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Desculpas ou envolvimento

05/09/2025

Uma das perguntas que sempre faço é: Por que não? Por trás da resposta existem grandes realizações e ao mesmo tempo grandes fracassos. Sempre que encontramos grandes desafios, também encontramos grandes obstáculos que pretendem limitar algum projeto ou sonho. Muitas vezes essa pergunta pode levar as pessoas a expressarem um desejo apenas e tudo acaba como um desabafo. Outros, ao fazerem essa pergunta, sentem-se desafiados, mas há aqueles que abraçam os desafios e lutam para vencer os obstáculos, questionando o que está impedindo aquela realização e, assim, conseguem alcançar os objetivos.

Na minha trajetória missionária, tenho visto e ouvido algumas desculpas quando se trata de “desafios missionários para a igreja local”, seja algum projeto no bairro, na cidade ou em contexto transcultural.

Ao falar sobre a necessidade de um envolvimento maior da Igreja de Cristo com a obra missionária, escuto frequentemente algumas desculpas como estas:

A igreja não tem visão

É muito interessante quando ouço essa resposta, pois se percebemos que estamos com algum problema nos nossos olhos, procuramos um especialista. Ao falarmos de missões, também precisamos fazer um teste com “o especialista” no assunto e olharmos para as Sagradas Escrituras. Podemos também ler a respeito do assunto, pesquisar, conversar com missionários, conhecer agências missionárias, entrar em contato com a APMT, participar em eventos missionários ou, até mesmo, visitar algum campo missionário, para que possamos tirar as nossas conclusões e com a graça de Deus ajustar o nosso foco e consertar a nossa “visão missionária”.

Não temos recursos humanos nem financeiros

Tenho visitado algumas igrejas e vejo que, em quase todas, há pessoas dispostas a servir, a trabalhar e que Deus tem confiado a essas pessoas e igrejas recursos financeiros para que a obra dele seja realizada. Porém, algumas igrejas têm estancado tanto no crescimento local quanto no envolvimento com a obra missionária. Como mudar essa situação? Toda igreja envolvida com a obra missionária, orando, evangelizando, discipulando, contribuindo, enviando e motivando, apresenta sinais de que é uma igreja saudável e que tem desenvolvimento e crescimento locais igualmente saudáveis.

Estamos passando por uma terrível crise

É verdade que o Brasil está vivendo uma crise acentuada e que essa crise tem afetado diferentes setores, mas o que realmente não podemos perder de vista é que a igreja não é a causa dessa crise. Na verdade, somos parte da solução. Nós somos os agentes de Deus neste mundo e o Reino de Deus nunca está em crise. Em todas as épocas, os servos de Deus enfrentaram adversidades e muitas dificuldades. Apesar de todas as situações contrárias, a Igreja se manteve fiel. Só no primeiro século, por exemplo, quase não houve trégua na questão da perseguição aos cristãos, que sempre estavam em movimento. Muitas vezes tiveram que fugir da perseguição, eram expulsos de uma cidade ou até mesmo do país. Apesar das crises, como vemos no livro de Atos, eles saíam pregando por onde iam, usando o que tinham para demostrar seu compromisso com Deus e uns com outros. Nas epístolas paulinas, vemos igrejas passando pelas mesmas crises e, mesmo assim, cooperando e suprindo as necessidades de outros irmãos.

Como você responde a esta pergunta: Por que não? Por que não fazer missões agora? Para nos ajudar a entender um pouco a importância dessa resposta, vamos lembrar o que disse Benjamin Franklin: “Aquele que é bom para elaborar desculpas, raramente é bom em qualquer outra coisa”. J.C. Maxwell disse: “É mais fácil passar do fracasso para o êxito que das desculpas para o êxito”. E Paulo escreveu à igreja dos Filipenses: “Tudo posso naquele que me fortalece” Fl. 4:13. Tudo é tudo, inclusive missões! O que você acha?

Algumas igrejas ficam presas nas desculpas e vão se enfraquecendo, enquanto outras não se fixam nas circunstâncias adversas, mas sim nas promessas de Deus. Estas, em obediência, tomam decisões importantes, vão conquistando o mundo para Jesus, a partir de si mesmas, no envio e com parcerias missionárias. São essas igrejas que fazem a diferença agora e no futuro.

Que o Senhor da Seara inflame os nossos corações para nos envolvermos da maneira correta com a sua obra.

Rev. Jairo e Kênia Rodrigues

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