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02-06-2005

INTRODUÇÃO
Talvez uma das melhores imagens que temos na Bíblia sobre o desafio de conhecer os problemas do seu povo, antes de lançar-se na empreitada dada por Deus, seja a imagem de Neemias. Verificar como Neemias agiu, antes de colocar em prática a vocação de Deus, a de reconstruir os muros de Jerusalém, pode ser uma grande pista para entendermos melhor o nosso tempo, chamado de modernidade e pós-modernidade, antes de lançarmo-nos na tarefa da evangelização. 
Neemias foi um alto e confiável oficial do rei Atarxerxes da Pérsia, servindo-o como seu copeiro-mor. 
Quando ele ouviu acerca da condição em que se encontravam os moradores de Jerusalém, bem como da destruição das suas muralhas e de seu templo, ele chorou, jejuou e orou (Neemias 1:3, 4). Ele sabia que material necessitava e onde moraria (Ne. 2:8); ele sabia com quem deveria comunicar-se para o suporte físico e moral que precisava (Ne. 2:9-10). Quando ele chegou em Jerusalém (Ne. 2:11), ele imediatamente conduziu uma pesquisa da condição da cidade (Ne. 2:12). Ele motivou e convenceu a outros a abraçarem a sua visão. Foi um grande líder e mobilizador. Diante do que viu em Jerusalém, ele concebeu uma organização para o trabalho (Ne. 3:1-32). 
O empreendimento de Neemias encontrou vários obstáculos. O trabalho técnico de reconstruir os muros seria a tarefa mais fácil. O trabalho de monitoramento em lidar com os inimigos foi à tarefa mais difícil (Ne. 4:1-2, 6-7). Alguns judeus procuraram usar o seu poder econômico para empobrecer os seus outros irmãos e causar dissensão interna (Ne. 5:1-5). Foi necessário que Neemias monitorasse uma mudança de planos durante a trajetória da obra, para proteger, do ataque dos inimigos, os que construíam (Ne. 4:11-14, 21-23).
A distância entre os trabalhadores que reconstruíam os muros era grande o bastante para gerar problemas de comunicação. Assim, Neemias providenciou que sempre houvesse alguém para tocar a trombeta e avisar aos demais em caso de perigo iminente (Ne. 4:18-20). Quando ele terminou a reconstrução das muralhas, ele moveu-se para a próxima fase dando novas responsabilidades: promover o ensino da lei de Deus, a restauração do ministério levítico e a purificação do templo (Caps. 8 a 13).

