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A urgente necessidade de Reforma na igreja

“Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm. 1:17)

No dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero, pregou nas portas do Castelo de Witemberg, Alemanha, 95 teses contra as chamadas “indulgências plenárias”, ou seja, a promessa da Igreja Católica de absolver as pessoas de todos os seus pecados até o dia de sua morte, se tão somente contribuíssem monetariamente para os cofres da Igreja. A partir deste ato, eclodiu-se uma série de movimentos reformistas na Igreja, que já estavam “engasgados” nas entranhas de muita gente. Lutero não podia mais conter sua fé reformista.

Confesso que nos dias atuais, fico com um tremendo “nó” na garganta, ansioso para dar um grito de Reforma Já – não, não é a Reforma da Previdência, ou do Senado -, mas, sim, a Reforma da Igreja de Cristo Jesus. Não agüento mais ser tachado de “incrédulo”, ou um “pastor de pouca fé” só porque não faço um culto de libertação, pois entendo que todo culto é de libertação. Não agüento mais ser olhado de lado pelos irmãos pentecostais e neo-pentecostais só porque não creio em maldição hereditária na vida de um cristão liberto pelo sangue de Jesus. E o que dizer daqueles que me dizem que não sou batizado com o Espírito Santo só porque não falo em “língua estranha”. “O seu culto é frio” dizem eles, só porque prefiro ter um culto racional, segundo Romanos 12:1. Quando, então, falo sobre o meditar na Bíblia diariamente e que a pregação é o centro do culto, me chamam de quadrado; afinal, “somos a geração que dança”. Eu, particularmente, prefiro ser classificado como a “geração que ora, que jejua, que lê Bíblia, que testemunha”. Chamam-me de conservador, só porque não saio ungindo os carros dos irmãos, as casas, as chácaras, as contas bancárias, porque entendo que gente é mais importante que coisas. Dizem que tenho pouca unção só porque não consigo adivinhar seus sonhos, seus pensamentos ou o que vai acontecer com eles daqui alguns dias. Prefiro confiar na providência de Deus, pois, basta a cada dia o seu próprio mal.

Não nego que, de vez em quando, entro em crise no meu ministério, e sou tentado a ceder à pressão de uma nação evangélica brasileira que insiste na ignorância e infantilidade dos sentimentos produzidos eletronicamente. Mas, então, lembro de Lutero que não temeu ir contra o sistema dominante. Pelo contrário, denunciou a exploração do clero, a ignorância das Escrituras, a promiscuidade atrás do ritualismo. O resultado de seus atos permanece até hoje.

Certamente, a Igreja de Cristo precisa urgentemente de Reforma, para destruir esse sincretismo religioso emergente em nossas igrejas. Precisamos restaurar a centralidade da Palavra de Deus em nossas vidas e entender que o justo vive por fé, apenas!

Rev. Cleber Macedo de Oliveira

(Pastor da Segunda Igreja Presbiteriana de Uberaba, doutorando em Teologia pastoral pelo Centro de Pós-graduação Andrew Jumper e missionário da APMT)

 

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