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A importância da vinda de Jesus ao mundo

 

Rev. Paulo Serafim de Souza,

Missionário em Guiné-Bissau

 

Em seu livro: “Revelação Messiânica no Velho Testamento”, Van Groningen, desenvolve com detalhes o conceito messiânico, tratando das várias profecias que apontavam para a vinda do Messias, o “Ungido ou enviado de Deus” que viria como sacerdote para levar os homens a Deus, como profeta para trazer Deus aos homens e como rei para exercer o governo de Deus entre os homens a fim de redimir a humanidade caída e todo o cosmo. A primeira promessa da sua vinda está em Gênesis 3.15, que geralmente é chamado de o “protoevangelho”, ou seja, o primeiro anúncio das boas novas de redenção. Essas profecias percorrem todo o Antigo Testamento, todavia, torna-se mais abundante no livro de Isaías.

Na ordem da organização do Antigo Testamento, Isaías figura como o primeiro livro dos profetas maiores. “Isaías”, significa Yahweh é salvação, um significado que aponta para o tema do livro, bem como para o assunto global dos mensageiros de Deus. O livro de Isaías já foi chamado de o “Evangelho do Antigo Testamento”, “o quinto Evangelho” e Isaías é chamado de “O profeta evangélico”, devido seu livro registrar várias profecias acerca da vinda do Messias, isto é, acerca da vinda de Jesus como o capítulo 53, que chama a nossa atenção para o seu sofrimento e morte na cruz do Calvário por causa dos nossos pecados.

Isaías é o livro do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento e o que tem maior conteúdo messiânico. O capítulo 9.1-7, está incluído nessas passagens messiânicas, destacando a vinda e o reinado do Messias. Esse texto nos dará algumas indicações sobre a pessoa e o caráter do rei messiânico; dos efeitos do seu reinado sobre as pessoas e toda a criação. Pensando nisso, chama sua atenção para o tema desta mensagem alusivo ao natal que se aproxima: “Importância da vinda de Jesus ao mundo.”

 

Segundo o texto em questão, a sua vinda é importante porque traz luz aos que vivem nas trevas do pecado.

O profeta começa anunciando que a terra que estava aflita não continuará na escuridão. A terra que era desprezada, a região da Galileia, Deus iria torná-la grandiosa porque o Filho de Deus iria morar e viver algum tempo naquela região desprezada da Palestina. Aquele povo que andava em trevas e escuridão, desprezados pelos judeus, principalmente pelos religiosos saduceus e fariseus, viram a luz do mundo entre eles e foram libertos pela graça de Deus.

Jesus, a luz do mundo libertou muitas pessoas das trevas do pecado não somente na Galileia, mas por onde passou e continua fazendo isso em todo tempo e lugar que sua Palavra é pregada como no Brasil e na Guiné-Bissau. No começo do século de 19, o Brasil praticamente vivia em trevas espirituais com pouco luz do evangelho de Cristo, mas com a chegada dos missionários pregando a Palavra de Deus e anunciando a Jesus, muitos brasileiros foram libertos das trevas do pecado e continuam sendo libertos até hoje.

Da mesma forma tem acontecido na Guiné-Bissau, há algumas décadas, Guiné-Bissau vivia na escuridão não somente física, mas principalmente espiritual. Todavia, com a chegada dos missionários pregando Jesus Cristo, a luz do mundo, muitos guineenses foram libertos das trevas do pecado e continuam sendo libertos até hoje pela graça de Deus. Por causa disso, a alegria é aumentada pela nossa salvação e pela salvação dos nossos compatriotas, como vemos no versículo 3.

Assim como Deus libertou o seu povo do julgo dos seus inimigos midianitas, Jesus quebrou o nosso julgo do pecado e fomos libertos do seu cativeiro. Agora somos livres para servir a Deus com temor e tremor, pois não estamos mais em trevas, e sim, na luz de Jesus. Por isso, não temos mais parte com as trevas, com o pecado e com Satanás. Somos da luz, da santidade e da verdade. A luz de Jesus tem brilhado na sua vida? As pessoas têm visto essa luz pelo seu testemunho e sido libertas das trevas do pecado? Quem anda com Jesus, a luz do mundo, não pode mais está preso à escuridão, às trevas do pecado.

 

Segundo o texto, a vinda de Jesus ao mundo é importante porque traz luz aos que vivem nas trevas do pecado e também porque traz paz aos que vivem em inimizade contra de Deus.

Não é em vão que o título dado a Jesus: Príncipe ou Rei da Paz vem em último nesta série de vários títulos, pois ele é o clímax, o fechamento dos demais. Ele é Maravilhoso Conselheiro, isto é; trouxe os sábios conselhos de Deus; ele é Deus Forte, que vence os seus inimigos; ele é Pai da Eternidade, que concede a vida eterna ao seu povo e é o Príncipe da Paz, que reconcilia os inimigos de Deus, acabando com a guerra e a inimizade que havia entre nós e Deus por causa do nossos pecados.

