O verdadeiro sentido da Páscoa


Por Beatriz Borges

 

Ah... a Páscoa! Que delícia! Chegou aquela época linda e doce em que a gente enche a barriga de chocolate, curte um feriadinho e reúne a família no domingo. Certo? Errado! “Ihhh, lá vem aquele povo chato falando que a Páscoa é uma data comercial e que eu não posso comer meu delicioso ovo de Páscoa, certo? ” Não. Errado de novo! Eu não vim aqui dizer que você não pode aproveitar seu feriado. Eu vim pra te contar o que isso significa de verdade. E que essa história aconteceu há muitos anos mas pode mudar sua vida hoje. E que ela foi amarga mas agora é muito doce. Opa! Mas como assim? Vem comigo que eu te explico!

Tudo começou no Egito antigo. Aquele mesmo, das pirâmides, múmias e faraós. Existiu um povo que morava no Egito, mas que não era de lá. Acontece que esse povo foi se multiplicando, multiplicando, enchendo aquele lugar e se tornou quase tão numeroso quanto os próprios egípcios e isso chamou a atenção dos líderes e do Faraó (observação: Faraó não é o nome de uma pessoa e sim um título como “príncipe”, “rei”, “governador”). Então eles decidiram: “Vamos dominar esse povo e fazer com que eles sejam nossos escravos. Se não fizermos isso agora, eles é que vão nos expulsar!” E assim aconteceu. Aquele povo se tornou escravo e teve que servir aos egípcios por muitos e muitos anos.

O que eles não sabiam, era que aquele povo servia a um Deus muito, muito poderoso! E que esse Deus escolheu um libertador entre eles, um líder que conduziria o povo para a liberdade e os levaria a uma terra muito melhor, uma terra preparada especialmente para eles. E para mostrar que esse Deus era realmente o mais poderoso de todos, ele enviou 10 pragas, fez 10 sinais incontestáveis de que ele é quem estava libertando o seu povo. Por exemplo, ele transformou toda a água dos rios e lagos em sangue, fez chover pedras, mandou uma infestação de piolhos, fez o dia escurecer, etc. Mas a décima praga foi a mais poderosa, a pior, mas também a mais importante, porque as outras nove atingiriam só o povo egípcio; porém a décima, se aquele outro povo não seguisse as instruções do seu Deus, eles também sofreriam a consequência: a morte do primeiro filho de todas as famílias.

Naquela noite especial, quem não quisesse que o anjo da morte passasse em sua casa, teria que matar um cordeiro, passar o sangue dele no umbral (portal) de cada porta. Esse cordeiro morto seria comido no jantar. Ele teria que ser todo assado, toda a sua carne deveria ser comida, junto com pães sem fermento e ervas amargas. O pão deveria ser sem fermento porque o fermento, na Bíblia, representa o pecado. Assim como um pouquinho de fermento “contamina” a massa toda, assim também só um pouquinho de pecado, de maldade, já destrói o homem por inteiro. Faz sentido, não faz? E as ervas amargas (tipo rúcula, sabe?) eram para que o povo se lembrasse do tempo da escravidão e de como foi amargo esse sofrimento. Porém, aquela seria a última noite deles como escravos. Naquela madrugada ainda, Deus os libertaria para sempre. E assim aconteceu. Quem passou o sangue nas portas da casa, não recebeu a visita indesejada do anjo da morte. Mas quem não obedeceu, perdeu seu filho para sempre. E no dia seguinte, Deus libertou o seu povo de uma maneira que mais parece um filme de ação!!!! Se você quiser saber como, procure uma Bíblia e leia no livro de Êxodo capítulo 14, do verso 15 até o 31.

E a partir desse dia, todos os anos, o povo que servia ao Deus verdadeiro se reunia na mesma data e comemorava a Páscoa, essa data em que o povo se tornou livre da escravidão. A palavra “Páscoa”, vem do hebraico pesach, que significa “passagem”.