1 – Características dos Grandes Centros Urbanos 
1. Características positivas: 
4Avanço tecnológico e suas facilidades. O rápido crescimento tecnológico de nosso século, conduzindo o homem moderno a uma falsa confiança nas suas próprias realizações [Dn 12.4; Ob 1.3,4; Ap 13.16-17].
4Mais acesso à informação;
4Mais acesso à educação;
4Mais centros industriais com mais possibilidades de trabalho.
Características pós-modernas que mais nos afetam
Alistemos, agora, algumas características deste nosso tempo que tanto nos afetam, direta ou indiretamente. Vejamos nelas as marcas de caráter que muitos dos adolescentes e jovens que recebemos nas igrejas trazem consigo. E como elas nos afetam, em nosso testemunho de Jesus Cristo. 
1) Vivemos uma tremenda crise de mudança de época. Não apenas estamos numa época de mudanças, mas uma mudança de época. Passamos da globalização para o neoliberalismo. Talvez fique melhor se chamarmos de “globocolonização”, ou seja, uma visão e cultura impostos ao mundo. O modelo hegemônico anglo-saxônico como IDEAL a ser seguido e vivido.
2) A crise ou colapso das crenças. Quer seja a fé, quer seja o crer na educação, quer seja o aceitar a cultura até então afirmada, há uma descrença em tudo que se afirmou até então. Não crêem que seja verdade que o estudo pode melhorar a vida das pessoas e o mundo. Há desinteresse pela herança passada. Tudo é visto como não funcional, como não resultável, não produtor de bons resultados. Não há um conjunto de valores. O que se faz é desmantelar as regras e as estruturas.
3) A sede exacerbada por constantes novidades (exóticas). Numa música espanhola se ilustra isso muito bem: “Cada noite um rolo novo. Ontem o ioga, o tarô, a meditação. Hoje o álcool e a droga. Amanhã a aeróbica e a reencarnação” (Cómo decirte, como cóntarte). Normalmente as novidades são contra o estabelecido, e as drogas, muito mais. Veja como a mídia cria mitos, cria conceitos, projeta sempre o que é contra os estabelecido. Um exemplo foi a exaltação do Islã em uma novela recente, da Globo. Os evangélicos, enquanto isso, são ridicularizados. Esta atitude surge por causa dos dois itens seguintes.
4) Uma tremenda crise nas instituições (descrença). As instituições sociais falharam em seu propósito de prover um mundo melhor. O Estado, a família, a escola, o trabalho e a Igreja, todos eles têm falhado. Há uma quebra dos laços de família. Os valores religiosos, culturais e afetivos, que facilmente são preservados pela família num pequeno núcleo [2 Tm 1.3-5], são diluídos quando esta vive num contexto urbano densamente povoado.
O jovem não crê na declaração romântica do educador de que está formando mente e educando para o futuro. Não vê o professor encarar a profissão como um sacerdócio, mas como um ganha-pão. Não vê a escola como um lugar agradável nem crê no seu discurso de que estudando a pessoa pode ter oportunidades. Há milhares com diploma na mão e subempregados. Também não crê nas igrejas porque os escândalos são muitos. A igreja dos anos noventas não produz homens e mulheres santos, mas pessoas preocupadas com dinheiro. O vulto mais importante que a igreja evangélica dos anos sessentas legou à humanidade foi o pastor batista Martin Luther King Jr, Prêmio Nobel da Paz. A igreja evangélica dos anos oitentas apresentou ao mundo o bispo anglicano Desmond Tutu, que também recebeu o Prêmio Nobel da Paz. A igreja evangélica dos anos noventas é mais conhecida por Edir Macedo que por qualquer outro personagem. Este não ganhará nenhum Nobel. Para o homem pós-moderno, os governos não são honestos nem a classe política é íntegra. A família, via de regra, é um inferno na sua vida doméstica cotidiana. Isso se vê na legião de meninos de rua que fogem de casa e preferem um estilo de mendicância, superior ao que têm em casa. A autoridade nunca é bem vista. É sinônimo de opressão.
As pessoas desejam ser livres. É o desdobramento do existencialismo, como foi mostrado num filme dos anos sessenta. Cada um vive como quer. As pessoas são senhoras de suas vidas, sem convenções, sem compromissos e sem autoridade. E as igrejas evangélicas são, hoje, mais instituição do que comunhão. O aspecto institucional e uma maior importância à ordem e à lei do que à vida nos colocam em desvantagem. Os regulamentos e o “está errado” falam mais alto que a celebração da vida.
Falando em existencialismo, sua relação com a pós-modernidade pode ser descrita nem duas pichações em uma igreja, na França. O existencialista pichou assim: “Deus morreu. Viva Marx”. O pós-moderno pichou por baixo: “Marx também morreu. E eu estou gravemente enfermo”. Depois de termos visto “a morte de Deus” para o homem poder se afirmar (tese central do existencialismo), vemos agora a morte do homem. Cabem bem, aqui, as palavras de Veith: “O modernismo tinha assumido o projeto da morte de Deus. David Levin mostra como o pós-modernismo dá o passo seguinte. Conservando a idéia de que Deus está morto, o pós-modernismo assume como projeto próprio a morte do eu”.
5) A absoluta liberdade de expressão (necessidade de escandalizar). O individualismo moderno traz no seu inteiro um dogma: “eu sou soberano nas minhas escolhas e devo ser tolerado e respeitado nelas”. Escolher mais que um direito intrínseco é uma parte da minha existência nesta nova sociedade.
É uma maneira de agredir as pessoas e de se defender delas. Escandalizam com a conduta, com a recusa às regras, na indumentária e no visual. A própria maneira de se vestir mostra desleixo e até falta de asseio. Gasta-se muito dinheiro para se comprar uma roupa rasgada. Vestir-se mal e como mendigo é sinal de estar na moda. O pós-moderno rejeita padrões. Costumo dizer que adolescente não se veste, apenas se cobre. É aquela bermuda que não se sabe se é uma calça comprida do irmão menor, porque ficou no meio da canela, ou se é uma bermuda do irmão maior porque ficou pouco acima do tornozelo. Todo mundo é igual: o boné virado para trás, um tênis encardido no pé e uma blusa de frio amarrada na cintura. Isto porque querem ser diferentes. Copiam-se uns ao outros na sua diferenciação. Um piercing dá um toque a mais. Julgam-se diferentes, mas são clones uns dos outros.
