Rev. F. N. e E. M.
29/08/2025
Ásia, agosto 2025
“Tema ao Senhor toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo. Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmos 33:8
Queridos irmãos,
Aqui do outro lado da Grande Muralha...
No mês de julho, tivemos uma reunião com um grupo de missionários que atuam na Ásia há muitos anos. Ao todo, eram 30 famílias espalhadas pelo leste asiático — alguns já vivem aqui há cerca de 30 anos.
A eles fizemos a mesma pergunta que muitos irmãos no Brasil nos fazem: Como está a nossa família na fé?Ouvimos muitos relatos e, de acordo com o tempo que passamos juntos a estes trabalhadores, queremos compartilhar com vocês nossas impressões sobre o trabalho que tem sido feito aqui nos últimos anos.
Primeiramente, é preciso lembrar que aqui, especificamente, nunca teve uma cultura cristã profunda. Muitos tentaram evangelizar e a semente foi lançada, mas a colheita tem sido muito pequena e inconsistente diante do número gigantesco de pessoas que aqui vive.
O que encontramos é uma Igreja muito pequena em comparação à população, fragmentada pela perseguição e fraca na doutrina devido à dificuldade em formar liderança.
Essa realidade brutal atinge profundamente o nosso coração e nos faz clamar ao Senhor diariamente: Como? Por onde começar? O que fazer para ajudar? Senhor, ilumina-nos nesta missão!
Também observamos que, apesar da perseguição — cada vez mais intensa, cruel e organizada —, nossos irmãos têm trabalhado incansavelmente.
Contudo, alguns têm partido repentinamente: soubemos que três de nossos irmãos foram cruelmente assassinados no primeiro semestre deste ano, deixando familiares esperançosos pelo reencontro na glória celestial. Outros estão desaparecidos, e suas famílias oram incessantemente por seus retornos. Conhecemos, ainda, uma irmã que foi sentenciada a cinco anos de prisão pelo “crime” de evangelismo. Ela cumpriu a pena e, no tempo em que esteve presa, fez amizade com policiais. Após ser libertada, foi convidada a aconselhar detentas com problemas psicológicos e, hoje, desenvolve um trabalho voluntário de aconselhamento na penitenciária.
Vemos no rosto dos trabalhadores um cansaço profundo. Famílias que caminham pela fé, mas que, em seus lábios, repetem sempre o mesmo pedido de oração: “Precisamos de apoio. A seara é grande e os trabalhadores são poucos...”
Outra grande dificuldade enfrentada é a burocracia, que intimida os obreiros. A enxurrada de documentos toma tempo, paciência, recursos e tranquilidade. A cada seis meses somos submetidos a este processo, o que torna a caminhada ainda mais cansativa.
Por fim, notamos que os recursos financeiros são limitados para todos. Mesmo os que estão aqui há muito tempo não dispõem de meios suficientes para adquirir materiais didáticos, visitar comunidades no interior ou custear a documentação. Alguns têm buscado trabalho secular, mas isso prejudica o discipulado, que aqui acontece em pequenos grupos ou individualmente.
Queridos, intercedam por nós para que o Pai nos mostre como podemos ser úteis em Sua seara nesta nação.
No amor do Senhor da seara,
Rev. F.N.F e E.M.M.F
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