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Ageirson Ramos e Loenes (Indígenas)

09/08/2022

“Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” Atos 20:24

 

Em 2017, quando eu e Loenes nos casamos, saímos da Missão Caiuá a fim de trabalharmos com o povo Guarani Nhandeva, no Paraná. Um ano e meio depois de casados e bem estabelecidos na cidade de Guaíra, Loenes teve o segundo avc, sendo transferida para a uti de um hospital em Cascavel-PR, ficando por lá quase três meses, sendo 45 dias na uti em estado grave, em coma. Foi diagnosticada com uma síndrome raríssima chamada Síndrome de Melas, sendo pouco conhecida.

Em decorrência desta doença, no segundo avc, ela passou a sofrer demência, nem mesmo me reconhecendo e a seus familiares. Aconselhado pelo médico, para que deixássemos a cidade que estávamos por não ter aporte médico que atendesse a minha esposa. Fomos aconselhados por nossa liderança na APMT a retornar para a missão Caiuá afim de tratamento da minha esposa e que eu pudesse continuar com meu trabalho transcultural.

Loenes ficou ainda por um ano e meio sem me reconhecer, sem andar e necessitando de cuidados delicados. Na Missão Caiuá, fomo muito acolhidos por nosso líder, Rev. Beijamim e por nossos irmãos da Missão. Sentimos mesmo todo o cuidado dispensado a nós, tanto pela Missão Caiuá, como pela nossa agência missionária APMT e os irmãos da IPB em muitas partes do Brasil.

Iniciei meus trabalhos, fazendo uma sondagem na aldeia Bororó de como poderíamos abençoar essa aldeia, mesmo tendo como compromisso precípuo, o cuidado com minha amada esposa. Depois de algumas conversas, iniciamos o Projeto Casa do Mel, que seria basicamente o ensino de Apicultura a quatro famílias na aldeia, o agora tem se estendido a outras áreas, como por exemplo, a agricultura familiar com o projeto de perfuração de um poço, como o fim de fornecimento de água para irrigação de uma futura horta e outros plantios.

Também tenho dado auxílio no Instituto Bíblico Rev. Felipe Landes. Um instituto que tem o objetivo de capacitar líderes indígenas para levarem a Palavra de Deus aos seus.

Hoje Loenes pode caminhar, alimenta-se bem, ainda necessita de cuidados especiais, por ser portadora de uma doença neurodegenerativa. Ela não entende os sons da fala, quando conversamos. Porém, graças a Deus, tem vencido, batalha por batalha, crise por crise, mantendo vivo em sua mente, o amor a Deus. Ela também já me reconhece como seu marido.

Continuamos firmes no trabalho, sabendo que nenhum trabalho para o Senhor, é em vão. Toda honra, toda glória sejam dadas ao Senhor, nosso único Salvador e Senhor das nossas vidas.

 

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