6) Uma forte crise do humano, com traços de individualismo, hedonismo e narcisismo. Os jovens de hoje são individualistas, embora vivendo em “tribos”. Vivem sua existência. Não se espere deles patriotismo ou rasgos de idealismo. São hedonistas, vivendo em função do prazer, não necessariamente sexual, mas a busca do que lhes é agradável. São narcisistas, no sentido de olharem mais para si que para o mundo. Isto não é uma prerrogativa exclusiva deles, mas de toda a cultura pós-moderna. O social e outro são irrelevantes. O que vale é o próprio indivíduo.
7) A crise de falta de uma nova cosmovisão. O pós-moderno não tem uma cosmovisão nem mesmo posturas coerentes. É a pessoa que nega a existência de Deus, mas que crê em energia vinda de um cristal. Que nega a historicidade de Jesus, mas acredita em duendes. Agem assim porque as cosmovisões são explicações totalizantes do mundo, trazem respostas cabais e últimas. “Nenhuma certeza pode ser imposta a ninguém”, diz o pós-moderno. Recusando uma cosmovisão, uma visão integrada, as pessoas fazem uma crença tipo picadinho. Tudo está bom, tudo está certo. Ao mesmo tempo, isto não faz diferença. Cada um faz sua crença e sua religião. O valor último ou padrão aferidor é a própria pessoa. Foi isto que o roqueiro brasileiro, Raul Seixas cantou: “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião sobre tudo, tudo”. As pessoas não têm mais uma visão determinada do mundo.
8) A crise entre tempo e história. Perdeu-se o sentido de história. Não existe uma história unificada, produto da visão cristã que impregnou o Ocidente e lhe deu direção. Existem acontecimentos isolados, histórias de pessoas que se cruzam entre si, sem nexo, sem ligação. Uma visão global da vida não existe. Existe uma visão fragmentária.
Pensa-se no hoje, no fato de agora. Perdeu-se a visão de um passado, um presente e um futuro integrados. O pós-moderno opta pelo efêmero, pelo modismo, pelo fragmentário, pelo descontínuo. Com isto, a vida não tem sentido histórico nem dimensão linear. É para ser vivida agora, numa dimensão pragmática.
9) A crise da ética que tem sido substituída pela estética. O dever cede lugar ao querer. As escolhas são privadas e não mais ligadas à sociedade. A capacidade de viver e de desfrutar o belo substituiu a responsabilidade. O negócio é experimentar sensações, cada vez mais fortes, cada vez mais dinâmicas. Nada de sentimento de culpa ou de valores. Viver é fazer o que me agrada. Em outras palavras: ninguém tem nada com a minha vida. Ninguém se prende afetivamente a alguém.
10) A crise de sentimento de pertença, ou seja, a necessidade de pertencer a alguma coisa, se tornou mais aguda, nesta situação. A despersonalização dos indivíduos: A atmosfera impessoal dos grandes centros urbanos, produzindo uma terrível solidão. Os lugares de maior solidão no mundo não são “o deserto Saara e a Amazônia”, mas sim os grandes centros urbanos. Pessoas que moram nos grandes complexos de apartamentos não conhecem seus vizinhos e raramente conversam entre si. Proximidade geográfica, por si só, não produz comunhão ou relacionamentos fraternos [Sl 25.16].
A maldição sobre Caim foi tirar-lhe a pertença. Ele seria sem raízes, geográficas ou sociais, um nômade, um errante, um peregrino, andante. O homem necessita pertencer a alguma coisa. É uma profunda carência existencial. Precisa pertencer a uma igreja, um clube, uma associação, etc. Como a crise de pertença surgiu logo vieram os relacionamentos “lights”, imediatistas, sem ligações profundas, manifestadas no sexo efêmero e casual. O instinto substitui o afeto. Cada semana, uma pessoa. Pertence-se a uma “tribo”, mas se refugia no anonimato de relações via Internet.
11) A crise da pluralidade, como expressão maior da modernidade e a pós-modernidade. A pluralidade ideológica e cultural. Nossa época é uma época de síntese. As pessoas querem ter posições, mas querem concordar com tudo. A pessoa tem uma cultura tecnológica, de informática avançada, mas crê em florais, astrologia e numerologia. Não tem convicções, mas conveniências. Seu credo é mais produto de ajustes de convivência do que de convicção pessoal. Pode-se ter grande zelo pela ecologia e desprezo pelo humano. As crenças e posturas são casuais e produto de circunstâncias. O evangelho pode ser verdade, mas é verdade para uma pessoa e não para outra. Há tantas verdades como pessoas.
Cada uma tem a sua, cada uma faz a sua. Dei um folheto evangelístico a uma pessoa, folheto que falava de Jesus. A pessoa me disse que não cria nessas coisas. No vidro de seu carro brilhava um adesivo: “Eu creio em duendes”. Mas o maior problema está hoje no pentecostalismo. Ele está minado pelo paganismo e ele invade nossas igrejas., com esta sua contaminação. Quero citar um pastor da Assembléia de Deus, sobre este ponto:
Na América Latina, as religiões pagãs populares vão se incorporando aos rituais pentecostais. Pede-se ao diabo para se manifestar, com o objetivo de exercer poderes exorcistas sobre ele, mapeiam-se as moradias demoníacas por causa da influência da cosmovisão pagã de que os poderes malignos tomam posse de lugares. Os objetos supersticiosos, como óleo ungido, rosas sagradas e a água do rio Jordão, passam a ter o mesmo valor no Cristianismo que na religiosidade popular pagã. 
A linha entre paganismo e pentecostalismo, principalmente no baixo-pentecostalismo, tem sido apagada. Este é um dos mais sérios problemas para nós. Nossos crentes assistem aos programas da Universal, onde os fundamentos do protestantismo são negados. O sacerdócio universal de cada crente, a graça por causa do amor de Deus, o fato de que Deus não se deixa subornar, são negados nas suas práticas exóticas. Ao mesmo tempo há a idéia de que uma água benzida pela oração do pastor tem fluidos mágicos. Tudo isto entra na cabeça de nosso povo. Há uma paganização do movimento evangélico hoje. A crença tipo picadinho está muito forte nos segmentos mais baixos do movimento evangélico.