Isaías usa uma figura bem forte no versículo 5 para falar da paz que o Messias traria: a armadura que os soldados usavam para guerrear serão queimadas no fogo. Não há mais necessidade de lutar contra Deus, de fugir dele por causa dos nossos pecados, Jesus nos reconcilia com Deus através da sua obra na cruz do calvário. Paulo escrevendo aos coríntios diz que em Cristo Deus estava reconciliando consigo o mundo e nos fazendo instrumento de reconciliação. Aos efésios Paulo diz que Cristo é a nossa paz, o verdadeiro Shalom, a harmonia de todas as coisas só é possível por meio de Cristo, o príncipe da paz.

Quando Jesus nasceu lá em Belém da Judeia, o que os anjos disseram? “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” Após ressurgir dos mortos, qual foi a primeira palavra de Jesus aos seus discípulos: “Paz seja convosco.” A paz que Cristo traz não significa ausência de guerra, conflitos e dificuldades, pois no mundo teremos aflições, como Jesus mesmo disse. Sua paz significa reconciliação com Deus, perdão de nossos pecados e a garantia que não seremos mais condenados pelos nossos pecados.

Essa paz com Deus traz paz ao meu coração e permite que eu viva ligado com Deus e com o meu próximo e comigo mesmo. A fé em Cristo, exercida pela oração é um grande antídoto contra a ansiedade e preocupações da vida: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que exerce todo entendimento, guardará a vossa mente em Cristo Jesus.” A paz que Jesus traz é duradoura e não depende das circunstâncias. Você tem experimentado a paz de Cristo advinda da reconciliação com Deus? Se não tem, creia de todo o seu coração em Jesus a fim de que seja reconciliado e perdoado por Deus.

Segundo o texto, a vinda de Jesus ao mundo é importante porque traz luz aos que vivem nas trevas do pecado; paz aos que vivem em inimizade contra Deus e, por fim; porque traz justiça aos que vivem neste mundo de injustiça.

 

No tempo do profeta Isaías, ele e o povo conviveram com alguns reis de Judá que eram injustos como Acaz. Todavia, o menino que nasceria para ser rei e governar o mundo, o governará com justiça para sempre, pois seu reinado é eterno. Sob o seu governo haverá uma justiça estável e ordenada. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto. O próprio Deus zelará para que essa Palavra se cumpra, como tem se cumprido com o governo justo, soberano, estável e eterno de Cristo no coração daqueles que se submetem a ele aqui e agora. Mas haverá um dia em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor para glória de Deus Pai.

Nós aguardamos novos céus e nova terra onde habita a justiça plena de Cristo, porém, já experimentamos o seu governo justo em nossas vidas. Cristo governa o seu povo por meio de sua Palavra aplicada pelo Espírito Santo. Cristo governa pelo cetro da Palavra dizia Calvino. Jesus é o verdadeiro herdeiro do trono de Davi, que reina com toda justiça e quem espera nele também tem fome e sede de justiça, como vemos no sermão do monte: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados.”

Nós não temos justiça própria, por isso, precisamos desesperadamente da justiça de Cristo, o Rei justo. A justiça dele é imputada a nós a fim de que sejamos declarados justos diante de Deus. Justificados por Cristo, procuramos viver de maneira justa como ele é justo. Procuramos a praticar a justiça no trato com nossa família, com o nosso irmão e com o nosso próximo. A igreja como sinal do reino de Deus deve refletir a justiça do seu rei. Por isso, na igreja não há lugar para racismo, tribalismo, preferências por causa da posição social, educacional ou econômica. Neste mundo ainda convivemos com muitas injustiças, mas temos que nos lembrar que pertencemos ao reino dos céus, cujo o rei governa com justiça, portanto, os seus súditos devem espelhar a justiça do seu reino e do seu governo justo, soberano e eterno. Onde está sua esperança? Nos governos injustos deste mundo ou no governo justo do rei Jesus?

À guisa de conclusão, podemos dizer o seguinte: O profeta Isaías usa um tempo verbal hebraico chamado perfeito profético. Ele fala do futuro, mas como se ele já tivesse acontecido porque para Deus a promessa se cumprirá perfeitamente. A vinda de Jesus ao mundo conforme profetizado por Isaías e demais profetas do Antigo Testamento atestam com clareza essa verdade. O Filho que nasceu é “um Conselheiro onisciente”; “um Libertador onipotente”; “um Confortador onipresente” e “um Governante beneficente”.

Ele traz luz aos que vivem nas trevas do pecado; traz paz aos que vivem em inimizade contra Deus e traz justiça aos que vivem neste mundo de injustiça. Você já foi liberto do pecado, reconciliado com Deus e desfruta da paz com Deus. Jesus nasceu: a luz brilhou nas trevas; Jesus nasceu: a paz venceu a guerra; Jesus nasceu: a justiça prevaleceu sobre a injustiça. Que ao comemorarmos mais um natal de Jesus, possamos desfrutar daquilo que o natal significa para nós. Que Jesus, o Senhor do natal reine no seu coração e que você responda com louvor, adoração e proclamação do seu santo nome neste natal e por todos os dias da sua vida! Lembre-se: O Senhor e Salvador Jesus nasceu, portanto, ele deve ser pregado, conhecido, crido e adorado entre às nações “para que todos comemorem o dia que Jesus nasceu”, conforme destaca o slogan da campanha da APMT deste natal. Amém.

 

 

 

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