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Evangelização Teocêntrica


Atualmente é grande entre os cristãos-evangélicos a discussão sobre o significado do termo Evangelho. Muitos se perguntam: “quando a Bíblia é pregada aos domingos durante o culto, estamos realmente pregando o Evangelho”?. Essa é uma preocupação salutar e necessária para os tempos em que vivemos, pois atualmente há muita confusão doutrinária.

Greg Gilbert, um pastor batista-reformado dos EUA escreveu um livreto intitulado “O Que é o Evangelho,”?, ressaltando que o Evangelho tal como pregado pelos Apóstolos possuía quatro vertentes complementares: 1) Deus, 2) Homem, 3) Cristo e 4) Resposta (fé e arrependimento). Tentativas como essa sempre estiveram presentes na história da Igreja; em 1975 Jonh Stott afirmou em seu livro “Missão Crista no Mundo Moderno” que o Evangelho é Jesus Cristo e a apresentação fiel dessa mensagem inclui os seguintes elementos: a vida, morte e ressurreição e retorno de Jesus; o mesmo pensa Ronaldo Lidório ao afirmar que o Evangelho é o anúncio sobre a pessoa de Jesus Cristo de maneira querigmática (proclamação e pregação sobre a Pessoa de Jesus) e martírica (testemunho que confirma a pregação). J. I. Packer afirmou que para apresentar fielmente o Evangelho é preciso abordar quatro mensagens: acerca de Deus, do pecado, de Cristo e da necessidade de fé e arrependimento.

Será que a atual preocupação em definir biblicamente o significado e conteúdo do Evangelho pode beneficiar nossa prática evangelística na Europa? Para iniciar essa busca, usaremos como base Atos 17.16-34, ocasião em que Paulo está no país dos grandes filósofos Sócrates, Platão, Plotino, etc. Ali na Atenas do primeiro século, onde era mais fácil achar uma estátua/imagem de um deus que um ser humano, Paulo pregava nas sinagogas e na praça todos os dias até que finalmente os estóicos (ideia chave: ser psicologicamente inflexível e tranquilo diante de tragédias, vivendo de maneira despreocupada e sem desejo de mudança) e os epicureus (ideia chave: usufruir a vida ao máximo sem preocupar-se com a morte e ter o prazer como meta principal – carpe diem) se interessaram em ouvi-lo de modo mais particular; no Areópago, Paulo então anunciou-lhes o “Deus desconhecido” - Atos 17.23,24: “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens”. Observem: Paulo começou sua mensagem evangelística com a Pessoa de Deus como Criador, tal como afirmou Gilbert, Packer, Lidório e Stott (embora os dois últimos prefiram focar-se mais na Pessoa de Jesus); o apóstolo estava diante duma plateia gentílica e pagã, então não lhe convinha mencionar Isaías ou Jeremias, como o fez para plateias judias em outras ocasiões; o início da mensagem evangélica é Deus como Criador, pois como afirmou Gilbert: “O começo da mensagem cristã – na realidade, o começo da Bíblia cristã – é: “Criou Deus os céus e a terra”. Tudo começa a partir desse ponto e como uma flecha atirada de um arco mal direcionado, se você não entender bem este ponto, tudo que vier depois será errado”. Assim também afirmaram outros cristãos ao longo do tempo: “A cosmovisão das Escrituras não tem início com Cristo e a salvação. Ela começa com Deus e a criação. O primeiro artigo do Credo dos Apóstolos enfatiza o relato de Gênesis: ‘Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra’. É aqui que o Cristianismo começa. A criação é o ponto de partida bíblico”. Segundo J. I. Packer, até que os ouvintes do Evangelho não entendam que essa é a base e fundamento do Evangelho, o restante da mensagem não será nem convincente nem relevante. Pois esse primeiro item da pregação evangélica lança os pilares de todo o restante da mensagem redentora; aqui se entende quem é Deus, quais são suas leis e normas e o que Ele requer de suas criaturas; a mensagem evangélica inicia-se com essa verdade fundamental: somos dependentes e criaturas do Deus Todo-poderoso, portanto Ele tem todo direito sobre nós e que devemos viver de maneira a glorifica-lo em todas as áreas de nossa vida. Em Atenas foi precisamente o que Paulo fez: anunciou a Deus como Criador, seu caráter, sua soberania e como a fonte de toda existência humana.

E essa é justamente uma das verdades mais atacadas durante a História. É justamente aqui que os inimigos de Deus usam artilharia pesada, pois sabem que se destroem o primeiro ponto do Evangelho (o que é impossível segundo a palavra de Deus) destruirão todos os outros pontos. Analisemos resumidamente alguns deles:

 

Ludwig Andreas Feuerbach (Landshut, 28 de julho de 1804 — Rechenberg, Nuremberg, 13 de setembro de 1872).