12) A banalização do sagrado – Há uma clara e evidente tentativa de manipulação do sagrado. Parece que Deus é quem está a serviço do povo. São palavras de ordem proferidas, imprecadas, obrigando e determinando que Deus realize isso ou aquilo. Vejamos esta declaração: “Visitar a maior parte das igrejas evangélicas no Brasil é oportunidade para perceber uma forte tendência teológica e litúrgica na busca de uma divindade que se molde aos contornos teológicos dessa igreja e que ofereça apoio aos anseios e caprichos pessoais”. Qual é o resultado imediato disso:
A) O esvaziamento dos conteúdos 
São os famosos jargões evangélicos que invadem os púlpitos, o cotidiano das pessoas e da vida eclesial.

B) Meios e fins possuem o mesmo propósito 
Não sabemos mais hoje se a igreja existe para levantar dinheiro ou se o dinheiro existe manter a igreja. 
Hoje, infelizmente, os fins justificam os meios.

2. Características negativas: 
4 Mudança Religiosa: Do universal para o particular;
4Avanço do secularismo; 
4Crescimento dos problemas sociais e familiares;
4Alto índice de desemprego e criminalidade; 
4Maior contraste econômico entre os ricos e os pobres;
4Alto e contínuo índice de migração para estes grandes centros cosmopolitas;
4Crises das grandes instituições;
4Mudança Política: Do ideológico para o pragmático;
4Mudança Familiar: Do coletivo ao individual;
4Mudança Econômica: Do consumo ao consumismo

3. Características dos homens e mulheres do nosso tempo: 
4Individualismo;
4Materialismo;
4Insegurança;
4Solidão;
4Hedonismo;
4Alienação;
4Depressão.
4Mudança Social: Da Participação para o conformismo

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL
V ENCONTRO DE MOBILIZADORES E LÍDERES DE MISSÓES
TEMA GERAL: ELEITOS PARA PROCLAMAR
PROMOÇÃO: APMT e JMN/IPB

Palestra sobre:
CONHECENDO O MUNDO CONTEMPORÂNEO
PARA UMA EVANGELIZAÇÃO SIGNIFICATIVA

João 4.31-38 
Tema: A VISÃO MISSIONÁRIA DE JESUS
INTRODUÇÃO
Vejamos alguns mitos sobre crescimento de Igrejas:
4O que importa é o número dos freqüentadores – o importante é apenas números;
4O que importa é crescer às custas de igrejas menores;
4O que importa é optar entre qualidade e quantidade em sua igreja;
4O que importa é comprometer a mensagem e a missão da Igreja para fazê-la crescer;
4O que importa é que você (líder) seja dedicado;
4O que importa é descobrir a chave secreta para o crescimento da Igreja;
4O que importa é a nossa fidelidade – é apenas o que Deus espera de nós;
4O que importa é não aprender com as grandes Igrejas;

1) A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO ERA E É UM IMPERATIVO – V.34
Para Jesus era exigência do Pai. E para nós? A vontade do pai era imperativa.

2) A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO ERA E É INTRANSFERÍVEL – V. 34B
É para nós. O método de Deus somos nós, a sua igreja.
Todos nós somos missionários.

3) A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO É INADIÁVEL – V. 35
É na colheita que precisamos de mais trabalhadores. A obra é urgente. Não podemos chegar atrasados.
Lucas 10.1-5 diz: “Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. 2 E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. 3 Ide; eis que vos envio como cordeiros ao meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja com esta casa.

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL
V ENCONTRO DE MOBILIZADORES E LÍDERES DE MISSÓES
TEMA GERAL: ELEITOS PARA PROCLAMAR
PROMOÇÃO: APMT e JMN/IPB

Palestra sobre:
CONHECENDO O MUNDO CONTEMPORÂNEO
PARA UMA EVANGELIZAÇÃO SIGNIFICATIVA
TEMA:
O MINISTÉRIO DE JESUS COMO MODELO
PARA O MINISTÉRIO DA IGREJA

TEXTO: Lucas 4. 14-30
INTRODUÇÃO
Como tem sido o ministério da Igreja no mundo de hoje? Como temos vivido nas dimensões as mais diversas da vida? Como tem sido nossa vida em relação ao seguimento de Jesus de Nazaré?

EXPLICAÇÃO
Os capítulos 4,14 a 9,50 do evangelho de Lucas compreendem a apresentação da prática libertadora de Jesus, ou seja, o seu ministério público na Galiléia. Jesus, então, inaugura o seu ministério.
É a partir daí que Lucas constrói a identidade de Jesus, obviamente que isso não é para nós, os leitores, mas, historicamente, para os seus contemporâneos. “Quem é esse homem, que faz tais coisas?”. Mas é também essa prática que suscitará confrontos e contradições, como profetiza o velho Simeão.

A MISSÃO DA IGREJA
A missão da Igreja é a razão de ser da sua existência. Não como uma de sua atividades, mas como a sua atividade específica, a sua vocação especial. Pois, não há participação em Cristo, sem participação na Sua missão no mundo.
A palavra MISSÃO vem do latim “MISSIO” que significa ENVIANDO, que tem a ver com a palavra “apóstolo”, enviado. Portanto, MISSÃO quer dizer atividade divina que emerge da própria natureza de Deus. Deus é um Deus que “envia”. Enviou seus profetas a Israel, e enviou o Seu Filho ao mundo. Jesus por sua vez enviou os apóstolos, os setenta e a Igreja. Enviou ainda o Espírito Santo à Igreja, e o envia aos nossos corações. Por isso que a missão da Igreja resulta da própria missão de Deus.
A Igreja tem, portanto, um caráter genuinamente missionário. É essencialmente uma Comunidade missionária. Existe para dar, em palavras e em atos, um testemunho persuasivo, ao mundo, do poder redentor de Deus, em Cristo Jesus. Não podemos deixar de dizer que o fundamento da missão da Igreja é a ação do Deus Trino.
A tarefa precípua da igreja, a proclamação das Boas Novas, só terá verdadeiro significado e resultado quando realizado por cristãos que tiveram um encontro verdadeiro com Jesus de Nazaré. Em outras palavras, uma igreja missionária é aquela que proclama e compartilha a ação de Deus em sua vida. Se o alvo da igreja é fazer novos discípulos, vivamos primeiramente como verdadeiros discípulos.