E o que essa história tem a ver comigo? Você pode estar se perguntando. E por que ela pode mudar a minha vida hoje?  Calma, que você já vai entender.

Muitos e muitos anos depois dessa história ter acontecido no Egito, outra história aconteceu no Oriente Médio. Um homem que até então passava despercebido por todos, começou a chamar a atenção. Começou a falar com muita sabedoria e autoridade sobre as sagradas escrituras, o livro dos judeus. E não apenas isso, também começou a fazer coisas sobrenaturais. Por onde passava, ele curava doentes, fazia cegos enxergar e até paralíticos voltavam a andar. Por falar em andar, um dia ele até andou por cima das águas do mar, sem afundar!!! Como pode? Você já deve saber de quem eu estou falando, né? Sim, estou falando de Jesus. E o que a Páscoa tem a ver com Jesus?

Pois bem. Quando Jesus começou a falar sobre as coisas que estavam escritas no livro dos judeus (a Bíblia como conhecemos hoje ainda não estava completa nessa época) e fazer milagres e curar as pessoas, ele arrebatou uma multidão de seguidores, mas também ganhou uma multidão de inimigos. Pessoas que o odiavam e desejavam sua morte.

E foi na época em que comemoravam a Páscoa (aquela que começou no último dia de escravidão no Egito) que finalmente conseguiram executar o seu plano. Acusaram Jesus de ser um criminoso e conseguiram que ele fosse preso e condenado à pena de morte romana, a morte na cruz. Que consistia em pregar uma pessoa em dois pedaços de madeira, fixando seus pulsos e tornozelos (ou pés e mãos) com enormes e pontiagudas estacas (ou pregos); e deixar sangrar até morrer.

Ué... mas se Jesus era tão poderoso e até mesmo o próprio filho de Deus, como dizem, por que ele não fez nada? Por que ele se deixou apanhar? È aí que a história fica linda e doce: ele permitiu que fizessem isso com ele por amor. Amor por mim e por você. A Bíblia diz que sem o derramamento de sangue não existe o perdão dos pecados e que os nossos pecados nos separam de Deus. E o desejo de Deus é que o pecador se arrependa. Vamos combinar: todo mundo tem pecado, não tem??? Quantas vezes a gente mente, fala um palavrão, magoa alguém que nos ama.... quantas vezes a gente age como animais irracionais??? Essa “natureza”, essa falha no nosso caráter se chama pecado e isso nos separa de Deus. Quando Jesus morreu na cruz e derramou o seu sangue ele estava pagando a nossa dívida de pecado. Ele estava nos ligando novamente a Deus, oferecendo a possibilidade de irmos morar pra sempre com ele no céu, depois que nós morrermos ou quando Jesus voltar. Ops! Ele vai voltar aqui para a Terra? Sim! Ele vai voltar! Três dias depois da morte de Jesus ele ressuscitou e ele apareceu de novo aos seus seguidores e prometeu que ia para o céu preparar um lugar para todos aqueles que se arrependessem dos seus pecados e acreditassem nele. E ele vai voltar um dia para buscar essas pessoas. E assim como o sangue daquele cordeiro morto para o jantar da páscoa, livrou o povo de receber a visita do anjo da morte, assim também o sangue de Jesus nos livra da morte eterna. Nos livra do inferno. Sim, o inferno e existe e seria terrível você só descobrir isso depois de morto, quando já não haverá mais saída! Por isso dizemos que Jesus é o nosso Cordeiro. E de fato a Bíblia diz que ele é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Por isso a Páscoa não é sobre o Coelho e sim sobre o Cordeiro.

Eu já garanti a minha “passagem”. Eu já conversei com Jesus e disse que me arrependo dos meus pecados e acredito na história que a Bíblia conta sobre ele. Eu vou comemorar essa Páscoa para sempre lá no céu. E você? Já decidiu onde quer passar a eternidade? Vai escolher uma eternidade doce ou amarga?

 

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