Rev. Reginaldo Goulart e Leonor (Ciganos) 11/08/2017


 “...Alguns ainda não têm conhecimento de Deus; declaro isso ...!1 Co 15.34

Corumbaíba, uma pequena cidade de pouco mais de 8 mil habitantes é o quarto município goiano a abrigar um centro de estudos islâmicos. Até aí nenhuma novidade se não fosse o fato de que ali, a menos de 1 km. do centro islâmico, existe há décadas um acampamento de ciganos, povo que desde o descobrimento já perambulava pelo Brasil. Podemos constatar que desde 285 anos, antes da chegada do Simonton ao Brasil para plantar a Igreja Presbiteriana até hoje 158  anos depois, a IPB mais próxima deste acampamento está há cerca de 70 km. 

A despeito dos cinco séculos de Protestantismo Reformado, nosso alcance transcultural do povo cigano começa a esboçar algum resultado que, infelizmente, só começou há pouco mais de três anos atrás.

Seria desnecessário argumentar contra os motivos de não alcançarmos os ciganos. Falta interesse e conhecimento de causa, por outro lado, sobra preconceito e indiferença à necessidade deste povo ouvir o Evangelho ‘traduzido’ de modo claro em sua própria tradição cultural e costumes peculiares.

Em quase cada cidade goiana, ciganas perambulam para ler a sorte sendo que elas mesmas não tem. Acampamentos inteiros se instalam em muitos municípios! Considerando que o estado de Goiás é o terceiro estado a abrigar mais ciganos. No Brasil todo são cerca de 1.000.000 de ciganos espalhados por todo território nacional em que APENAS, pouco mais de 20 missionários de tempo integral atuam e, mesmo assim, nem metade dos missionários receberam treinamento específico, mas estão tentando fazer o que podem para levar a eles a mensagem de salvação, antes igrejas neopentecostais continuem a perpetuar entre eles um sincretismo religioso que começa a agir como labaredas de fogo num paiol.

Em Goiás, a 20 km da capital, Goiânia, em Trindade, centro de romaria católica, há mais que um mero centro islâmico que abre somente às sextas-feiras, ali já há um grupo de cerca de 20 ciganos convertidos ao islamismo que se reúnem cinco vezes ao dia para orar de joelhos em terra voltando suas faces na direção de Meca, cidade sagrada do Islã na Arábia Saudita. 

Enquanto nós não dobrarmos joelhos, corarmos de vergonha, chorar nossas mazelas igrejeiras e mudar nosso discurso ‘evangeliquês’, vidas preciosas continuarão em trevas por estarmos num estado de ‘luz apagada’.

 

Que Deus tenha compaixão de nós!

Depois de 500 anos, engajados em alcançar os ciganos, numa missão transcultural no ‘nosso quintal’!    

 

Rev. Reginaldo e Leonor

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