DEFINIÇÃO DE PALAVRAS
EVANGELHO = A palavra EVANGELHO aparece 74 vezes no N.T., das quais 54 em Paulo. Vem do grego EVANGUÉLION = Boas Novas (Mc.1.1,15;16.15) Lucas 2.10 temos o Evanguélion em ação = “Eu anuncio Boas Novas”. No hebraico o correspondente significa proclamar Boas Novas, trazer Novas de Vitória. Portanto, Evanguélion significa “as notícias alegres de salvação através de Cristo Jesus; a proclamação da graça de Deus garantida em Cristo”. 
Para os antigos gregos, segundo estudos históricos, a palavra evanguélion era usada para ‘boas notícias de campos de batalha”. A notícia vinha por navio, a cavalo, ou por um mensageiro a pé, e era proclamada à cidade, que, ansiosa, esperava pelas novas. “Para Jesus, o Evangelho tinha o sentido de sua presença real entre os homens, cumprindo os desígnios de Deus, com o fim de salvá-los”.
EVANGELIZOMAI = Verbo que significa trazer ou anunciar o Evanguélion, ou seja, as Boas Novas. As vezes aparece com sentido secular no N.T. (I Tes. 3.6, Lc.1.19). Mas no emprego regular do verbo, o sentido sempre faz referência às Boas Novas Cristãs. A divulgação dessas Boas Novas é que constitui a evangelização.
EVANGELISTÉS = É o proclamador das Boas Novas do Evangelho. É o evangelista.
O QUE É EVANGELIZAÇÃO? É o ato, a ação de evangelizar. A palavra evangelizar ocorre 52 vezes no N.T., incluindo 25 em Lucas e 21 em Paulo. Evangelizar é a proclamação das Boas Novas do Evangelho da graça de Jesus Cristo, objetivando conduzir o homem aos pés de Jesus, a fim de que seja seu verdadeiro discípulo.
A idéia fundamental de evangelização é de passar o Evangelho para alguém com tanta intensidade e paixão, que a pessoa fique entranhada por ele. Por isso que, mero proselitismo e comunicação de certos preceitos religiosos não constitui evangelização. Ou seja, pela evangelização bíblica a pessoa absorve o evangelho e ele transforma toda a sua vida (Rm.1.16).
A mensagem da evangelização implica em:
Mensagem acerca de Deus (Hb.1.1-4; Jo.1.1-14);
Mensagem acerca do pecado (Rm.3.23; 6.23);
Mensagem acerca de Cristo (I Co.2.1-5);
Mensagem acerca da fé e do arrependimento (Mt.3.2; Mc.1.15; 6.12; Lc.24.47: Atos 2.38; 5.31; 17.30).
EVANGELISMO = Não encontramos esta palavra no N.T.. No entanto, ela torna possível a ação de evangelizar. A partícula ISMO significa SISTEMA. Daí, evangelismo envolve os princípios, os métodos, as estratégias, as técnicas empregadas na ação de evangelizar. O evangelismo oferece subsídios à evangelização para que ela alcance seus alvos.
Segundo o autor do livro EVANGELISMO TOTAL – Damy Ferreira – evangelismo é o sistema baseado em princípios, métodos, estratégias e técnicas tiradas do N.T., pelos quais se comunica o Evangelho de Cristo a todo pecador, sob a liderança e no poder do Espírito Santo, visando persuadi-lo a aceitar a Cristo como seu salvador pessoal, de acordo com o comissionamento de Jesus dado a todos os seus discípulos, levando, ao final, os que crerem, a se integrarem à Igreja pelo batismo, preparando-os para a volta de Cristo e para o serviço cristão.

MOTIVOS DA OBRA DE EVANGELIZAÇÃO 
A Igreja tem pelo menos dois motivos essenciais para proclamar as Boas Novas do Evangelho:
A – OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS E AMOR AO SENHOR (I Co.10.31; Jo.14.21; Mt.28.18-20).
B – DEMONSTRAÇÃO DE AMOR AO PRÓXIMO (Lc.10.29-37).
Portanto, o cristão é chamado a evangelizar sete dias por semana e não apenas aos domingos. Além disso, o seu principal campo de evangelização é o grupo de pessoas com que vive diariamente, constituído pelos seus amigos e companheiros de trabalho, de escola, faculdade etc. 
A BASE PARA A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO 
A – Receber o Poder do Espírito Santo – Atos 1.8
B – Ser Testemunha – “…sereis minhas testemunhas …”.
O resultado de uma vida cheia do Espírito Santo é o testemunho cristão. Testemunha é aquele que viu alguma coisa e é convidado para relatar. 

Há três aspectos fundamentais daquele que testemunha acerca de Jesus Cristo:
1 – As testemunhas devem estar apaixonadas pela causa que procuram apresentar;
2 – As testemunhas são responsáveis pela veracidade do seu testemunho;
3 – As testemunhas devem ser fiéis não somente aos simples fatos do evento de Cristo, mas também ao significado deles. Trata-se de apresentar Cristo e Sua mensagem com a relevância, significação, que genuinamente lhes pertencem.

ÁREA DE AÇÃO
“…tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. “Ide, por todo mundo, fazei discípulos de todas as nações …”. O nosso campo é o mundo (Lc.10.1ss.). A Igreja existe para sair, para ir ao mundo.
JERUSALÉM – Nossa própria casa, nossa Igreja, nossa cidade. Era a cidade onde os discípulos estavam quando receberam esta ordem. Cidade onde Jesus realizou boa parte do seu ministério e onde Ele morreu, ressuscitou e deu a grande Comissão aos seus discípulos (Mc.5.19).
JUDÉIA – Nosso Estado. Judéia era a província que tinha Jerusalém como capital.
SAMARIA – Nosso País. Era uma região mais afastada, com conotações transculturais.
CONFINS DA TERRA – O mundo. A visão de Deus é implantar seu Reino em todas as tribos, povos, línguas e nações.

