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21-07-2005

Imaginemos algumas situações hipotéticas:

Situação 1 
Mário está tranqüilo, relaxado, no aconchego da sua casa e quando verifica sua caixa de correio e pega a correspondência, constata que ali está, mais uma vez, aquele envelope do desconhecido missionário. “Não é possível! Como é que esse cara conseguiu meu endereço? Todo mês é a mesma coisa! Lá vem ele de novo falando sobre uma realidade em que não estou interessado e para piorar, toda carta que chega vem com este boleto bancário”. Mais um papel que vai para o lixo. 

Situação 2
Num gabinete pastoral: “Pastor, há pouco mais de 1 ano sou contribuinte deste missionário aqui (e mostra-lhe o nome num papel). Mas eu não sei quase nada sobre ele. Comecei a contribuir depois que ele veio aqui na igreja naquela ocasião, lembra? Pois é, depois disso, em todos esses meses, recebi duas cartas daquele tipo circular e esse foi todo o contato que ele fez comigo. Eu e minha família temos orado por ele, desde então, mas não há nenhum relacionamento entre nós. Acontece que há alguns meses conheci o João, sabe? Aquele missionário de quem falei. Este rapaz tem sido uma bênção em nossas vidas. Já esteve em nossa casa, nos telefona para saber como estamos e tem orado por nós. Ele até sabe de algumas de nossas lutas e tem sido nosso conselheiro. Ele manda cartas com freqüência e o senhor precisa ver que bênção! Sempre compartilha seus passos no campo, suas vitórias, suas expectativas… Ele é um apaixonado pelo que faz. Realmente acredita, é um entusiasta e vemos Deus agindo através dele, por isso, eu e minha esposa decidimos parar de contribuir com aquele missionário, que é praticamente um estranho para nós, e resolvemos investir no ministério do João. Aliás, ele deixou claro que não é o ministério dele e sim nosso, pois somente uma boa, sincronizada e unida equipe pode realizar com êxito aquele ministério.

Situação 3
Será que este missionário não desconfia? Recebo dezenas de e-mails por dia e é muita pretensão achar que vou ler esta carta enorme. Imprimir para ler depois?! Nem pensar. A tinta está caríssima. Além do mais, ele manda todo mês mesmo… São todas parecidas… Vou apagar logo porque assim não fico pensando nisso e desocupo minha caixa postal. Melhor ainda, acho que vou bloquear o remetente…

Situação 4
“Oh Senhor, sabes como amo este missionário e como tenho orado por ele a cada dia. Orei pelo restabelecimento da saúde de sua filhinha há 5 meses, quando recebi uma carta dizendo que ela estava doente, mas não tive nenhuma outra notícia. Será que ela melhorou? Será que não?” 

Situação 5
Puxa vida, é o quarto mês consecutivo em que tenho depositado a oferta para este missionário e não tenho nenhum retorno. Será que ele tem recebido? Será que aconteceu algum extravio? Ninguém me mandou nenhum comunicado, nenhuma confirmação, nenhum recibo… é… acho que vou parar de depositar.

Situação 6
Não me diga?! Verdade que este missionário esteve aqui em nossa cidade? Puxa, eu nem soube! Queria tanto vê-lo! Sou sua contribuinte há tanto tempo… Coitado, vai ver ele estava meio corrido né?!

Situação 7
Puxa, que legal! Este missionário sempre liga pra vocês, não é mesmo? Deve ser uma bênção serem tão próximos e poderem compartilhar juntos este ministério tão importante para o Reino. Como vocês se sentem em relação a isso? No meu caso eu acabei desanimando com missões, pois os missionários com os quais já tentei manter contato nunca me deram um retorno satisfatório. 

Situação 8
Veja filhinha, chegaram mais fotos do missionário, sua esposa e filhos. Esta aqui, só das crianças, ele enviou para você e sua irmã. Coloque lá no seu quarto e assim lembrarão de orar por elas todos os dias.

Quando o missionário busca seu sustento, é imprescindível que tenha em alta conta a forma como se relacionará com seus novos amigos e parceiros em ministério. Haverá responsabilidades e deveres a cumprir. O mais importante de tudo é a compreensão de que o ministério por ele desenvolvido é de Deus e que o próprio Deus preparou uma equipe para executá-lo: pessoas que Ele ama e pelas quais entregou seu próprio Filho. Cabe ao missionário tratar essas pessoas com honra, da forma como Jesus o faria.

“Levantar sustento é fazer amigos.” (M.A.)

“Tempo investido no levantamento de sustento não é tempo perdido, é uma das ações do próprio ministério, pois sem sustento não há ministério.” (M.M.)

Por Mônica Mesquita 

E-mail: monicagmesquita@uol.com.b

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