Para o filósofo alemão Feuerbach, a figura de Deus é uma projeção humana diante da própria carência e fragilidade humanas; no intuito de criar uma resposta plausível para a terrível natureza hostil e feroz, o ser humano buscou uma resposta fora dos limites da natureza, formando a ideia de um Deus Todo-Poderoso que o protegeria (teoria da projeção). A tese de Feuerbach pressupõe que o ser humano projetou nesta figura mitológica chamado Deus tudo aquilo que ele, ser humano, não poderia ser: todo-poderoso, dominador, superior, etc; desta forma, a teologia passou a ser antropologia; Deus foi ‘desentronizado’ e o ser humano divinizado; toda ótica de análise da vida e da religião deveria ser a partir do ser humano. Feuerbach partia do princípio da afirmativa de que Cristo nunca existiu, evitando aprofundamento na historicidade do Cristianismo. Foi chamado de “pai do ateísmo moderno”.

 

Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883)

Filho de judeus que receberam o batismo cristão, o alemão Karl Marx foi profundamente influenciado pelo ambiente cristão, tornando-se um entusiasta pela fé cristã, chegando a escrever artigos teológicos. Porém durante seus dias na universidade, em contato com a filosofia da natureza em Demócrito e Epicuro e com a antropologia de Feuerbach, veio a rejeitar a fé cristã, tornando-se ateu; A antropologia marxista desenha uma visão bastante árida; vê o ser humano apenas como matéria; sua diferença dos outros seres vivos é somente a capacidade de refletir devido ao fato de que esse desenvolveu a parte superior do cérebro mais que aqueles, dando a entender que na construção desse pensamento a teoria da evolução deu sua contribuição. Assim não haveria no ser humano nenhuma substância imortal ou imaterial ou metafísica; tudo se resumiria à matéria (Demócrito e Epicuro). Outra característica da antropologia marxista é a mutabilidade humana; para Marx, o ser humano é um ser em constante mutação; aqui estaria a origem do materialismo dialético (o ser humano é uma corrente de consciência em mudança perpétua). O materialismo dialético de Marx serviu para excluir oficialmente a possibilidade de admissão de Deus e de Sua importância na criação e manutenção do cosmos; contrariando a visão de que o mundo era uma grande máquina, Marx afirmou que a matéria era dinâmica e que possuía em si mesma propriedades de movimentos e mudança, excluindo a ideia de Deus como Criador e Mantenedor do universo. Toda a vida humana, incluindo sua maneira de agir e pensar, seria determinada unicamente pelas relações materiais/econômicas. As seguintes frases são atribuídas a Marx: “É somente quando Deus é reduzido a nada, que o ser humano pode ser tudo”; “Quanto mais de si mesmo o ser humano atribui a Deus, tanto menos lhe resta”. Marx teve 7 filhos, sendo que um foi com a governanta, Sra. Helene Demuth. Na casa onde Karl Marx nasceu, na cidade Trier, é possível ler: “Marx is dead and Jesus lives” (Marx está morto e Jesus vive).

 

Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de outubro de 1844 — Weimar, 25 de agosto de 1900)

Natural de Rocken, na Prússia, membro de uma família de pastores luteranos, Nietzsche desenvolveu uma rebelião militante contra qualquer possibilidade de se chegar à ‘verdade’ segundo os métodos dogmáticos tradicionais de sua época, a filosofia e a teologia. Elegendo como sua plataforma de ideias o Darwinismo, foi veemente em tentar minar a glória de Deus; trouxe à Europa e ao mundo um legado para aqueles que sempre desejaram atacar o Cristianismo. Nietzsche enxergava o Cristianismo como uma religião para os fracos, impotentes e escravos, enquanto defendia que o verdadeiro ser humano é aquele que busca ser ‘senhor’, impondo suas vontades sobre todos os outros e buscando assim que sempre sua vontade prevaleça, até chegar a ser o “super-homem”. Afirmando que ‘Deus está morto’, defendeu a irrelevância da crença em Deus e o primitivismo do Cristianismo para a humanidade diante das grandes descobertas científicas. Em um mundo sem Deus (“Deus” morreu), todos os valores tornam-se relativos e a verdade meramente uma convenção linguística e cultural (fundamento da pós-modernidade). O ser humano deve então empenhar-se por buscar e construir seus próprios valores; a morte de Deus, conforme seu autor, significa afirmar que Deus perdeu sua relevância devido à insignificância e caos que estão por trás do universo; já que ‘Deus está morto’, resta à humanidade exercer esta total liberdade, se tornar seu próprio deus, sem se importar com demandas e regras impostas por Deus ou por alguma instituição que supõe falar em nome Dele, rejeitando toda forma de sistemas pré-elaborados e enfatizando a informalidade e a emoção. A ‘morte de Deus’, para Nietzsche, significa a divinização do ser humano. Conhecido como “um campo de batalha” e autodenominado “porta-voz do anticristo”, tentou suicídio três vezes e acabou falecendo em 1900.