Foram o amor e a coragem dos cristãos que impressionaram o mundo pagão da antigüidade. Hoje, quando tantas palavras já perderam o seu real significado, o primeiro dever da Igreja continua a ser o de falar a Palavra de Deus com poder – poder do Espírito Santo. Entretanto, tal poder testemunhal da Igreja dependerá em grande parte da consciência que ela tem que ter dela mesma em relação ao fato de ser ela a Igreja do Senhor Jesus, isto é, ser uma Comunidade onde Deus está trabalhando, onde uma nova espécie de vida está se manifestando, onde, finalmente, os frutos do Espírito (Gl. 5.22-24) aparecem em palavras e em obras.

TEMA:
O MINISTÉRIO DE JESUS COMO MODELO
PARA O MINISTÉRIO DA IGREJA

1) MINISTÉRIO ORIENTADO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO – V. 14, 18a
É na força e pela força do Espírito Santo que Jesus realiza seu ministério. Desde o seu nascimento é assim que acontece. 
No dia do seu batismo quem aparece e como que autenticando o seu ministério, desce em forma de pomba e o Pai se alegra com o Filho. 
Em Lucas 24.49 Jesus Cristo solicita seus discípulos a não deixarem Jerusalém até que do alto fossem revestidos do poder do Espírito Santo. 
Em Atos 1.8 novamente, antes de elevado aos céus, Jesus disse: “Mas recebereis poder…”. 
Na verdade, há em Lucas um grande interesse pelo Espírito Santo. Atrevo-me a dizer que Lucas é o evangelista pneumático.

2) MINISTÉRIO ORIENTADO PELO PRINCÍPIO DA INCULTURAÇÃO – V. 15
“A palavra ‘inculturação’ é relativamente nova e sua utilização dentro da pastoral foi generalizando-se aos poucos e, ao mesmo tempo, carregando-a de um conteúdo específico. Seu significado deverá ser encontrado, sobretudo, na periferia do Cristianismo, ou seja, na Ásia, África e, ultimamente, em América Latina, onde os processos de encontro destes povos com a Igreja, levou-os a experimentar formas novas apropriadas de vivência da fé cristã”. O fato é que o termo inculturação possui uma ligação bastante estreita com a teologia da “Encarnação”. “A inculturação significa a íntima transformação dos valores culturais autênticos, pela sua integração no cristianismo, e o enraizamento do cristianismo nas várias culturas.” Em outras palavras, é o processo pelo a “Igreja encarna o Evangelho nas diversas culturas e simultaneamente introduz os povos com as suas culturas na sua própria comunidade, transmitindo-lhes os seus próprios valores, assumindo o que de bom existe, e renovando-as a partir de dentro”. A inculturação do Evangelho é, assim, um trabalho que se realiza no projeto de cada povo, fortalecendo sua identidade e libertando-o dos poderes da morte. 

“A idéia fundamental que anima a inculturação é que a presença de Deus e de seu Filho Jesus Cristo, e a salvação chegam aos povos a partir da palavra do evangelizador; isso porque são realidade anteriores a qualquer ação evangelizadora. Elas na verdade são obra do Espírito que sopra onde quer. O Espírito de Deus esteve e está sempre presente e operante, em toda a criatura, em todo tempo e lugar, independentemente da evangelização e mesmo independentemente de alguém ser ou não consciente desta presença…;” 

Ora, não se pode conceber uma atividade evangelística cujo objetivo seja a destruição das culturas existentes, mas sim, o reconhecimento de valores culturais com solidificação evangélica e uma busca constante de transformação dos princípios culturais cujos elementos não apontam na direção do cristianismo.

“Inculturação designa o processo ativo de assimilação da mensagem evangélica a partir de dentro mesmo da cultura que a recebe pela evangelização e a compreende e traduz segundo o seu modo próprio cultural de ser, de atuar e de comunicar-se. Pelo processo de evangelização inculturada, a semente evangélica é lançada no solo da cultura. Como a semente é trabalhada pelo solo em é lançada e disto depende o futuro da planta, assim o germe d fé é processado pela terra cultural à qual é comunicado. Inculturação, pois, é um processo de evangelização pelo qual a vida e a mensagem cristãs são assimiladas por uma cultura, de modo que, não somente elas se exprimam através dos elementos próprios dessa cultura (aculturação e adaptação), mas venham a constituir-se parte da cultura em questão, princípio mesmo de sua inspiração, norma e força de unificação que transforma, recria e relança essa cultura”. 

Uma análise ainda do termo inculturação, desta vez sob uma ótica teológica, faz-se necessária.
O ponto fundamental de compreensão da realidade teológica do processo de inculturação é a percepção de que toda a história da salvação é uma forma de inculturação, ou seja, o projeto salvífico de Deus se abre a toda a humanidade. 
Deus se revelou de modo particular ao povo de Israel, fazendo desse povo um referencial de sua graça e misericórdia pela Sua ação libertadora. E foi da multiplicidade sócio-cultural do povo de Israel, face à assimilação de várias culturas, que Deus se utilizou, servindo-se “desse caldeamento e pluralidade culturais que decorem das múltiplas situações do povo judeu ao longo de sua história (Mesopotâmia, Egito, Canaã, Pérsia, Judaísmo pós-exílico, helenismo, judaísmo tardio, cultura greco-romana) para veicular à humanidade facetas várias de seu mistério”. Em outras palavras, Deus se utilizou dessas culturas. Entretanto, não podemos absolutizar uma determinada cultura, nem mesmo o próprio povo de Israel, como sendo a única forma, fixa e permanente, da revelação de Deus. Mesmo assim, Israel continua como grande referencial, visto que por seu intermédio Deus ‘tabernaculou’ com o homem, ou seja, Deus entrou no processo histórico da vida humana por meio da Encarnação-Inculturação de Seu Filho Jesus Cristo. O Verbo, que é Deus, sem deixar de sê-lo, fez-se plenamente ser humano em Jesus Cristo (Jo 1,1-14; Fl 2,5-8), sendo a radicalização concreta de inculturação. 

