discípulos.

Iniciamos o trabalho social com a comunidade por meio da Visão Mundial na Mongólia. Uma de nossas ações é o Clube de Comunicação que se chama “Escute minha voz”, o qual atende crianças e adolescentes que, por meio de ferramentas de comunicação produzirá conteúdos que expressarão suas necessidades, sentimentos e sonhos, e os farão ser ouvidos, algo que na cultura mongol não acontece naturalmente. Aqui crianças não têm voz em casa, na comunidade e perante o governo.

Este mês de dezembro, tivemos nossos primeiros encontros com 30 estudantes de duas escolas. Foi emocionante vê-los por meio da produção de texto e de vídeos, contar suas próprias histórias. 

Outra ação que investiremos é junto a agricultura local. Pretendemos, neste primeiro ano aprender mais e ouvir as pessoas para saber como poderemos contribuir para desenvolver as relações comerciais e financeiras do local.

Pedidos de oração:

  • Continuem orando por nossa adaptação. Estamos passando por outra fase de choque cultural, pois a vida no interior da Mongólia é ainda mais diferente que na capital.
  • Orem por nosso aprendizado da língua mongol. Já conseguimos nos comunicar no nível básico, porém ainda muito limitados. A língua mongol tem exigido bastante e precisamos de ânimo em meio à tantos desafios.
  • Orem por todos envolvidos financeiramente e para que nossa situação econômica no Brasil se torne estável com o novo governo.
  • Orem por nossa vida pessoal e espiritual, para que possamos estar mais íntimos de Jesus.
  • Orem pela educação da Flora e João em casa. Que Deus capacite Juliana e eu a conduzi-los no conhecimento escolar, espiritual e para a vida.
  • Agradecemos pela alegria que Deus tem nos dado, mesmo em meio aos choques culturais, saudade da família e de nosso país. E pelo privilégio de servir a Jesus aqui na Mongólia.

Seja a alegria e a graça de Deus com vocês e conosco a nos levar mais perto de Jesus e nos conduzir em Sua vontade cada dia.

 

Lucas e Juliana

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