 

Sigmund Schlomo Freud  (Freiberg in Mähren, 6 de maio de 1856 — Londres, 23 de setembro de 1939

Natural de Viena, Áustria, e de origem judaica, Sigmund Freud fundou o movimento psicanalítico em um viés ateu (costumava chamar a si mesmo de ‘um judeu totalmente ateu’ e ‘um médico sem Deus). A vida humana, segundo ele, deve ser encarada apenas pela ótica das necessidades da sexualidade humana; segundo Freud,a origem da religião se deve ao “Complexo de Édipo”: em uma tribo, numa época primitiva, um “pai” exercia de forma tirânica e agressiva seu poderio em sua família, possuindo todas as mulheres e expulsando os filhos. Pois esses filhos teriam se rebelado contra a tirania do pai, o mataram e o comeram em um ritual; mas depois entrou o sentimento de culpa nos filhos assassinos; agora, embora morto, o pai possuía mais poder que antes. Para suprimir o sentimento de culpa, os filhos repetiram o comportamento despótico do pai: proibiram a poligamia no clã e a morte de certa espécie de animal (que passou a identificar o pai morto). A imagem desse “pai” morto foi se intensificando e assim, para Freud, surgiu a ideia de Deus; toda expressão religiosa seria então traços desse sentimento de culpa e o desejo de ter novamente o “pai” presente. Em sua análise Freud propagava a libertação infantil dessa crença em Deus, que era para ele nada mais que o pai assassinado pelos filhos. A crença em Deus, para Freud, significava uma crença infantil e o ser humano maduro deve rejeita-la veementemente uma vez que já “cresceu” e tem condições de levar sua vida sem nenhuma ajuda, sempre buscando a satisfação sem limites de seus desejos e vontades. A fé, para ele, não possui evidências científicas, devendo por isso ser rejeitada, além de não passar de delírios e evidenciar apenas a projeção de desejos e necessidades internas do ser humano. A Bíblia estaria repleta de erros, contradições e falsificações. Em seu primeiro escrito (Ações obsessivas e práticas religiosas), Freud chama de tolo o ser humano que se pende à fé para entender e interpretar a vida. Para ele, a fé era uma ferramenta apenas dos néscios e ignorantes. Chegou a dizer que, não obstante seu ateísmo, caso encontrasse a Deus algum dia, teria muito mais queixas contra Ele do que Deus poderia ter dele.

 

Richard Dawkins (Nairobi, 26 de marzo de 1941)

O biólogo naturalista inglês Richard Dawkins publicou recentemente um livro intitulado “Deus, um delírio”, onde, baseado no evolucionismo darwinista, pretende convencer leitores acerca do absurdo da fé e da idoneidade do ateísmo. Sua visão de Deus é de que Ele é uma ilusão criada por pessoas desiludidas. Segundo Dawkins a ciência e suas fantásticas descobertas tornaram obsoleta a ideia de Deus; contudo não explica que a ciência moderna com ênfase em experimentação e provas teve seu nascimento na Europa medieval cristianizada e que ela deve ao Cristianismo seu nascimento e desenvolvimento. Repetindo argumentos de Freud, Feuerbach e Nietzche, assevera que o criacionismo é um insulto ao intelecto.

 

Sempre devemos estar cientes de que uma das características da Queda é o fato de que os homens “andam na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração" - Efésios 4:17-18, e sempre estarão, rejeitando a Palavra de Deus, “não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam” - 1 Timóteo 1:7. Alberth Mohler afirma que “a visão bíblica de Deus foi rejeitada pela cultura como demasiadamente restritiva à liberdade humana e ofensiva às sensibilidades humanas; o amor de Deus foi redefinido de modo que já não é santo; a soberania de Deus foi remodelada para que a autonomia humana não seja perturbada”; já o filósofo checo Vaclav Ravel (5 de octubre de 1936 - 18 de diciembre de 2011) afirmou que “com a perda de Deus, o homem perdeu como que um sistema universal de coordenadas absolutas, ao qual ele podia sempre relacionar qualquer coisa, principalmente ele mesmo. Seu mundo e sua personalidade gradualmente começaram a fragmentar-se em partes separadas, incoerentes, correspondendo a coordenadas diferentes e relativas”. A fé em Deus foi o elo de toda a cultura ocidental durante séculos; com a perda desse ponto central, toda a sociedade começou a desmoronar-se e novas “divindades” foram apresentadas como supostas substitutas de Deus: Natureza (Teoria da Evolução), Estado, Mercado, Tecnologia e Economicismo. Nessa atual visão, ignora-se completamente que a cosmovisão bíblica, especialmente no período da Reforma, foi o cenário adequado para o florescimento/avanço da Ciência e de uma práxis coerente acerca da integralidade de todas as áreas da vida submissa à soberania de Deus. As inúmeras conjecturas filosóficas apresentadas anteriormente contribuíram para que Deus fosse apresentado não como o Deus pessoal da Bíblia, mas sim como uma divindade abstrata, platônica e impessoal, sem relevância cultural ou social; a tradição teológica europeia não reagiu tão vigorosamente a ponto de enfrentar essa concepção errônea e, com raras exceções, capitulou diante do avanço do ateísmo filosófico e do liberalismo teológico; essa visão filosófico-teológica é incoerente, inconsistente e absurda, pois o início da cosmovisão bíblica inicia-se com Deus (Genesis 1) e termina com Deus (Apocalipse 22); certamente aqui cabe citar John MacCarthur: “o mundo experimenta o caos porque rejeitou Genesis 1 e 2”; Deus é o centro de todas as coisas, o ponto fundamental e necessário para uma correta cosmovisão, como afirmou Paulo em Atenas: “Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas” – Atos 17.25;