“A encarnação se realizou em um espaço e tempo culturais definidos. Deu-nos por aí o alcance teológico do povo de Israel e a inspiração fundamental de todo processo de inculturação. Fundamentada teológica e cristologicamente no mistério da encarnação, a inculturação se projeta na evangelização como expressão da missão”. 

A inculturação objetiva uma aproximação radical e, ao mesmo tempo, crítica entre o Evangelho e as culturas. Esta aproximação é um pressuposto para a comunicação da Boa Notícia do amor de Deus nas diferentes culturas. “Na inculturação se entrelaçam meta e método, o universal da salvação com o particular da presença”. Em outras palavras, significa que a meta da inculturação é a libertação e o caminho da libertação é a inculturação.
Como se não bastasse, Jesus, o Verbo encarnado, assume e vive uma cultura própria, sem, contudo, se deixar prender por ela, ou seja, ele, com toda a liberdade, interpela, denuncia, corrige, reorienta etc, “numa dinâmica constante de conversão e transformação” , objetivando trazer à luz o plano salvífico de Deus que se desviou ou se frustrou durante determinado tempo. Ora, é exatamente essa a meta do processo de evangelização em todas as culturas já evangelizadas e nas que estão sendo evangelizadas. Portanto, o Evangelho só existe quando inculturado, ou seja, quando presente e assimilado pelo tecido cultural do grupo que o acolhe… o Evangelho é, pois, um pedagogo da cultura…”. 

“Em analogia ao “assumir, em aniquilar”, inculturação significa “inculturar, sem identificar”. A inculturação como solidariedade sócio-cultural não pode ser confundida com a identificação do evangelizador ou do Evangelho com os Outros e suas culturas. Ao não se identificar com nenhuma cultura e inculturar-se em todas, o Evangelho e os evangelizadores respeitam a auteridade e preservam a identidade da mensagem e das culturas. A inculturação visa uma proximidade respeitosa em face da auteridade, crítica frente ao pecado e solidária no sofrimento”. 

“A assunção cultural visa a redenção integral (cf. Puebla, 400): Incarnatus est propter nostram salutem. A libertação gera relações sociais, estruturalmente simétricas, que possibilitam o diálogo como pressuposto do anúncio da Boa Notícia e da celebração dos mistérios da salvação”. Na evangelização inculturada a Igreja mostra que o diferente não lhe é indiferente, mas consagrado pela encarnação do Verbo e pela animação do Espírito.

3) MINISTÉRIO ORIENTADO PELA PALAVRA DE DEUS – Vs. 16-21, 31,32
Ministério do ensino;
O verso 15 nos informa que Jesus andava pelas sinagogas pregando a Palavra.
O texto nos informa que Jesus vai para Nazaré, onde fora criado e ali, ele entra na sinagoga. E é lá que ele traz para si toda a verdade do texto do profeta Isaías. 
A surpresa se deu no momento em Jesus traz para Si o cumprimento de toda a profecia de Isaías (v.21). Em outras palavras, Jesus faz seu o programa de salvação definido nessa profecia. 
Sua missão é cumprir a missão do Pai. Em tudo Ele foi submisso à autoridade do Pai. Ele foi submisso à Palavra de Deus.

Jesus era o Verbo – a Palavra – de Deus encarnada (vs. 17-21)
Podemos afirmar que é em sua casa, no meio de sua gente, mesmo sendo rejeitado, que Jesus começa o seu ministério. Penso que isso tem uma aplicação muito profunda para todos nós e, sobretudo, para os queridos formandos: Somos desafiados a viver a Palavra de Deus, primeiramente, em nossa casa, em nossa terra, junto àqueles e aquelas com quem fomos criados. 
Na sua tentação, conforme o texto anterior, Jesus Cristo se utiliza da Palavra de Deus, citando Deuteronômio para opor-se as tentações do Diabo.

Mateus 4.23 nos informa: “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”.
O ministério de Jesus era um ministério ensinador, pedagógico. Assim deve ser também o ministério da igreja. Igreja como comunidade de ensino.
Ler Mateus 9.35
A sinagoga era o lugar do ensino e da adoração, sendo que o ensino ocupava função primária.
Os nossos púlpitos precisam ser utilizados para a genuína pregação da Palavra e não para expressões, muitas vezes fluidas, subjetivas, cheias e carregadas de experiencialismos, que pessoas tentam dogmatizar etc. 

O texto de Mateus nos informa também que Jesus proclamava a Palavra de Deus. Igreja como comunidade kerigmática.
Em Mateus 28.18-20 Jesus traça o programa evangelizador para os discípulos.

4) MINISTÉRIO CONSCIENTE DO ENFRENTAMENTO DE OPOSIÇÃO – Vs. 22,28-30
O interessante, o paradoxal, é que o mesmo grupo que dava testemunho das palavras do mestre, agora se contorcia de ódio e ira. 

