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Erlo Hartwig Stegen

29/11/2025

QUANDO DEUS FENDE OS CÉUS E DESCE (ISAÍAS 64. 1-4)

Quando o pastor e missionário Erlo Stegen observou aqueles patos flutuando sobre a água, ele viu que, quando mergulhavam, e ainda que demorando debaixo das águas, eles retornavam secos, igual às pedras que, mesmo no fundo da lagoa, permaneciam secas por dentro. “Os zulus parecem esses patos e essas pedras. Eles mergulham no cristianismo, mas continuam secos”, pensou Erlo. Havia 12 anos que ele pregava na África do Sul. Nas crises, eles continuavam buscando os feiticeiros. Os jovens permaneciam mais interessados em “álcool, sexo, futebol, discotecas, pornografia, televisão etc”. Jesus continuava a ser apenas “um Jesus dos brancos”. E isso, especialmente, incomodava o branco Erlo Stegen, descendente de alemães e que crescera perto de Lilienthal, que fica uns 50 km de Pietermaritzburg, no Sul da África. Ele não queria ser pastor e, muito menos, havia planejado ser missionário. Ele queria era ficar rico, trabalhar para juntar muito dinheiro!

Porém, aos 15 anos de idade, ele leu um livro intitulado “De ateu à evangelista”. Esse livro o incomodou muito, mas foram as pregações e as conversas que teve com seu pastor que geraram uma crise em seu coração. Seu pastor, então, o enviou a uma Conferência Cristã. Durante aquela Conferência, ao abrir a Bíblia, Erlo leu: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Ele ficou tão irado com aquela passagem bíblica, que saiu imediatamente dali e voltou para casa. O deus de Erlo era o dinheiro e, durante 3 anos, ele relutou contra aquele verso que lera, até que o Espírito Santo não apenas o traz para pastorear os brancos, mas o leva também para cuidar de uma congregação entre o Povo Zulu. Trabalhando ali e pregando incessantemente por 12 anos, Erlo estava pronto para ir embora, pois não se via chamado para trabalhar com “aqueles patos e pedras”.

Porém, uma experiência frustrante o marca. Uma mãe o procura para que ele ajudasse a filha endemoniada. Ao chegar na casa da menina, ela está amarrada por fios cortantes à cama e toda sangrando. Mesmo orando exaustivamente, Erlo não consegue exorcizar a menina e isso o confronta, pois, naquele momento, ele percebe que também era “um pato”, que mergulhava nas águas da Bíblia, mas continuava seco, intocado por aquelas verdades que lia e pregava. Por quê? O que impedia Erlo de ser usado por Deus para abençoar aquele povo? Erlo começa a orar por avivamento e, surpreendam-se, o avivamento veio. Contudo, para desgosto de Erlo, o avivamento começou na própria vida dele. Imaginei um negro andando com uma mala, conta Erlo, e eu tendo de dizer a ele: “Deixe-me levar a mala para você”. — Isso é impossível; não consigo fazer isso. Ó Deus, por favor me perdoa, mas eu não consigo fazer isso”!

O Espírito Santo convenceu Erlo do seu profundo racismo. Erlo tinha aversão aos negros zulus. Tinha vergonha de que os brancos o vissem ajoelhado com os negros e orando com eles. Um dia, numa reunião de oração, como havia brancos lá fora que poderiam vê-lo com os negros, Erlo fechou a janela. Porém, quando ele fez isso, ele viu que sua atitude estaria deixando Deus do lado de fora. Era o seu orgulho! Sim! Erlo era o maior impedimento para que ele fosse usado por Deus no meio daquele povo! Erlo se ajoelhou durante um culto com os zulu, pediu perdão a Deus e a eles pelos seus pecados e, então, o vento soprou poderosamente! Uma outra mulher endemoniada se apresentou diante de Erlo e dos demais missionários. Ela urrava, seus olhos quase saltavam de suas órbitas; de dentro dela, eles podiam ouvir cães latindo e porcos grunhindo, mas, dessa vez, aquela mulher foi liberta. A partir daí, milhares de feiticeiros se arrependeram e confessaram seus pecados. Erlo testemunhou a cura de milhares de almas que foram arrancadas do poder das trevas e levadas a Jesus entre o Povo Zulu.

Deus atendeu a oração do missionário, mas o avivamento precisou trazer arrependimento a ele antes de soprar sobre o povo. A Bíblia afirma que o julgamento de Deus deve começar pela casa de Deus, ou seja, pela igreja (I Pe 4.17). Erlo aprendeu que o avivamento pelo qual tanto clamamos precisa começar no nosso próprio coração.

Rev. Fábio Ribas

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