 

Qual a conexão entre os filósofos ateus citados anteriormente, além do ateísmo? Todos são/eram europeus. A herança destrutiva semeada por esses ateístas ecoam atualmente em todo o mundo especialmente no Velho Continente. E é justamente com essas ideias que os missionários na Espanha e no restante da Europa travam diária e silenciosamente suas lutas ministeriais. Como lidar com essa questão tão importante? Como evangelizar adequadamente e contextualmente na Europa pós-cristã do século XXI como Paulo fez na Europa pagã do século I? Como vir ao berço histórico do ateísmo e confronta-los corretamente? Tomemos a Espanha como exemplo; aqui o senso comum de Deus é o “deus inquisidor” e castigador; os clérigos são vistos como os transmissores dessa cultura religiosa brutal e insana; a menção da palavra Deus e Igreja geralmente são suficientes para que a plateia alvo do evangelismo desapareça para sempre.

Vejo fundamental o evangelismo pelo testemunho segundo Paulo: “E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento” (grifo acrescentado); antes de falar sobre Igreja, de convidar um europeu/espanhol para o culto, de ensinar-lhe a Confissão de Fé ou de ensinar-lhe “as quatro leis espirituais” (um método evangelístico teologicamente inadequado em minha opinião devido ao seu alto grau de Arminianismo) é necessário ser testemunha do amor e da graça de Deus em nível pessoal e “em todo lugar”, buscando assim mostrar a relevância e a necessidade de Deus como centro da vida humana; é fundamental identificar e rejeitar essa cosmovisão reducionista e anti-bíblica de que Deus é relevante apenas em nível privado, religioso e cultico.

Esse é o primeiro ponto do Evangelho: Deus; essa crença como ponto de coesão existente durante séculos proporcionou a manutenção coerente da vida no Velho Continente. O testemunho missionário deve ser evidenciado através de uma relação cordial e amável no dia a dia, na rua, nos mercados ao ar livre, nas lojas e nas cafeterias; assim Deus é retratado e tornado visível ás pessoas, proporcionando seguir pregando os outros pontos do Evangelho. É necessário tornar evidente a conversão mediante o testemunho verdadeiro de que Deus, a quem amamos, servimos e pregamos, exerce relevância em nossas vidas, sendo o Deus soberano “que dá todos a vida, o fôlego e as demais coisas”; a imagem abstrata, platônica e impessoal de Deus é um perigo bem real e que deve ser rejeitado na vivencia e na pregação do Evangelho em todo o mundo especialmente em contexto europeu. É necessário a rejeição de métodos evangelísticos ufanistas e anti-bíblicos que começam com o ser humano e que apresentam o Evangelho como uma necessidade humana para sua autossatisfação e regozijo, pois ele não tem seu início com a criatura e sim com o Criador. Nesse contexto europeu tão marcado pelo ateísmo e pelo terror teológico gerado por guerras e atrocidades em nome da “fé”, uma ferramenta missionária adequada é a inserção em setores chaves da sociedade e a transmissão da fragrância do conhecimento de Deus em todos os lugares. A Europa necessita outra vez conhecer o Deus das Escrituras! Essa realidade necessita de missionários flexíveis e que saibam adequar-se socialmente sem perder os valores inegociáveis do Evangelho; a missão é de Deus e portanto deve ser executada de maneira teocêntrica!

“O perigo do secularismo, que é a negação de que a religião é significativa para a integralidade da vida, separando certas áreas às quais a religião não tem acesso, é falso e pernicioso. Isso constitui uma ameaça à cultura moderna e é, em sua essência, uma religião falsa. O Calvinismo sempre sustentou que Deus apresenta sua reinvindicação pela integralidade do ser humano”.

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