“Transtornando” o mundo


Texto de Rev. Alex Barbosa - IP do Grajaú, RJ

 

O Evangelho de Jesus Cristo foi e tem sido a força mais poderosa e transformadora que as sociedades humanas já tiveram a chance de presenciar.

Essa capacidade de revolucionar valores e de remodelar comportamentos foi vista como uma ameaça pelos moradores de Tessalônica quando, quase “profeticamente”, disseram: Esses que tem transtornado o mundo chegaram também aqui!” (Atos 17.6).

Esse movimento transformador teve um início quase simplório. Embora sua fonte tenha sido o Salvador ressuscitado, as pessoas através de quem ele começou a expandir seus preceitos não eram exatamente as mais recomendáveis. A grande transformação começaria a partir de pessoas comuns. O método de Deus foi usar os que tinham sido testemunhas pessoais da sua presença, mesmo sendo frágeis e sem nenhuma inclinação ao heroísmo. O diferencial era que eles não estariam desamparados nesse processo: a Trindade se envolveria nisso. O Filho lhes diz: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai... (o Espírito Santo)” (Lucas 24.49). Em outras palavras, ‘Eu quero usar cada um de vocês, e vocês serão capacitados para isso’.

Assim eles fizeram: quando Jesus voltou para o céu, eles, sem poder nenhum, mas “apenas” confiando no que o Senhor dissera, voltaram para a cidade e decidiram se entregar a Deus em oração persistente. Depois de alguns dias, o impacto chegou! O Espirito Santo foi derramado e o Evangelho começou a se expandir (Atos 2.1-4).

Se por um lado o poder foi derramado sobre todos, a Palavra frisa que a capacitação foi dada a cada um deles (v.3). A experiência de ser o ponto de impacto da graça de Deus e essencialmente pessoal. Deus usa a sua Igreja, mas esta é formada por vidas individuais: eu e você. Nas palavras de E. M. Bounds, “Homens são o método de Deus. A Igreja esta procurando métodos melhores. Deus está procurando homens melhores”.

Nos primeiros tempos, os primeiros cristãos estavam vivendo a sua fé e compartilhando sobre Jesus em um ambiente que lhes era familiar – a cidade de Jerusalém onde eles viviam. Mas Jesus tinha falado que eles seriam seus anunciadores em outros ambientes também - na Judeia, Samaria e o resto do mundo.

Os cristãos haviam concentrado sua atenção em Jerusalém onde lhes era bem natural ser testemunhas. Mas ainda não tinham dado o passo seguinte. Parece que não estavam muito preocupados em ir adiante.

Não e difícil viver e dividir a nossa fé em um ambiente com o qual estamos acostumados, em que as pessoas se conhecem e se respeitam, ou até mesmo compartilham da mesma fé. Essa é nossa “Jerusalém”, com pessoas mais próximas ao redor, onde é “tranquilo” ser cristão.

Por outro lado, há pessoas semelhantes a nós, da mesma cultura ou com pequenas diferenças, mas que não estão assim tão próximas. E por isso é preciso um movimento a mais para serem alcançadas. São a nossa “Judeia”. Só precisamos dar mais um passo em sua direção e sermos mais missionais, ou seja, olhar a nossa vida como uma missão.

O Evangelho entrou em movimento naquele dia e continua a se expandir, começando sempre em alguém que foi tocado pelo poder e graça do Espírito e se espalhando ao redor, num poderoso e contínuo impulso que alcança e muda outras vidas. Será que Deus poderia continuar esse movimento que Ele deseja fazer aqui e acola a partir de você num desafio impactante e surpreendente?

“Lá onde eu nem imagino estar...” Por mais que planejemos nossa vida e nosso futuro, lá no fundo não sabemos exatamente onde nossos passos chegarão. Mas como cristãos podemos ter duas certezas: Deus está pronto a dirigir os nossos pês no caminho, e aonde quer que Ele nos leve sempre estaremos lá com uma missão, muito maior e mais sublime do que simplesmente ter uma vida boa.

Ha algo que não podemos apagar de nossos corações: a ordem certa do movimento do Evangelho como foi definida pelo Senhor em At 1.8.

“Sereis minhas testemunhas…”, Ele disse, em Jerusalém (“onde eu estou”), na Judeia (“onde eu nãome preocupo em estar”), em Samaria (“onde eu não desejo estar”) e, então, nos confins da Terra. Mais do que o nosso investimento financeiro, o que Cristo deseja de nós é a nós mesmos. Vamos trabalhar juntos, para a gloria do Rei!

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