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A passagem da morte para a vida

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para vida” João 5.24

Quando Deus estabeleceu a páscoa no Egito, disse que era preciso matar um cordeiro e que o seu sangue fosse colocado sobre os umbrais das casas dos israelitas, a fim de que o Anjo da morte passasse por cima da casa deles para que não matasse seus filhos primogênitos, mas só os primogênitos dos egípcios. A morte do cordeiro apontava para o sacrifício perfeito de Cristo. Por isso, a libertação do cativeiro egípcio apontava para uma libertação mais profunda, a libertação do cativeiro do pecado pela morte e ressureição do Filho de Deus. João Batista, ao ver Jesus, disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Portanto, para nós cristãos: Páscoa é Cristo, sua morte e ressureição para nossa salvação. Em Cristo, passamos da morte para vida. Essa é a mensagem principal que anunciamos na Guiné-Bissau nesta época e sempre.

Na sexta-feira da sua morte, Jesus proferiu as famosas “sete palavras da cruz”, as quais deram origem ao costume entre os cristãos do culto das “sete palavras”, todavia, após ressuscitar dos mortos e aparecer aos seus discípulos, ele proferiu também, o que eu chamo das “palavras da ressurreição”, cuja ênfase estava na pregação do evangelho a toda a criatura, no discipulado das nações, na plantação de igrejas até os confins da terra a fim de que os eleitos sejam reunidos para a adorem a Deus através de Cristo e darem testemunho dele no mundo no poder do Espírito Santo.

Talvez nesta páscoa, não poderemos nos reunir presencialmente como igreja para cultuar a Deus e celebrar a morte e a ressurreição de Cristo, todavia, a adoração que é devida ao Deus vivo e verdadeiro, que nos salvou e nos tirou da morte para a vida por meio do seu Filho Jesus Cristo; a proclamação do nome de Jesus entre as nações como Senhor e Salvador, sendo uma implicação direta da sua vitória sobre a morte, não pode ser negligenciada por nós em lugar nenhum e em qualquer situação, mesmo neste momento que estamos vivendo. Aliás, a pandemia da covid 19, deve aguçar o nosso senso de urgência sobre a necessidade de chamarmos as pessoas, em todo o mundo, para a fé em Cristo e a adoração do único Deus, que reina sobre tudo e sobre todos.

A Guiné-Bissau, localizada na África Ocidental, como a maioria dos países africanos, é um caldeirão étnico, linguístico, cultural e religioso. O povo guineense, constituído de várias etnias, é um povo receptivo, festivo e que tem como umas de suas marcas o “djumbai”, sentar-se em grupo para conversas, divertimento e comunhão familiar, étnica, cultural e religiosa. Por isso, festas e comemorações são bastantes comuns aqui. Porém, quando não há a presença e a influência do evangelho de Cristo nelas, esse aspecto festivo do povo descamba para a bebedeira e a idolatria.

Normalmente na páscoa, as escolas têm uma ou duas semanas de férias, pois seguem o calendário europeu, cujo o ano letivo vai de setembro a junho ou de outubro a julho, dependendo da escola. Por isso, os guineenses aproveitam esse período para visitar parentes no interior e algumas igrejas fazem acampamentos, evangelismos e congressos. Nossa igreja costuma passar o filme Jesus na sexta e no sábado e no domingo de manhã, acontece o culto às 6.00 horas, depois um café, seguido da escola dominical, celebração da Ceia do Senhor e encerramento com um almoço, porém não há culto à noite neste dia para que o “djumbai” seja mais prolongado.

E você, e sua família, e sua igreja, o que farão nesta páscoa? Independentemente do que façam, o louvor, a adoração e a gratidão a Deus pela nossa libertação do pecado através de Jesus, deve ser o foco da nossa celebração; junto com a proclamação do nome de Jesus, pois ele morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos povos e suas últimas palavras aqui na terra nos desafia a fazermos discípulos de todas as nações, como a grande tarefa que recebemos de Jesus, porém, a bênção é que contamos com a sua grande promessa para realizá-la: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

Rev. Paulo Serafim

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