Começou o estágio da APMT na Aldeia Amambai, MS


 

Um dos pre-requisitos para se tornar missionário da APMT é participar do estagio oferecido pela agência, para os alunos do CFM e candidatos a missionários. O estagio é realizado em um dos campos transculturais, onde atua um missionário da APMT.

Este ano está acontecendo em um dos campos da Missão Caiuá, em contexto transcultural indígena, especificamente na Aldeia Amambai, MS, onde desenvolve seu ministério a missionária Rosa Maria da Silva.

Na região moram índios Guaranís, Kaiowás e Terenas. Todo o trabalho nesta região é supervisionado pelo Rev. Beijamim Bernardes e sua esposa Dona Margarida.

O estagio começou no dia 11 de julho e segue até o dia 26 de julho. São 34 participantes da equipe, entre eles o Rev. José João de Paula que desenvolve o ministério de Pastoreio de missionários e a Coordenadora do CFM, Mônica Mesquita.

São variados os trabalhos desenvolvidos pela equipe, tais como: visitas nas aldeias vizinhas, no presidio masculino, no asilo de idosos e às pessoas doentes.  

As atividades da igreja, como Estudos Bíblicos semanais, Escola Bíblica Dominical e os Cultos estão sendo liderados pelos participantes do estágio. No sábado passado, foi realizada uma programação especial com os jovens, que contou com a presença de 70 participantes aproximadamente. No próximo sábado, acontecerá uma programação especial para adolescentes. Também está programada atividades para casais.

Na quarta-feira 19 de julho começarão duas EBFs- Escola Bíblica de Férias, simultâneas, em lugares diferentes. Em um lugar, a equipe espera aproximadamente 500 crianças, e no outro local em torno de 200 crianças.

Além das programações evangelísticas, a equipe sentiu o desejo de reformar a casa da Mis. Ester que mora no local. Este trabalho foi realizado com muita disposição e alegria, principalmente pelos homens e a ajuda de algumas mulheres.

Os trabalhos são intensos, muitas experiências enriquecedoras e muita necessidade de obreiros na região.

Veja algumas fotos e participe deste trabalho orando CLIQUE AQUI

 

DEPOIMENTOS DE PARTICIPANTES DO ESTÁGIO

 

Acolhimento da Missão Caiuá em Dourados, MS

É comovente estar na Missão Caiuá que conhecia de ouvir falar, desde a adolescência no IBN – Instituto Bíblico do Norte em Garanhuns,PE. Fomos carinhosamente recebidos pelos missionários, Rev. Beijamin e sua esposa Margarida, que com mãos abençoadoras nos serviram deliciosas refeições.

A missionaria Celinha, com seu jeitinho carinhoso nos recebeu e organizou o alojamento feminino com muito esmero.

Ouvimos histórias das atividades missionárias ali e das necessidades que ainda existem para continuação desse trabalho tão relevante junto ao povo indígena, como está na fachada “A serviço do índio, para a Glória de Deus”.

Também conheci a missionária Iraci e me surpreendi em saber que ela é a personagem da história infantil da APEC ‘A pequena indiazinha Iraci’. Ela cresceu na Missão Caiuá e hoje é professora de educação física na escola da missão. Ela também nos levou a uma visita no hospital da missão e lá oramos por uma professora que sofreu um acidente e estava sem o movimento das pernas.

Kilma Gouveia de Melo

 

Visitas ao povo da Aldeia Amambai

Durante a primeira semana de estágio o grupo de missionário se dividiu em equipes para fazer visitas. Algumas famílias estavam na expectativa por nos receber. Alguns já conhecem a Palavra de Deus e pedem para que cantemos hinos ao som do violão. Eles cantam músicas em Guarani e é uma ótima oportunidade para conhecermos melhor a língua e nos aproximarmos de suas culturas.

Visitamos também um adolescente que frequenta um grupo de vôlei na escola, ele não é cristão e estava com muita expectativa de receber uma visita da ‘caravana’ (a forma como eles chamam os grupos de atividades missionárias que vem na Missão. Ele faz parte de um grupo de dança indígena (fazem apresentações folclóricas), e infelizmente há uma certa pressão do grupo para que os adolescentes não frequentem a igreja, dizendo que se eles forem a igreja serão excluídos do grupo de dança. É um motivo de oração, para que esses jovens e adolescentes tenham força para fazer a escolha de ir a igreja para aprender mais de Deus.

Riziely N. Herrera

                   

A menina chamada Kelly

Era a primeira visita do nosso grupo às casas da comunidade de Amambai, ao barulho da buzina da Kombi fomos recepcionados por uma garotinha de olhar desconfiado; enquanto a equipe se ocupava dentro da casa, ela ficou do lado de fora observando, mas quando a cumprimentei, seu olhar desconfiado se desfez num sorriso encantador e para minha surpresa, descobri uma xará, Kelly.

Uma das coisas que certamente tem nos impactado profundamente durante o estágio em Amambai, são as crianças. Por todos os lugares em que temos ido, vemos carências e necessidades, o sofrimento e maus tratos são visíveis.

Esta é a realidade que Kelly de apenas 4 anos vive. Ela mora numa casa em que a maioria de nós não conseguiria sequer passar um único dia, um cômodo escuro onde mal cabem duas camas de solteiro, um fogão e um amontoado de objetos velhos e sujos; o cheiro é insuportável e o “banheiro” é um poço do lado de fora. Seu pai se suicidou, sua mãe trabalha na roça e, quando não está na escola, passa a maior parte do tempo sozinha em casa com o irmão doente.

Enquanto escrevo este texto, Kelly está ao meu lado conversando sem parar, em Guarani, sua língua materna. Apesar de não entender uma só palavra, compreendo seu sorriso – ela está muito feliz. Hoje Kelly está passando o dia conosco na base da Missão em Amambai. Chegou aqui suja e tremendo de frio; tomou banho quente (pela primeira vez!) e vestiu roupas limpas e quentes. Logo ela irá voltar para sua casa e sua realidade, quem sabe, um pouco diferente, pois um dos nossos desafios nesse estágio é ajudar a família de Kelly, melhorando suas condições de moradia e saúde. No entanto, uma vez tendo tomado conhecimento dessa situação, não podemos voltar para a nossa realidade da mesma forma. Que sejamos movidos pelo amor de Deus a transformarmos a realidade das crianças Guarani, Kaiowás e Terenas!

Kelly

 

 

 

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