Rev. Dirceu Mendonça e Tirza (Espanha) 03/02/2017


“...Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo”. I Cor. 4. 12 e 13

 

Queridos irmãos em Cristo.

A obra missionária transcultural pressupõe nossa imersão em outra cultura. De uma forma inicial essa incursão se apresenta emocionante, no entanto não se trata de uma viagem, imigração ou intercâmbio, mas de uma identificação total com as pessoas e cultura onde estamos inseridos, com todas as conseqüências que derivam dessa adoção permanente.

O desejo de assumir as características do povo adotado gera conflitos interiores que vão sendo minimizados ao longo dos anos pela progressiva assimilação das características culturais. Por outro lado, são muito fortes os conflitos exteriores resultantes da incompreensão por parte de muitos espanhóis quanto ao nosso trabalho, especialmente pelo fato de que muitos europeus consideram seu continente muito superior ao resto do mundo e pela triste realidade de que o cristianismo tem sido cada vez mais rejeitado. Trabalhar com um povo que considera não necessitar de nenhuma forma de auxílio e que trata a religião como uma fraqueza, gera uma constante rejeição de forma imediata ao saber o que fazemos. Além disso, seremos “eternamente” estrangeiros, ainda que tenhamos a nacionalidade espanhola, por causa do sotaque ou pelo nome e sobrenomes.

Apesar de toda essa realidade, algumas vezes dolorosa, nos sentimos felizes pelo chamado do Senhor. Nos sentimos como Abraão, que escutou repetidamente de nosso Deus que seu chamado para peregrinar significava levar a família a iniciar uma nova vida em uma terra onde o Senhor se manifestaria com sinais e prodígios, abençoando seus filhos peregrinos.

Louvamos a Deus por nossa família missionária e pela oportunidade de testemunhar do Senhor em várias frentes missionárias na Espanha, como repetidamente temos mencionado em nossas cartas. É um privilégio regado por lutas e sofrimentos, uma grande bênção!

Pensar que não estamos vivendo o dia-a-dia da pátria onde nascemos e onde vivemos somos sempre tratados como estrangeiros nos leva inevitavelmente a identificar-nos com os servos do Senhor chamados de “peregrinos e forasteiros” (Hebreus 11). Ver o amor que nossos filhos nutrem pela terra onde nasceram e pela nação para onde Deus os trouxe provoca em nós sentimentos de louvor. O chamado do Senhor nos fortalece, não somente para nossa sobrevivência mas especialmente para o desenvolvimento da obra.

Janeiro é um mês de planejamentos. Estivemos reunidos com as famílias da igreja e nosso presbítero e estamos muito animados e cheios de expectativas.

Desejamos continuar o trabalho de fortalecimento dos irmãos da igreja quanto a fé e prática, fundamentalmente porque estão diariamente expostos a muita oposição e uma tremenda pressão. Temos visto um despertar de nossos jovens e adolescentes, mas somos conscientes de que uma grande parte dessa faixa etária em outras igrejas espanholas tem abandonado a fé quando se fazem maiores. Tivemos uma reunião com os pais e estamos muito atentos a isso. Confiamos no Senhor.

Temos muitas datas especiais, como o dia da amizade (fevereiro), o dia internacional da mulher e o dos pais (março), semana santa (abril), dia das mães (maio), isso somente nos primeiros cinco meses do ano. Desejamos, se Deus permitir, utilizar cada uma dessas datas como instrumento de comunhão da igreja e também de evangelização.

Temos um alvo para todo o ano: são muitos populares, por aqui, as feirinhas de natal. Já começamos a confeccionar artigos para realizar essa feirinha no mês de dezembro. Desejamos trabalhar o ano todo, um propósito que também nos leva ao objetivo da comunhão e evangelização.

Estaremos preparando um folheto especial para ser distribuído na cidade, começando pelos bairros ao redor da igreja, oferecendo um curso bíblico que poderiam fazer por correspondência. Estamos orando por isso e já começando a trabalhar.

Não nos esquecemos do propósito de falar com a prefeitura sobre os terrenos abandonados ao redor da igreja, assim como sobre as quadras depredadas. Oramos para que o Senhor nos confirme que podemos fazer quanto a essa questão, pois nosso desejo é servir-Lhe e ser bênção onde o Senhor nos colocou.

Nossa igreja está muito animada e estamos muito contentes.

Queremos compartilhar o ministério de nossos filhos e para isso, seguem algumas informações que eles desejam enviar:

Uma palavra da Maíra: “Esse mês tem sido de reuniões e organização do nosso casamento e programações da igreja. O Daniel e eu estaremos ajudando como líderes auxiliares dos adolescentes da igreja e já estamos com os próximos meses de atividades programados

Também estamos cooperando com a organização que promove eventos para os adolescentes evangélicos da região de Málaga.

No meu trabalho, na recepção da academia da igreja, atendo aproximadamente a 100 usuários e com vários deles tenho a oportunidade de conversar e muitos já tem liberdade de perguntar sobre a igreja.

Outro dia convidei uma moça que freqüenta a academia para jantar com um grupo da igreja e ela aceito e disse que gostaria de sair novamente conosco. Tenho tido a oportunidade de compartilhar sobre a igreja com um professor recém chegado a nossa academia que não é evangélico.

Estou fazendo aulas de violão para poder colaborar mais intensamente na música da igreja, onde for necessário.

Tenho participado do grupo de mulheres da igreja e também de um grupo chamado “english coffee”, que funciona uma vez na semana, na cafeteria da academia, e que tem como objetivo atrair as pessoas que desejam praticar inglês e testemunhar da nossa fé”.

Uma palavra do Mateus: “Janeiro foi um mês de retorno a plena rotina após o período de duas semanas que envolvem o Natal e o ano novo.

Na rádio Encuentro, após algumas semanas de ausências de membros da equipe por férias, voltamos às gravações normais. Porem, por causa de uma forte epidemia de gripe que está acontecendo, além de outros motivos diversos, as ausências são contínuas e os “sobreviventes” temos que nos desdobrar para manter tudo em dia.

De fato, nos escritório, onde além da rádio funcionam os demais departamentos da FEREDE (Federação de entidades evangélicas da Espanha), muitas cadeiras tem ficado vazias por causa da doença. Graças a Deus não fui afetado até o momento.

Estamos fazendo um levantamento do alcance da rádio e temos um estimativa de que nossos programas foram escutados por cerca de 1 milhão de vezes no último ano nas diferentes plataformas onde são publicados em podcast, sendo que o mais escutado é o de estudo bíblico La Fuente de la Vida (para o qual escrevo os roteiros introdutórios). Sem contar a audiência potencial das cerca de 100 emissoras que transmitem ao menos um programa da Radio Ëncuentro.

No início de fevereiro acontecerá a reunião da junta do departamento da FEREDE ao qual pertence a radio. O departamento se chama Canal de Vida, e também é responsável pela produção dos únicos programas de TV aberta e radio que são transmitidos para todo o país em rede nacional.

Continuo também adiante com os cursos, retornando pouco a pouco com todos eles à medida em que terminam os recessos”.

Louvamos ao Senhor pelo carinho e atenção que vocês têm dispensado para nossa família.

Vemos pelas cartas, mensagens, orações e apoio econômico o quanto nosso Deus tem falado aos corações de nossos irmãos para que estejam cuidando de nossa família.

A gratidão e a oração por vocês tem estado permanentemente em nossas lembranças.

Que o Senhor abençoe a cada de vocês, queridos.

 

Rev. Dirceu e Tirza

 

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