Aonde a Palavra é pregada, podemos esperar algum tipo de oposição.

5) MINISTÉRIO REPLETO DE COMPAIXÃO – Mateus 9.36

6) MINISTÉRIO DE BOM TESTEMUNHO QUE ATRAÍA AS PESSOAS E AS MULTIDÕES – Vs. 40-42

7) MINISTÉRIO ORIENTADO PELA VISÃO DE LONGO ALCANCE – Vs. 14,44
Jesus realiza um ministério de mobilidade. 
“Nós precisamos enfrentar a verdade que Igrejas falham quando elas tornam-se prisioneiras de suas próprias estruturas e perdem sua mobilidade, confinando suas atividades dentro das paredes do santuário, sem visão evangelística”, afirma Dr. Ted W. Engstrom, presidente da Visão Mundial Internacional.
Jesus estava sempre em movimento e nunca se deixava aprisionar por qualquer estrutura religiosa do seu tempo.
Temos que ter muito cuidado para não formarmos comunidades endógenas, voltadas para si mesmas.

CONCLUSÃO
Aplicação prática

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL
V ENCONTRO DE MOBILIZADORES E LÍDERES DE MISSÓES
TEMA GERAL: ELEITOS PARA PROCLAMAR
PROMOÇÃO: APMT e JMN/IPB

Palestra sobre:
CONHECENDO O MUNDO CONTEMPORÂNEO
PARA UMA EVANGELIZAÇÃO SIGNIFICATIVA

Texto Bíblico Básico: I Tess. 1.2-10

INTRODUÇÃO
Temos hoje uma variedade de modelos eclesiásticos, muitos dos quais nos surpreendem pela inovação, criatividade e, especialmente, pela forte ênfase no crescimento através da visão de mercado. Vejamos alguns exemplos:
a Igreja em Células
a Igreja em Redes Ministeriais
a Comunidades
a Igreja com Propósitos
a IURD

Na verdade, encontramos, pelo menos, três molduras ideológicas e modelos contemporâneos, que basicamente formam a caracterização eclesial:

1) MOLDURA CONVENCIAL 
Este é o modelo eclesiológico ancorado na tradição, cujo trabalho eclesial funciona através do princípio da manutenção. Olhemos algumas de suas características:

Þ Líder É Capelão
Þ Membresia É Pacientes
Þ Papel do Líder É Consolar
Þ Relação maior É Visitação
Þ Sucesso É Bem estar
Þ Reprodução É Posto de Saúde
Þ Disciplina É Eutanásia
Þ Palavra chave É Manutenção

2) MOLDURA MERCADOLÓGICO
De igual forma, este modelo eclesiológico também possui sua base. Ele está ancorado na sociedade de consumo. Olhemos algumas de suas características:

Þ Líder É Empresário
Þ Membresia É Clientes
Þ Papel do Líder É Impactar
Þ Relação maior É Culto show
Þ Sucesso É Numérico
Þ Reprodução É Franquia
Þ Disciplina É Não há
Þ Palavra chave É Satisfação
Tal modelo dá sinais claros de sua forte presença no cenário evangélico brasileiro. Vejamos alguns perigos que ameaçam o movimento evangélico no Brasil:

3) MOLDURA MISSIOLÓGICA
De igual forma, este modelo eclesiológico também possui sua base. Ele está ancorado na estrutura de revitalização, onde a natureza da igreja significa ser para o outro. Olhemos algumas de suas características:

Þ Líder É Mentor / Facilitador
Þ Membresia É Discípulos
Þ Papel do Líder É Equipar / Preparar
Þ Relação maior É Discipulado
Þ Sucesso É Maturidade
Þ Reprodução É Multiplicação
Þ Disciplina É Restauração
Þ Palavra chave É Missão

Não é tarefa fácil encontrar o caminho do crescimento da igreja de forma saudável, equilibrado e, fundamentalmente, bíblico, onde sua presença e sua ação na História sejam relevantes e significativas. Para isso, faz-se necessário descobrir alguns princípios de vitalidade (ou re-vitalidade da Igreja). Eis algumas aproximações:

1) Re-descoberta da natureza da Igreja 

2) Pregação com integridade e relevância

3) Ministério pastoral centrado no ensino

4) Mobilização dos leigos através dos dons e ministérios

5) O transbordar da graça de Deus na vida pessoal e comunitária

Podemos usar a imagem da medicina e descrever algumas vitaminas espirituais de renovação da igreja através do Evangelho:

1) Adoração vibrante e contagiante. É preciso resgatar a verdadeira consciência do que seja adoração;

2) Ensino bíblico profundo;

3) Comunhão viva e rica;

4) Evangelismo agressivo;

5) Forte visão social;

6) Flexibilidade cultural. Resgatar o princípio reformado de estabelecer diálogo com a cultura.

Portanto, há três perguntas fundamentais que precisamos fazer na construção de uma igreja segundo a vontade de Deus:

1 – Onde estamos?
Þ Geograficamente
Þ Historicamente

2 – Quem somos?
Þ Nossas potencialidades
Þ Nossas limitações

3 – O que Deus quer fazer do que somos a partir de onde estamos?
Þ Nossa vocação específica
Þ Nossa identidade comunitária

Rev. Prof. Marcos Antonio Farias de Azevedo
Pastor Efetivo da Igreja Presbiteriana da Gávea, membro da JMN/IPB e professor no Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro.

IV EMLM 2005

 

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